Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado Profissional) em Educação de Jovens e Adultos (PPGEJA)
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O Mestrado Profissional em Educação de Jovens e Adultos (MPEJA) é um Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu da Universidade do Estado da Bahia, vinculado ao Departamento de Educação – DEDC – Campus I. A estrutura, os objetivos e as finalidades do MPEJA orientam-se pela Portaria Normativa nº 17, de 28 de Dezembro de 2009 e Edital nº 005/ de 30 de abril de 2010 do Ministério da Educação que dispõem sobre o mestrado profissional no âmbito do sistema nacional de pós-graduação no Brasil. O MPEJA foi aprovado pela Resolução CONSU/Uneb nº e recomendado pela CAPES por meio do ofício nº 229-20/2012/CTC/CAAII/CGAA/DAV/CAPES.
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Navegando Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado Profissional) em Educação de Jovens e Adultos (PPGEJA) por Orientador "Costa, Graça dos Santos"
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- ItemA persistência nos estudos em contexto de privação de liberdade: percepções de professores e estudantes de uma instituição escolar do estado da Bahia(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-18) Silva Filho, Osvaldo Valença da; Costa, Graça dos Santos; Costa, Patricia Lessa Santos; Nunes, Eduardo Jose Fernandes; Collado, Violeta Rosa AcunaOs processos formativos de pessoas privadas de liberdade são permeados por diversas barreiras, tanto institucionais quanto relacionadas ao contexto social e prisional, assim como às características individuais dos estudantes em privação de liberdade, fruto de vulnerabilidades e exclusões. Objetiva-se com esta pesquisa analisar as continuidades e rupturas (descontinuidades) dos processos formativos de estudantes privados de liberdade em uma escola pública do estado da Bahia, destacando as motivações e barreiras que favorecem a persistência nos seus processos formativos. A problemática dessa pesquisa se ancora nas seguintes questões: quais são as motivações para os estudantes privados de liberdade persistirem no processo formativo da Educação de Jovens e Adultos. De acordo com a percepção de professores e estudantes, quais são as barreiras institucionais, situacionais e disposicionais que impedem os estudantes de persistirem na educação de jovens e adultos em contexto de privação de liberdade? Quais são as estratégias institucionais que favorecem a persistência no contexto de privação de liberdade? Trata-se uma pesquisa de abordagem qualitativa, por meio de um estudo exploratório que busca compreender as percepções e experiências relacionadas à educação no contexto prisional, por meio de entrevistas semiestruturadas e questionários aplicados a 22 participantes, incluindo 6 professores e 16 estudantes de uma escola pública para privados de liberdade da região metropolitana de Salvador/BA. Os resultados desta pesquisa apontam para a necessidade de adaptações emocionais e estruturais no sistema educacional, ecoando a pedagogia libertadora de Paulo Freire. Propomos um projeto formativo inovador para EJA em prisões, que priorize a Formação Específica em Educação em prisões, para professores que atuam no Sistema Prisional da Bahia.
- ItemCurrículo e culturas juvenis: um estudo de caso sobre as representações sociais dos estudantes da educação de jovens e adultos no município de Conceição da Feira-BA(2016-12-14) Oliveira, Maria da Conceição Cédro Vilas Bôas de; Costa, Graça dos Santos; Klein, Ana Maria; Leiro, Augusto César Rios; Costa, Patrícia Lessa SantosEsta pesquisa buscou analisar as representações sociais dos estudantes da EJA acerca de currículo e juventude, ressaltando os desafios e possibilidades para a construção de um currículo que atenda a cultura juvenil. A problemática da pesquisa norteou-se pelos seguintes questionamentos: Quais são as representações sociais dos estudantes sobre juventude e currículo? e Quais são os desafios e possibilidades que os jovens revelam para a construção de um currículo que atenda a cultura juvenil? Desenvolvemos a argumentação teórica em três partes: um capítulo dedicado a explicar os imbricamentos da pesquisadora com seu objeto de estudo e apresentar um levantamento sobre as produções acadêmicas sobre a temática em análise. O segundo capítulo faz uma breve discussão sobre os aspectos históricos da Educação de Jovens e Adultos, ressaltando os processos de juvenilização da EJA e suas implicações no currículo escolar. O terceiro capítulo reflete sobre as teorias das representações sociais e o processo de construção de um currículo que atenda a cultura juvenil, destacando o papel do professor e os desafios formativos. Os pressupostos metodológicos que orientaram a pesquisa ora apresentada são de cunho qualitativo, por meio de um estudo de caso realizado em uma escola da Rede Estadual de Ensino do município de Conceição da Feira-Ba, que oferece a Modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Como dispositivo de coleta de informações utilizamos questionário, grupo focal e análise documental e como dispositivo de interpretação trabalhamos com a análise de conteúdos sob a luz da Teoria das Representações Sociais. Os resultados revelam representações sociais de juventude como construção sócio-cultural que perpassam por um recorte etário, como uma forma de estar/significar o mundo, como um sinônimo de rebeldia e violência e como a cultura da ostentação. Em relação a currículo, as representações sociais sinalizam que o currículo é um documento normatizador no espaço escolar. Evidenciou-se o reconhecimento das diferenças culturais juvenis no currículo escolar como desafio para a construção de um currículo que atenda a cultura juvenil. Como possibilidade os estudos revelaram a necessidade da escola fomentar no currículo diálogos interculturais para a construção e o reconhecimento das diferentes culturas juvenis.
- ItemEducação em direitos humanos e educação de jovens e adultos: representações sociais de professores e alunos sobre a inserção da temática direitos humanos no currículo da EJA(2016-11-24) Santos, Thaíse da Paixão; Costa, Graça dos Santos; Silva, Aida Maria Monteiro; Freitas, Katia Siqueira de; Costa, Patrícia Lessa SantosEste estudo analisou as representações sociais de professores e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) sobre inserção da Educação em Direitos Humanos (EDH) no currículo, buscando compreender as aproximações/distanciamentos entre as representações e o currículo em EDH na EJA. A motivação emergiu das itinerâncias enquanto alfabetizadora de jovens e adultos da pesquisadora. Partindo dessa inquietação, traçamos a seguinte questão para nortear esta pesquisa: Quais as representações sociais de professores e alunos acerca da inserção da Educação em Direitos Humanos no currículo da Educação de Jovens e Adultos na cidade de Ubaitaba-Bahia? Para referendar o estudo, dialogamos com Arroyo (2002), (2006), (2001; 2011); Capucho (2012); Freire (1982), (1987), (1988), (1992), (2004), (2005), (2011), (2014); Gadotti (2013); Haddad e Di Pierro (2000); Jodelet (1984); Macedo (2011), (2010), (2013); Mazotti (1994); Paiva (2003); Sacristán (2013), Scavino; Candau (2008); Soares (2004), (2000); Silva (2010); Silva; Tavares (2010), (2015); Ventura (2012); Viola (2010) dentre outros. Com uma abordagem qualitativa, a pesquisa utilizou o método do estudo de caso, e as técnicas para coleta de informações foram: análise documental, entrevistas semiestruturadas com duas professoras e grupo focal com 12 alunos. Para tratamento dos dados, recorremos à análise de conteúdo inspirado em Bardin (2006) e Franco (2012). O estudo revelou que a EDH foi inserida no currículo da EJA do município de Ubaitaba-Bahia em disciplinas isoladas, mas é trabalhada de forma aleatória. Já as representações de professores e alunos indicaram o desejo de que a mesma fosse trabalhada de modo transversal ou interdisciplinar. Evidenciamos alguns entraves para que isso ocorra e fizemos algumas recomendações. Assim, espera-se que, através dessas representações sociais, seja possível a sistematização de proposições curriculares para fomentar estratégias pedagógicas que possibilitem trabalhar as violações dos direitos humanos desses sujeitos, pois não temos pretensão de formular inferências irrefutáveis sobre as implicações da inserção da EDH no currículo da EJA, mas com outras propostas de pesquisas.
- ItemFinanciamento da educação de jovens e adultos em municípios baianos: análise da percepção dos gestores sobre a garantia do direito à educação(Universidade do Estado da Bahia - UNEB, 2025-11-25) Macêdo, Josete Gomes de Oliveira; Costa, Graça dos Santos; Ventura, Jaqueline Pereira; Silva, Marta Rosa Farias de Almeida Miranda; Mallows, David; Collado, Violeta Rosa AcuñaO financiamento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um elemento fundamental para efetivação do direito à educação, constituindo-se em um campo de tensão entre a austeridade fiscal e a justiça social. Parte-se da compreensão de que não há neutralidade na educação nem na destinação dos recursos públicos, de modo que o financiamento é expressão concreta de escolhas políticas que revelam o compromisso ou a omissão do Estado diante dos direitos das populações historicamente excluídas. O estudo tem como objetivo analisar a percepção dos gestores acerca do financiamento da EJA em municípios baianos, ressaltando os desafios e as possibilidades para a efetivação do direito à educação. Especificamente, buscou-se: investigar as percepções dos gestores sobre o financiamento da EJA e os principais desafios enfrentados para a garantia do direito à educação; levantar os recursos financeiros disponíveis para o financiamento da EJA, com ênfase no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) e nos fatores de ponderação nos municípios que integram o Território de Identidade Piemonte do Paraguaçu (Bahia); e elaborar uma proposta de projeto de intervenção voltada à formação de gestores educacionais sobre os fundamentos, a estrutura e as implicações do financiamento da EJA. A investigação problematiza de que modo o financiamento público da Educação de Jovens e Adultos (EJA) nos municípios baianos tem influenciado a garantia do direito à educação, segundo a percepção dos gestores? Trata-se de pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza descritiva e exploratória, que utilizou a análise documental das peças orçamentárias municipais (Plano Plurianual – PPA, Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e Lei Orçamentária Anual – LOA), além dos Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária (RREO) e dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (SIOPE), relativos ao período de 2018 a 2024, além de entrevistas semiestruturadas com onze secretários municipais de educação. Os resultados indicam que, embora os gestores reconheçam o papel social da EJA na inclusão e promoção da justiça educacional, enfrentam descontinuidades e invisibilidade orçamentária, tendo o FUNDEB como principal fonte de financiamento, porém sem políticas estruturantes que atendem às especificidades da modalidade. A sustentabilidade financeira é fragilizada pela centralidade do orçamento fora das secretarias de educação, comprometendo a garantia do direito à educação ao longo da vida. Também foi evidenciada a influência da formação e experiência dos gestores na defesa da modalidade, ressaltando a importância da política de qualificação para a gestão educacional.
- ItemA formação docente e o fenômeno da juvenilização da educação de jovens e adultos: desafios formativos(2017-08-31) Macedo, Núbia Sueli Silva; Costa, Graça dos Santos; Santos, José Jackson Reis dos; Ferreira, Maria Conceição Alves; Freitas, Katia Siqueira deInscrevendo-se no campo da formação docente e discutindo o fenômeno da juvenilização na Educação de Jovens e Adultos, a presente pesquisa intitulada “A Formação Docente e o Fenômeno da Juvenilização na Educação de Jovens e Adultos: desafios formativos”, tem como questão central: Quais os desafios formativos dos professores da Educação de Jovens e Adultos para atender ao fenômeno de juvenilização? Com base na referida questão, são objetivos do estudo: a) analisar os desafios formativos dos professores para o trabalho junto aos jovens que frequentam a Educação de Jovens e Adultos; b) construir proposta formativa que considerasse as especificidades da juventude na EJA. De natureza qualitativa, a pesquisa foi desenvolvida na cidade de Vitória da Conquista, Bahia, em uma escola da rede municipal de ensino, no período de 2016/2017, por meio de um estudo exploratório, de enfoque colaborativo, utilizando-se de levantamento bibliográfico, estudo do contexto da escola e escuta dos docentes da EJA. A organização e a análise dos dados foram sistematizadas, tomando como referência o significado de tema e subtema em Paulo Freire. A argumentação teórica está organizada em três etapas: na primeira, buscou-se compreender o processo histórico da Educação de Jovens e Adultos no Brasil, evidenciando a juvenilização como fenômeno que emerge na contemporaneidade; a segunda etapa focaliza a formação docente e os desafios formativos dos professores da Educação de Jovens e Adultos junto a juventude. A terceira etapa apresenta uma proposta formativa, com enfoque colaborativo, no sentido de contribuir com a formação dos professores para atender tal fenômeno. Os resultados sistematizados revelaram a necessidade de pensar uma formação-investigação colaborativa que atendesse aos desafios atuais da Educação de Jovens e Adultos, o que significa sair da cultura do isolamento e criar oportunidades de reflexão individual e coletiva sobre a prática pedagógica. Implicaria ainda vencer novos/velhos e complexos desafios: a) entender a escola como espaço formativo de excelência, lócu privilegiado de troca de experiências, de estudo sistemático da prática, construção de estratégias didáticas que atendam às especificidades dos alunos e alunas, de estudo do contexto específico e contexto mais amplo; b) pensar as condições de trabalho nos espaços formativos de AC, garantindo o tempo para dedicação aos estudos, além de buscar coletivamente políticas de permanência dos docentes na modalidade da EJA. Conclui-se assim, que a formação-investigação colaborativa proposta neste trabalho torna-se uma oportunidade de desenvolvimento profissional potente para contextualizar o estudo biográfico da trajetória formativa individual dos professores (autobiografias) e a compreensão das diferentes biografias formativas do outro (heterobiografia). Certamente, este trabalho deixa vários desafios, entre estes, materializar uma proposta formativa que favoreça a compreensão do fenômeno da juvenilização na EJA, tendo como referência uma perspectiva de trabalho colaborativo.
- ItemTecendo saberes e fazeres no currículo da educação de jovens e adultos: um estudo sobre representações sociais de profissionais da educação de uma escola polo da cidade de Feira de Santana – Bahia(2016-12-15) Tanure, Ana Célia Dantas; Costa, Graça dos Santos; Oliveira, Ivanilde Apoluceno de; Conceição, Ana Paula Silva da; Santos, José Jackson Reis dosA pesquisa, ora apresentada, teve por objetivo geral analisar as representações sociais dos professores, coordenadores e técnico da EJA sobre o currículo da EJA da Política de Educação de Jovens e Adultos da Bahia – Aprendizagem ao longo da vida, como política curricular de garantia de escolarização, para identificar as tensões, distanciamentos/aproximações entre as representações sociais desses sujeitos sobre o currículo e política da EJA. Esse currículo foi implantado, a partir de 2009, em todas as escolas que ofertam EJA na Rede Estadual de Ensino da Bahia. A problemática dessa pesquisa se ancora nas seguintes questões: Quais as representações sociais, saberes e fazeres são construídos pelos professores, coordenadores e técnico sobre o currículo da EJA da Política de Educação de Jovens e Adultos da Bahia – Aprendizagem ao longo da vida? Quais são as tensões, aproximações/distanciamentos entre as representações sociais desses sujeitos sobre o currículo e a política da Educação de Jovens e Adultos da Bahia? Desenvolvemos a argumentação teórica em duas partes: a primeira voltada a compreender o processo histórico das políticas curriculares voltadas à EJA, evidenciando as políticas curriculares vigentes na Bahia; na segunda parte, fazemos uma breve revisão histórica no campo do currículo e destacando as teorias curriculares, tecemos uma interlocução entre as representações sociais, a formação de professores e o currículo. Essa pesquisa compreende uma pesquisa de campo de natureza qualitativa por meio de um Estudo de Caso, ancorado na Teoria das Representações Sociais. Os sujeitos que participaram desse estudo são professores da EJA e Coordenador Pedagógico de uma escola polo em Feira de Santana - BA, Coordenadora da SEC atuante em 2009 e Técnica do NRE19 responsável pela EJA. Para levantamento de informações, utilizamos como dispositivos a Entrevista semiestruturada, Oficinas FormativasInvestigativas e Análise Documental. Para análise das informações, utilizamos a Análise de Conteúdo. Como resultados desse estudo, constatamos que apesar dessa política curricular ter sido construída coletivamente com apoio dos movimentos populares ligados à EJA e apresentar princípios e diretrizes voltados a atender as especificidades dos jovens e adultos, os professores, como profissionais construtores de currículo, representam a mesma, como distante do currículo realizado e desejado, difícil de ser posta em prática, embora eles coadunem com seus princípios. Os resultados apontam ainda a necessidade de formação em serviço e garantia de espaço de estudo e planejamento na EJA como possibilidades de mudança.