Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH6
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Navegando Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH6 por Assunto "Alto Sertão da Bahia"
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- ItemCartas históricas escritas por mulheres do Alto Sertão da Bahia (1901-1950): o gênero epistolar como potencial pedagógico(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-15) Amorim, Ramon Renner Silva; Marques, Zélia Malheiro; Bastos, Luciete de Cássia Souza Lima; Magalhães, Lucélia AlvesEste trabalho objetivou discutir, através de cartas históricas de mulheres do Alto Sertão da Bahia, este gênero epistolar, a carta, como potencial pedagógico em desenvolvimento da leitura e da escrita e em inclusão de novos formatos e meios tecnológicos. Surgiu esta proposta do contato com práticas educativas diferentes: de um lado o conhecimento, no âmbito histórico pelo uso da escrita epistolar por mulheres no Alto Sertão da Bahia; na contemporaneidade, a constatação da preferência do alunado pelo uso de ferramentas tecnológicas em ambientes educacionais. Então, questionamos: por que não aproximar essa discussão? Neste aspecto, buscamos um aporte teórico que se fundamenta nos estudos de Chartier (1991), Marques (2021), evidenciando a importância cultural e histórica do uso da escrita epistolar. Com os estudos de Kabatek (2012) discutimos o uso da carta, gênero textual, para novos formatos e meios tecnológicos. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, com abordagem exploratória e documental, destacando (três) correspondências, como fontes, que serviram de parâmetro pela integração às discussões com as ferramentas tecnológicas disponíveis na web 3.0. Sobre as autoras das cartas, uma, Anna Spínola Teixeira, a mãe (1864 - 1944), as outras, três das suas filhas: Celsina S. Teixeira (1887-1979), Hersília S. Teixeira (1891-1968) e Leontina S. Teixeira (1896-1978). Sobre considerações finais, registramos o potencial pedagógico de cartas históricas em incentivo ao desenvolvimento de habilidades de leitura, de escrita e de criação de novas práticas educativas, considerando o gênero epistolar, carta, em possibilidade de uso atual para fins de discussão do conhecimento, integração com ferramentas tecnológicas e pela ampliação de base teórica em temas como história, cultura e educação, dentre tantos outros.
- ItemHomem de letras e homem de ação no Alto Sertão baiano: João Gumes e a educação, 1903-1928(Universidade do Estado da Bahia, 2022) Dias, Margarete Santos; Brito, Rogério Soares; Nogueira, Maria Lúcia Porto Silva; Araújo, Ginaldo Cardoso de; Marques, Zélia MalheiroO presente estudo tomando como parâmetro de observação a trama romanesca Os Analphabetos e o periódico A Penna, tem como objetivo analisar a produção literária e jornalística de João Antônio dos Santos Gumes como crítica da educação do Alto Sertão da Bahia no início do século XX, observando até que ponto as concepções educacionais e denúncias que perpassaram o pensamento intelectual e a vida social do autor, entre 1903 a 1928, estavam afinadas com as ideias que circularam no país e reverberaram na sociedade caetiteense. Durante muito tempo, a apropriação de fontes de pesquisas primaram pela “objetividade”, “neutralidade”, “fidedignidade” e “credibilidade” (LUCA, 2008, p. 112). Assim, a literatura enquanto material do “fazer científico” assumiu um papel secundário, contudo, a compreensão da necessidade de consulta de saberes de outras áreas fez com que esses ideais fossem repensados e a partir desse momento a atenção voltava-se para “sujeitos comuns”, personagens pouco conhecidos, e para questões relacionadas ao cotidiano. Por isso, essa análise partiu de uma personalidade regional situada à margem do cânone literário que fez da escrita uma categoria sociopolítica de reivindicação de uma educação e de uma alfabetização inclusiva e democrática para seus conterrâneos. As análises utilizaram do método interpretativo da hermenêutica, da técnica denominada documentação indireta (MARCONI; LAKATOS, 2003) e de trabalhos de pesquisadores, Saviani (2001; 2007), Nogueira (2010; 2015), Pinto (2020), Silva (2018), Sevcenko (1999), Sodré (1977), entre outros.