Bacharelado em Geografia - DCH4

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    O bullying e a sua relação com a Geografia: perspectiva para um espaço escolar inclusivo e transformador
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-29) Santos, Jéssica Dandara Oliveira; Jesus, Joselito Manoel de; Santos, Gislene Maria Mota dos; Santos, Edvaldo Hilário dos
    Este trabalho de conclusão de curso surge da necessidade intelectual de entender o bullying nas aulas de Geografia. O bullying, além de ser uma forma de violência que afeta o processo de formação e desenvolvimento do aluno, tem conexões com a Geografia ao considerar as relações de espaço, território e identidade que se estabelecem dentro do ambiente escolar. Estabelece como objetivo geral entender como o bullying se manifesta no ambiente escolar e suas implicações no ensino de Geografia. Este trabalho aborda como essa forma de violência se manifesta no ambiente escolar e como o ensino de Geografia pode oferecer uma perspectiva crítica sobre as relações de convivência e respeito. Por meio de uma abordagem geográfica, é possível fomentar debates sobre territorialidade, espaço vivido e exclusão social, promovendo a conscientização e a empatia entre os alunos. A pesquisa destaca a importância de um professor que compreenda essas dinâmicas e trabalhe junto aos gestores para implementar práticas pedagógicas que enfoquem a relação entre espaço e comportamento social. A análise evidenciou a importância da espacialidade nas relações escolares, apontando que determinados ambientes são mais vulneráveis à ocorrência de violências. Os professores relataram estratégias pedagógicas geográficas, como cartografia afetiva, mapas mentais e debates temáticos, como recursos no enfrentamento ao bullying, com destaque para a Geografia Humanística e a interdisciplinaridade. Apesar dos avanços, os desafios ainda são grandes, como a ausência de formação continuada e o apoio institucional limitado. Conclui-se que a Geografia, ao promover a leitura crítica do espaço e a valorização das identidades, possui grande potencial na mediação de conflitos e na formação de sujeitos conscientes e empáticos. dessa forma, este trabalho propõe que o ensino da Geografia seja utilizado não apenas para transmitir conhecimentos técnicos, mas também para incentivar uma reflexão mais ampla sobre convivência, empatia e responsabilidade social.
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    Sertanegras: entre terra e silêncio a construção do pertencimento das mulheres negras sertanejas
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-16) Anjos , Jaqueline Moura dos; Jesus , Fábio Nunes de; Nunes, Jacy Bandeira Almeida; Jesus , Joselito Manoel de
    Este artigo apresenta uma reflexão teórico-crítica sobre a invisibilidade histórica e social das mulheres negras sertanejas no contexto brasileiro, reconhecendo suas contribuições culturais, políticas e territoriais. A partir de uma abordagem qualitativa fundamentada em revisão bibliográfica e análise documental, mobiliza-se o referencial teórico da Geografia Humanista, dos estudos decoloniais e do feminismo negro para problematizar a relação dessas mulheres com o território sertanejo, o pertencimento e as múltiplas formas de resistência frente às estruturas patriarcais e racistas. O estudo articula os conceitos de lugar (Yi-Fu Tuan), território (Milton Santos; Rogério Haesbaert), invisibilidade (Sueli Carneiro) e interseccionalidade (Patricia Hill Collins; Lélia Gonzalez), privilegiando autoras negras como forma de valorizar epistemologias historicamente subalternizadas. Os resultados apontam que, embora as mulheres negras sertanejas sejam centrais na manutenção da vida, da cultura e da memória no sertão brasileiro, permanecem sistematicamente apagadas das narrativas oficiais, dos registros fundiários e das políticas públicas. Conclui-se que visibilizar essas mulheres não é apenas um gesto acadêmico, mas um compromisso ético-político com a justiça epistêmica e territorial.
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    Atlas geográfico escolar do município de Saúde – Bahia: Proposta didática para a Educação Básica
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-18) Cruz, Karina Santana; Góes, Liliane Matos; Campos, Camila da Silva; Brandão, Josiane de Jesus
    O presente artigo buscou analisar a conformação territorial, manifestações culturais, aspectos físicos-naturais e dinâmica populacional do município de Saúde, localizado no Centro Norte do estado da Bahia, para subsidiar a construção do Atlas Geográfico Escolar para a Educação Básica, como uma estratégia didática para aprimorar e despertar o interesse durante o processo de ensino e aprendizagem. Para isso, foi utilizada a abordagem qualitativa, a metodologia de pesquisa bibliográfica, documental e de campo para obtenção de informações relevantes, para assim preencher lacunas sobre as questões histórico-geográfica. Desta forma, a cartografia é indispensável para a aprendizagem, pois, além de fomentar caminhos de investigação e análise dos fenômenos, é um recurso didático significativo para a compreensão pelos escolares do espaço geográfico, suas mudanças e permanências. Conclui-se que o município de Saúde apresenta uma diversidade cultural de grande relevância para a população, com baixa expressividade populacional e aspectos físicos-naturais com relevos ondulados, devido à presença das Serras da Jacobina, com uma variedade de solos, com expressividade em latossolos e clima semiárido em predominância no território. Além de importantes recursos hídricos, como o Rio Itapicuru e cobertura vegetal formada de pastagens, refúgio vegetacional montano e savana arborizada sem floresta-galeria.
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    Educação inclusiva no ensino de geografia: percursos e reflexões de professores da educação básica em Jacobina-BA
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-15) Silva, Jaíne Nunes; Ferreira, Carlos Lima; Santos , Gislene Maria Mota dos; Santos , Ivaneide Silva dos
    O presente estudo aborda a inclusão de alunos com deficiência no ensino de Geografia no contexto do Atendimento Educacional Especializado (AEE), no Ensino Fundamental - anos finais, em escolas públicas do município de Jacobina - BA. Partindo da questão problema: como os professores de Geografia percebem e vivenciam os desafios e as possibilidades do ensino para alunos com deficiência assistidos pelo Atendimento Educacional Especializado AEE? Buscamos compreender como os docentes percebem e enfrentam os desafios relacionados ao ensino para estudantes com deficiência, bem como identificar as estratégias pedagógicas utilizadas e a influência da formação docente sobre as práticas inclusivas. A metodologia adotada resume-se a abordagem qualitativa, pesquisa exploratória, pois foram investigadas as percepções e práticas docentes dos participantes. Dessa maneira, foi efetuada a aplicação de questionário online, elaborado na Plataforma Google Formulários e enviado individualmente para os seis docentes participantes que lecionam na rede municipal de ensino de Jacobina, Bahia. Os resultados evidenciam que os docentes reconhecem a importância da formação inicial e continuada e fazem uso de recursos didáticos adaptados com o intuito de promover a participação de todos os alunos nas atividades educativas. Contudo, ressaltam que as instituições de ensino ainda carecem de materiais e infraestrutura adequados. Diante disso, concluímos que a efetivação da inclusão no ensino de Geografia requer não apenas o compromisso dos professores, mas também o fortalecimento das políticas públicas voltadas à formação docente e à oferta de recursos pedagógicos adequados, de modo a consolidar práticas pedagógicas mais inclusivas e significativas para todos os estudantes.
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    A percepção ambiental dos visitantes do Parque Natural Municipal das Macaqueiras, Jacobina-BA
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-24) Silva , Maiara Santos da; Novais , Marcos Paulo Souza; Santos, Jorima Valoz dos; Oliveira, Andreza Barreto
    A presente pesquisa teve como objetivo compreender a percepção ambiental dos visitantes do Parque Natural Municipal das Macaqueiras, localizado em Jacobina–BA. A pesquisa adotou uma abordagem quali-quantitativa, utilizando como metodologia a pesquisa bibliográfica e de campo, por meio da aplicação de 50 questionários compostos por 12 perguntas de múltipla escolha. Pois compreender como os usuários percebem e interagem com o espaço é de suma importância, pois essas informações podem fornecer subsídios relevantes para entender a relação entre os visitantes e a unidade de conservação. Os resultados indicaram, de forma geral, que a percepção dos visitantes em relação à experiência de visitação é positiva e satisfatória, a maioria dos entrevistados demonstraram compreender a importância da unidade de conservação tanto para a proteção da biodiversidade local quanto para a preservação do patrimônio cultural presente na área. No entanto, o parque ainda não está plenamente integrado à rotina da população jacobinense. A visitação ocorre predominantemente em busca de recursos naturais para lazer (Rio do Ouro). Observou-se a necessidade de maior atenção à manutenção e infraestrutura do parque.