Bacharelado em História - DCH4

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    Um cristão novo no sertão: Inquisição e judaísmo na Bahia colonial – o caso de Antônio da Fonseca
    (Universidade do Estado da Bahia, 2024) Neves Neto, Benigno; Ferreira, Elisangela Oliveira; Souza , Cândido Eugênio Domingues de; Severs, Suzana Maria de Sousa Santos
    Este trabalho tem como objetivo compreender a atuação do Tribunal da Inquisição e a presença dos cristãos-novos na Bahia do século XVIII, com foco na análise do processo de Antônio da Fonseca. A pesquisa aborda como a Inquisição operava para manter a ortodoxia Católica, regulando comportamentos sociais e religiosos, e como os cristãos-novos resistiam e preservavam sua identidade cultural. Através da trajetória de Fonseca, examina-se a discriminação, os conflitos internos e as redes de apoio entre os cristãos-novos. A investigação também destaca a interação entre poder político, religioso e econômico, revelando a complexidade das relações sociais na época.
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    Mulheres rurais: coletânea de entrevistas de trabalhadoras de Quixabeira-BA (2008-2020)
    (Universidade do Estado da Bahia, 2024) Souza, Darlane Fagundes de; Gama, Maria Sandra da; Macedo, Maria Dalva de Lima; Santos , Polliana Moreno dos
    Este trabalho tem como objetivo principal a construção de uma coletânea de entrevistas das Mulheres Rurais que estiveram e estão presentes na organização da Associação de Mulheres Trabalhadoras de Quixabeira – AMTQ, preservando a memória e podendo assim, servir como fonte para futuros trabalhos acadêmicos ou em outros espaços. Os estudos foram pautados em relação à história da mulher e o trabalho da mulher no meio rural, salientando a importância de suas histórias, finalmente, sendo contadas nos últimos anos. A investigação parte dos papéis desenvolvidos pelas mulheres na economia familiar e na produção agrícola do município. Ao longo das entrevistas as mulheres vão evidenciando, em suas falas, as trajetórias de luta por meio dos movimentos sociais e na sua vida privada, demonstrando a força da mulher no campo que luta não só por seus direitos, mas também pelos de suas companheiras. O trabalho é credor das obras de Verena Alberti e Amadou Hampaté BÂ os quais foram imprescindíveis para o amparo teórico metodológico das entrevistas, já que eles auxiliam nas diversas etapas da realização da pesquisa.
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    De rezas e curas: práticas religiosas na Chapada Diamantina (Morro Do Chapéu, Bahia, segunda metade do século XIX)
    (Universidade do Estado da Bahia, 2024) Gois, Francisco Tanilson de Lima; Ferreira, Jackson André da Silva; Ferreira, Elisangela Oliveira; Santana, Tãnia Maria Pinto de
    No sertão baiano do século XIX, as crenças religiosas desempenhavam um papel significativo na vida das comunidades locais, influenciando não apenas a esfera espiritual, mas também aspectos sociais, culturais e até mesmo políticos. A religiosidade sertaneja era profundamente enraizada em tradições ancestrais e em uma relação estreita com a natureza, manifestando-se em uma variedade de rituais e cerimônias que permeavam o cotidiano das pessoas. As devoções ou o uso de uma prática popular, devem ser correlacionadas com a história ou experiência de vida exercida por quem o faz. Este trabalho tem por objetivo analisar práticas relacionadas à religiosidade popular existentes no sertão baiano, como o devocional popular a santos e as práticas de cura, especificamente na vila de N. S. da Graça do Morro do Chapéu, Chapada Diamantina, no século XIX. A pesquisa pretende apresentar os aspectos da cultura religiosa na região de Morro do chapéu, relacionando a cultos da ortodoxia católica como a devoção aos santos taumaturgos em busca da cura, mas também as práticas de cultura ligada às tradições afro-brasileira e indígena, dentro delas as práticas ligado a curandeirismos e o uso de plantas consideradas medicinais, e casos ligados à feitiçaria. Utilizei como fontes, documentos eclesiásticos da Paróquia de Nossa Senhora da Graça e processos criminais abrigados no Fórum Clériston Andrade, arquivos localizados na cidade do Morro do Chapéu.
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    Memórias e vivências: a Fábrica de Bebidas Gato Preto e a fabricação das camisas de garrafas no município de Miguel Calmon – Bahia (1950-1970)
    (Universidade do Estado da Bahia, 2024-07) Santana, Gideão dos Santos Silva; Ferreira, Elisangela Oliveira; Ferreira, Jackson André da Silva; Oliveira, Valter Gomes Santos de
    Essa pesquisa busca conhecer e compreender o contexto social em que viviam as famílias ligadas à produção de camisas de garrafa, principalmente as mulheres que, em muitas situações, assumiam a função típica do homem de prover o sustento do lar. Portanto, o objeto de estudo dessa pesquisa versa sobre a produção dessas camisas de garrafa e seus impactos na vida das famílias que dependiam dessa produção no município de Miguel Calmon-Ba. É também foco dessa pesquisa a atuação da Fábrica de Bebidas Gato Preto no referido município, tendo em vista que ela era uma das principais compradoras da produção das embalagens para as garrafas. Como fundamentação teórica, utilizei como embasamento diversos autores que são referência na historiografia e, também, autores locais, que muito contribuíram para o desenvolvimento da pesquisa, tendo em vista a escassez de registros sobre o tema a ser pesquisado. Por esse motivo, também me utilizei da história oral, realizando entrevistas com moradores do município que foram de fundamental importância para completa efetivação da pesquisa. A Fábrica Gato Preto e as famílias produtoras das camisas de garrafas são aspectos relevantes na história do município de Miguel Calmon, pois muito favoreceram à geração de renda na cidade, durante um período tão difícil e com escassez de recursos. Ambas devem, portanto, ser lembradas e valorizadas dentro da historiografia local, pois fazem parte das memórias de muitos munícipes.
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    Os indígenas no rio dos currais: contatos, conflitos e negociações no médio São Francisco colonial
    (Universidade do Estado da Bahia, 2024-06) Santos, Laila Daniela Souza; Ferreira, Elisangela Oliveira; Souza, Cândido Eugênio Domingues de; Santos, Solon Natalício Araújo dos
    Este trabalho analisa o processo de conquista e ocupação do médio São Francisco durante a segunda metade do século XVII e a primeira metade do século XVIII. O estudo concentra-se mais especificamente nas áreas compreendidas entre o histórico sertão de rodelas até as extensões da povoação da Barra do Rio Grande do Sul, atual Barra (Bahia). Neste processo de colonização do médio curso do Rio São Francisco, analisou-se, sobretudo a construção das alianças entre os indígenas aldeados e os colonizadores que passam a adentrar estas regiões. Aborda-se também como foram se estabelecendo os contatos, conflitos e negociações entre os nativos do médio São Francisco e sertanistas, fazendeiros, vaqueiros e missionários que adentraram essas localidades nos movimentos de conquista e colonização do sertão colonial. Esses movimentos foram substanciados, sobretudo, pela expansão da pecuária que demandava por mais territórios para a instalação dos currais e de pastos para a engorda dos animais. Devido à grande quantidade de currais de gado que foram instalados nas margens do rio durante o século XVII, isso fez com que o mesmo ficasse caracterizado como o “rio dos currais”.