Homem de letras e homem de ação no Alto Sertão baiano: João Gumes e a educação, 1903-1928
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Resumo
O presente estudo tomando como parâmetro de observação a trama romanesca Os Analphabetos e o periódico A Penna, tem como objetivo analisar a produção literária e jornalística de João Antônio dos Santos Gumes como crítica da educação do Alto Sertão da Bahia no início do século XX, observando até que ponto as concepções educacionais e denúncias que perpassaram o pensamento intelectual e a vida social do autor, entre 1903 a 1928, estavam afinadas com as ideias que circularam no país e reverberaram na sociedade caetiteense. Durante muito tempo, a apropriação de fontes de pesquisas primaram pela “objetividade”, “neutralidade”, “fidedignidade” e “credibilidade” (LUCA, 2008, p. 112). Assim, a literatura enquanto material do “fazer científico” assumiu um papel secundário, contudo, a compreensão da necessidade de consulta de saberes de outras áreas fez com que esses ideais fossem repensados e a partir desse momento a atenção voltava-se para “sujeitos comuns”, personagens pouco conhecidos, e para questões relacionadas ao cotidiano. Por isso, essa análise partiu de uma personalidade regional situada à margem do cânone literário que fez da escrita uma categoria sociopolítica de reivindicação de uma educação e de uma alfabetização inclusiva e democrática para seus conterrâneos. As análises utilizaram do método interpretativo da hermenêutica, da técnica denominada documentação indireta (MARCONI; LAKATOS, 2003) e de trabalhos de pesquisadores, Saviani (2001; 2007), Nogueira (2010; 2015), Pinto (2020), Silva (2018), Sevcenko (1999), Sodré (1977), entre outros.