Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH6
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Navegando Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH6 por Orientador "Fernandes, Maria Angélica Rocha"
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- ItemA representação da mulher mulata na obra literária “Gabriela, cravo e canela” de Jorge Amado.(Universidade do Estado da Bahia, 2018) Gotardo, Tâmara da Silva Almeida; Fernandes, Maria Angélica Rocha; Ramos , Ricardo Tupiniquim; Silva, Zoraide Portela daEste trabalho é resultado de análise bibliográfica da obra “Gabriela, cravo e canela”, de autoria do escritor baiano Jorge Amado, que revela apropriação da cultura negra ao apresentar ao leitor enredo que traz personagens transgressoras, como Gabriela, Malvina e Sinhazinha contradizendo todos os princípios da época em que a trama se passa. A despeito da existência de mais de uma personagem com essa característica, esta análise tem como foco principal a protagonista Gabriela. Para tanto, foi feito um breve panorama sobre a literatura afro-brasileira e sua importância que, apesar de sua literariedade, ainda sofre marginalização, tal qual as mulheres que viviam na época do conservadorismo e tradicionalismo. Mulheres negras lutaram para conseguirem um lugar por direito na sociedade, viviam em um tempo conservador, sendo obrigadas a seguirem regras impulsionadas pelo pai ou marido, sem ter voz para opinar e reagir contra o machismo e preconceito que lhes eram impostos. Com isso, a mulher negra lutou para ocupar seu espaço através de movimentos que abriram novos caminhos para o reconhecimento de sua identidade. O negro foi ocultado, vivendo como objeto e não como sujeito, mas a literatura afro-brasileira é caracterizada pela sua temática principal, ou seja, pelo negro como sujeito de sua própria história. Como referencial teórico, foram importantes considerações como as de Amado (1959/2008); Algranti (1993); Bernd (1988); Del Priori (2003); Freyre (1900), Hall (2009/2011); Munanga (1998); Ribeiro (1995), Patrício (1999) e outros que contribuíram para a realização desta pesquisa.
- Item“Felicidade não tem cor” – Reflexões sobre protagonismo e coadjuvância do negro na escola racista do século XIX(Universidade do Estado da Bahia, 2018) Souza, Cidalva da Silva; Fernandes, Maria Angélica Rocha; Ivo, Ivana Pereira; Silva, Zoraide PortelaEsta pesquisa tem como objetivo primordial a identificação, no livro “Felicidade não tem cor”, de Júlio Emilio Braz - um autor negro, autodidata, que escreveu desde roteiros de histórias em quadrinhos a livros de bolso - do protagonista negro como uma forma de resistência contra o silenciamento em busca de demonstrar a existência do negro na Literatura Infantil como personagem principal e refletir sobre a existência deste personagem negro na Literatura e as conquistas alcançadas pelos afrodescendentes. Atualmente, dentro do espaço acadêmico, desmistificam-se esses tabus e afirma-se que o negro tem espaço na literatura como protagonista de sua própria história, não mais como mero coadjuvante e que já existe uma variedade de literaturas negras que valorizam a cultura, história e raízes dos afrodescendentes. A metodologia utilizada neste trabalho parte de uma abordagem qualitativa baseada numa análise de cunho bibliográfico-analítico, que teve como aporte teórico textos que fomentaram reflexões sobre o negro como protagonista das histórias infantis, a saber, Arroyo (1990); Bernd (1992); Cavalleiro (2000), Coelho (2000); Munanga (1988/2001); Proença Filho (1997); Hall (2003/2005), entre outros que contribuíram de maneira significativa para a construção desta pesquisa a partir de um olhar voltado para o negro, de forma a contribuir com as pesquisas existentes sobre esse assunto. Assim conclui-se que a obra “Felicidade não tem cor” pode contribuir para o silenciamento escolar e no resgate da autoestima de crianças, pois o personagem principal, Fael, no decorrer da trama, demonstra aceitação de sua descendência, possibilitando o trabalho docente, com esta literatura paradidática, como algo positivo e identitário.