Cartas históricas escritas por mulheres do Alto Sertão da Bahia (1901-1950): o gênero epistolar como potencial pedagógico
Data
Autores
Orientador
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
Este trabalho objetivou discutir, através de cartas históricas de mulheres do Alto Sertão da Bahia, este gênero epistolar, a carta, como potencial pedagógico em desenvolvimento da leitura e da escrita e em inclusão de novos formatos e meios tecnológicos. Surgiu esta proposta do contato com práticas educativas diferentes: de um lado o conhecimento, no âmbito histórico pelo uso da escrita epistolar por mulheres no Alto Sertão da Bahia; na contemporaneidade, a constatação da preferência do alunado pelo uso de ferramentas tecnológicas em ambientes educacionais. Então, questionamos: por que não aproximar essa discussão? Neste aspecto, buscamos um aporte teórico que se fundamenta nos estudos de Chartier (1991), Marques (2021), evidenciando a importância cultural e histórica do uso da escrita epistolar. Com os estudos de Kabatek (2012) discutimos o uso da carta, gênero textual, para novos formatos e meios tecnológicos. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, com abordagem exploratória e documental, destacando (três) correspondências, como fontes, que serviram de parâmetro pela integração às discussões com as ferramentas tecnológicas disponíveis na web 3.0. Sobre as autoras das cartas, uma, Anna Spínola Teixeira, a mãe (1864 - 1944), as outras, três das suas filhas: Celsina S. Teixeira (1887-1979), Hersília S. Teixeira (1891-1968) e Leontina S. Teixeira (1896-1978). Sobre considerações finais, registramos o potencial pedagógico de cartas históricas em incentivo ao desenvolvimento de habilidades de leitura, de escrita e de criação de novas práticas educativas, considerando o gênero epistolar, carta, em possibilidade de uso atual para fins de discussão do conhecimento, integração com ferramentas tecnológicas e pela ampliação de base teórica em temas como história, cultura e educação, dentre tantos outros.