Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado Acadêmico) em Estudos Territoriais (PROET)

Programa de Pós-Graduação em Estudos Territoriais (PROET), ofertado pelo Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET), Campus I da UNEB, em Salvador, aprovado pelo Conselho Universitário (CONSU) por meio da Resolução nº. 1.328/2018, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) de 26/05/2018, recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), homologado e reconhecido pela portaria n° 0486/2018 do Ministério da Educação (MEC), publicado no Diário Oficial da União de 18/05/2020.

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    Entre a roça e a cidade: lugaridades em trânsito nas experiências de homens gays
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-11-24) Silva, Jônatas Reis da; Lima-Payayá, Jamille da Silva; Silva, Zuleide Paiva da; Moura, Jeani Delgado Paschoal
    Esta dissertação insere-se no campo da Geografia de Gênero e das Sexualidades e tem como tema as experiências de masculinidades de homens gays que vivem e transitam entre a roça e a cidade. O problema de pesquisa é delimitado pela análise das relações entre sexualidade e mobilidade espacial, considerando como a sexualidade participa ativamente dos processos de trânsito entre a roça e a cidade, ao mesmo tempo em que é atravessada, regulada e ressignificada por esse deslocamento. O objetivo geral consistiu em compreender as experiências de masculinidades de homens gays da/na roça, analisando os processos de negociação e resistência construídos no cotidiano. Metodologicamente, a pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, tendo como principal material empírico entrevistas semiestruturadas, analisadas a partir da transcrição integral, da escuta sensível e da análise temática-discursiva, em uma perspectiva situada e reflexiva. Os resultados demonstram que a vivência gay na roça não se configura como ausência ou desvio, mas como presença ativa, marcada por estratégias de silenciamento, performatividade e autoproteção, bem como por práticas de resistência e pertencimento. Evidenciou-se que a roça intensifica a vigilância sobre corpos dissidentes, mas também se constitui como espaço de memória e afetividade. O trânsito entre roça e cidade revelou-se central na produção de lugaridades híbridas, possibilitando experimentações identitárias e a construção de territorialidades dissidentes. Conclui-se que corpo e território são dimensões indissociáveis, sendo a corporeidade um elemento ativo na produção de novas territorialidades, ampliando a compreensão geográfica das sexualidades, mobilidades e experiências vividas.
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    Políticas Territoriais de Turismo e Desigualdades Socioespaciais na Costa dos Coqueiros - Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-05-23) Mastrangeli, Flaminia; Muniz Filho, Antonio; Mares, Rizia Mendes; Mares, Rizia Mendes; Gomes Sobrinho, Lirandina; Balsan, Rosane
    A produção do espaço urbano é marcada por uma contradição estrutural: de um lado, a lógica econômica hegemônica, orientada pela acumulação capitalista; de outro, as demandas sociais por uma espacialidade que atenda à reprodução da vida coletiva. Nesse contexto, o turismo emerge como um agente transformador da estrutura urbana, reconfigurando temporalidades, espacialidades e relações sociais a partir da atuação de distintos agentes produtores do espaço. O resultado desse processo materializa-se nas formas históricas assumidas pela produção do espaço urbano, caracterizada por uma socialização da produção contraposta à apropriação privada. Este estudo tem como objetivo analisar como as políticas territoriais de turismo influenciam a produção do espaço urbano contemporâneo, com ênfase nos conflitos e desigualdades socioespaciais dela decorrentes. Toma-se como estudo de caso a Costa dos Coqueiros (Bahia), região consolidada a partir do processo de regionalização e zoneamento turístico pelo governo do estado da Bahia, sob a égide de uma racionalidade econômica globalizada. A partir da década de 1990, a inserção do fenômeno turístico nessa região acentuou transformações espaciais, impulsionadas por investimentos internacionais, novas estratégias de captação de capital e marketing territorial. Tais dinâmicas, no entanto, são articuladas no âmbito do planejamento público sob a premissa de proporcionar mais qualidade de vida, emprego e renda. Contudo, frequentemente negligenciam as condições de vida das populações locais, aprofundando assimetrias. Diante disso, essa pesquisa problematiza em que medida as políticas territoriais de turismo – em especial o Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável (PDITS 2015-2020) da Costa dos Coqueiros e o Plano Plurianual da Bahia (PPABA 2020-2023) reproduzem ou mitigam desigualdades socioespaciais. A escolha do recorte justifica-se pela persistência de contradições inerentes ao desenvolvimento desigual da região, exigindo uma análise crítica que articule escalas local e global. Por fim, discute-se a necessidade de políticas que superem a primazia da lógica econômica em favor de uma produção do espaço verdadeiramente inclusiva e socialmente justa.
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    Mapbiomas e o ensino de geografia: uma abordagem contextualizada do semiárido em Feira de Santana-Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 0019-08-25) Souza, Raquel Carvalho de; Souza, Sirius Oliveira; Santos, Simone Ribeiro; Valezio, Éverton Vinícius
    O Semiárido brasileiro, uma macrorregião que na Bahia abrange 258 municípios, enfrenta desafios socioeconômicos e ambientais, frequentemente agravados pela histórica concentração de recursos nas mãos de elites. Nesse interim, essa dissertação buscou analisar as potencialidades da plataforma MapBiomas para a contextualização de questões ambientais do município de Feira de Santana-BA no ensino de Geografia na Educação Básica, respondendo à questão norteadora: Qual a importância do MapBiomas para a contextualização de questões ambientais vinculadas ao semiárido no ensino de Geografia na Escola Básica? Nessa perspectiva, adotamos a plataforma MapBiomas como a base para a obtenção de dados ambientais para o município de Feira de Santana-BA, destacando a mudança de uso da cobertura da terra em suas diferentes classes ao longo dos últimos 30 anos. O percurso metodológico envolveu a aplicação de uma intervenção pedagógica na forma de oficina com estudantes do 1º ano do Ensino Médio. Do ponto de vista metodológico, o estudo apoiou-se na abordagem qualitativa, utilizando o método de pesquisa-ação para promover uma intervenção direta e participativa. O percurso foi estruturado em oito etapas sistemáticas, culminando na aplicação de uma intervenção pedagógica na forma de oficina com estudantes do 1º ano do Ensino Médio. Os resultados obtidos demonstram que a análise dos dados do MapBiomas no município de Feira de Santana-BA revelou uma redução significativa em classes de cobertura como a Formação Florestal, concomitante a um aumento da expansão urbana. A experiência prática com a plataforma comprovou sua eficácia como um dispositivo didático-pedagógico capaz de promover a aprendizagem significativa. Ao utilizarem o recurso, os estudantes desenvolveram uma compreensão mais aprofundada dos conceitos geográficos e uma maior conscientização crítica sobre os problemas ambientais e socioeconômicos que afetam o município. Conclui-se, portanto, que o MapBiomas é um recurso digital valioso, livre e atualizado, capaz de auxiliar professores de Geografia na implementação de práticas didáticopedagógicas que priorizam a interação com tecnologias e o desenvolvimento do pensamento crítico e autônomo em relação às questões territoriais e ambientais locais.
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    Manifestações culturais, representações e lugares na Feira de São Joaquim, Salvador/BA, após intervenção de 2012
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-14) Pereira, Rodrigo Oliveira Mato Grosso; Oliveira, Lysie dos Reis; Coelho Neto, Agripino Souza; Azevedo, Lívia Dias de
    A feira de São Joaquim, maior feira livre de Salvador, quando consideramos as suas antecessoras, feira do Sete e feira de Água de Meninos, possui cerca de 100 anos de existência. Conhecida por ser um centro onde é possível comprar itens relacionados ao candomblé e à umbanda, a feira é um dos domínios de Exu, orixá das encruzilhadas e da comunicação. A feira também se tornou parte do imaginário coletivo acerca do que é ser baiano, sendo palco de inúmeras representações de artistas como Carybé, Jorge Amado e Gilberto Gil. Esta produção colaborou para a construção da imagem da feira, que passa a ser percebida como local apto para o desenvolvimento social de pessoas da Bahia e de outros lugares do mundo. Ao mesmo tempo, a feira passou a ser descrita pelos jornais da cidade como um local insalubre, propício para o desenvolvimento de doenças. Apesar dessa visão negativa, a feira segue crescendo e se adequando às necessidades do cliente, que encontra ali a possibilidade de estabelecer relações. Partindo disto, após entrevistas com feirantes, percebe-se que o entendimento da feira enquanto lugar se torna possível, uma vez que a percepção de lugar é individual. Logo, considerando que cada feirante possui uma visão sobre a feira, foi possível perceber que muitos se sentiam parte da feira, enquanto outros viam ali apenas como local de trabalho. A opinião dos feirantes também mostra que, apesar das modificações na materialidade da feira, as manifestações culturais daquele espaço se mantém ativa, o que possibilita o seu registro como patrimônio imaterial de Salvador.
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    Entre espécies, galhos e troncos: narrativas sobre o Jardim Botânico de Salvador -BA
    (Universidade do Estado da Bahia, 0025-07-11) Nuernberg, Aline Paola; Santos, Simone Ribeiro; Torres, Eloiza Cristiane; Souza, Sírius Oliveira; Bomfim, Natanael Reis
    O Jardim Botânico de Salvador-BA, situado no bairro São Marcos, da capital baiana, é um remanescente do bioma Mata Atlântica que proporciona serviços ecossistêmicos e serve como lócus para realização de pesquisas científicas, promoção de ações educativas e lazer contemplativo. Conquanto, em 2021, no desenvolvimento da minha prática profissional, verifiquei que dentre os residentes das suas adjacências, nem todos o conheciam e/ou o haviam frequentado; uma parte, que sabia da sua existência, o chamava de Mata dos Oitis e uma parcela desconhecia sua atual natureza e que estava aberto para visitação; em compensação, ele foi/é o cenário da história de vida de algumas pessoas que por ali trabalham e residem. Tais constatações me mobilizaram a entender como são estabelecidas as relações entre os sujeitos que vivem e/ou trabalham nos bairros São Marcos, São Rafael e Nova Sussuarana com o Jardim Botânico de Salvador-BA, me levando a esta pesquisa que tem como objetivo compreender as percepções que os sujeitos que vivem/trabalham no entorno do Jardim Botânico de Salvador-BA têm sobre esse lugar. Para sua consecução adotei uma metodologia qualitativa, fundamentada na fenomenologia, com a realização de pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, levantamento cartográfico e entrevista narrativa com 10 (dez) colaboradores, que correspondeu ao principal instrumento de recolha de dados, além da entrevista semiestruturada. Os resultados revelaram que a primeira iniciativa de constituição de um jardim botânico em Salvador ocorreu no final do século XIX, mas sem sucesso, e não havia qualquer relação com a atual área do Jardim Botânico de Salvador-BA. Esta, teve sua vegetação majoritariamente preservada, desde o período da colonização de Salvador-BA até a década de 1950, quando se iniciou a ocupação no entorno do Jardim Botânico de Salvador-BA, vigorando no crescente adensamento populacional nas áreas livres de construção e a realização de obras públicas. A concretização do Jardim Botânico de Salvador-BA decorreu em 2002 e, ao longo dos anos, decisões políticas foram responsáveis pela modificação do seu enquadramento legal e da sua finalidade, interferindo na sua gestão e estremecendo sua preservação. Apesar disso, a presente pesquisa demonstra que na percepção dos colaboradores, que é múltipla e diferenciada, particular à cada sujeito, o Jardim Botânico de Salvador-BA é um lugar que reúne trabalho, interações sociais, lazer, nostalgia, educação, bem-estar mental / físico / emocional, exploração de recursos naturais, patrimônio natural e senso de pertencimento.