Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado Acadêmico) em Estudos Territoriais (PROET)

Programa de Pós-Graduação em Estudos Territoriais (PROET), ofertado pelo Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET), Campus I da UNEB, em Salvador, aprovado pelo Conselho Universitário (CONSU) por meio da Resolução nº. 1.328/2018, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) de 26/05/2018, recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), homologado e reconhecido pela portaria n° 0486/2018 do Ministério da Educação (MEC), publicado no Diário Oficial da União de 18/05/2020.

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    Trabalho de campo em Jacobina-BA: articulações com o ensino de geografia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-11-18) Santana, Helton Costa; Santos, Simone Ribeiro; Franco, Gustavo Barreto; Torres, Eloiza Cristiane
    Esta proposta de dissertação ancora-se nas pesquisas vinculadas à Educação Geográfica e ensino de Geografia, tendo como cerne o trabalho de campo como procedimento metodológico para as aulas de Geografia. Trata-se, portanto, de uma pesquisa-ação, cujos participantes são estudantes e professores da turma do 9º ano do Ensino Fundamental - Anos Finais, do Colégio Municipal José Vieira Irmão, localizado no distrito de Cachoeira Grande, município de Jacobina-BA. Este estudo foi mobilizado pela seguinte questão: Quais potencialidades físico-naturais constituem o município de Jacobina –BA e como eles podem se constituir como loci de trabalho de campo nas aulas de Geografia do Ensino Fundamental - Anos Finais? O objetivo geral deste estudo foi compreender as potencialidades locais do município de Jacobina/BA no que tange às possibilidades de práticas educativas ancorados nos trabalhos de campo para discutir temáticas concernentes aos conteúdos geográficos e às questões da educação ambiental como procedimento didático-pedagógico no processo de educação geográfica no Ensino Fundamental - Anos Finais. Nesse sentido, emergiram outras questões que orientaram a investigação: - Quais são as potencialidades físico naturais do município de Jacobina-BA? - Qual a importância do trabalho de campo no ensino de Geografia? - Quais procedimentos didáticos-pedagógicos envolvem o trabalho de campo nas aulas de Geografia? - Como as potencialidades físico-naturais do município de Jacobina-BA são abordadas pelos professores nas aulas de Geografia da rede municipal do Ensino Fundamental - Anos Finais? - Quais possibilidades didático-pedagógicas oferecem os distritos de Cachoeira Grande e Itaitu, localizados em Jacobina/BA, como lócus para explorar questões envolvendo a educação geográfica e a educação ambiental na rede municipal de educação? Como objetivos específicos, a pesquisa intencionou: - Apontar as potencialidades físico naturais do município de Jacobina-BA para o ensino de Geografia; - Apresentar o trabalho de campo como importante procedimento didático-pedagógico interdisciplinar, sobretudo para ser utilizado nas aulas de Geografia; - Listar os principais procedimentos didático-pedagógicos que envolvem o trabalho de campo nas aulas de Geografia; - Caracterizar ações didático-pedagógicas possíveis de serem realizadas pelos professores de Geografia da rede pública municipal envolvendo as potencialidades físico-naturais do município de Jacobina-BA; - Propor ações didático-pedagógicas ancoradas no trabalho de campo nos distritos de Cachoeira Grande e Itaitu, em Jacobina-BA, como possibilidades para explorar temáticas vinculadas aos temas e conceitos da Geografia escolar e à educação ambiental. Quanto à metodologia, este estudo foi caracterizado como uma pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa-ação. Para a realização deste estudo, foram feitas pesquisas bibliográficas e análise da Legislação para discutir os eixos temáticos que estruturam a pesquisa – Educação Geográfica; Ensino de Geografia; Educação Ambiental e Trabalho de campo. Além disso, foram realizadas oficinas e trabalho de campo com os estudantes do 9º ano da escola participante da pesquisa e entrevista com os professores e alunos, para coleta de informações pertinentes ao estudo. Desse modo, o processo de investigação e a escrita da dissertação estão alicerçados em três momentos: a) Revisão bibliográfica, através de leituras de artigos científicos, dissertações, teses, livros e legislação vigente que versaram sobre trabalho de campo, educação ambiental, ensino de Geografia, educação geográfica e educação ambiental; b) entrevistas com professores e estudantes; c) realização de oficinas e trabalhos de campo com os participantes. O estudo revelou que o envolvimento dos estudantes durante as atividades pré e pós-trabalho de campo podem contribuir para garantir uma aprendizagem significativa, além de proporcionar práticas ancoradas em metodologias ativas em sala de aula, como foi a construção do álbum de figurinhas. Esta dissertação teve a intenção primeira de evidenciar o quanto o trabalho de campo é importante na educação geográfica, uma metodologia de ensino potente e poderosa para o desenvolvimento da aprendizagem e construção do conhecimento, pois permite discutir os componentes físicos-naturais de um lugar, caracterizar um determinado espaço geográfico ou fração dele, além de proporcionar abordagens sobre a Educação Ambiental, a partir da integração natureza/sociedade, promovendo a indissociabilidade entre o estudo de temáticas contidas no currículo escolar, através do livro didático, com o vivido, com o que está próximo da vida do estudante.
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    O uso das tecnologias livres no mapeamento urbano de cidades de pequeno porte, estudo de caso em Piraí do Norte (BA)
    (Universidade Estadual da Bahia, 2025-10-16) Melo, Luiz Antônio de Almeida; Franco, Gustavo Barreto; Jorge, Eduardo Manuel de Freitas; Gomes, Ronaldo Lima
    Esta dissertação teve como objetivo construir um modelo de base cartográfica com dados urbanísticos, utilizando plataformas de Informações Geográficas Voluntárias (IGV) como pilares fundamentais para promoção de uma gestão territorial mais eficiente em cidades de pequeno porte, tendo a cidade de Piraí do Norte, no estado da Bahia, como estudo de caso. A pesquisa aborda o tema da Informação Geográfica Voluntária a partir de uma análise teórica e prática. No campo conceitual, foram analisados os avanços da internet e as contribuições de Howe (2009) sobre o compartilhamento de conhecimento em comunidades virtuais, bem como os conceitos de Goodchild (2007) que, com o avanço da tecnologia dos smartphones, vem transvertendo o cidadão comum em um “sensor”, capaz de coletar, compartilhar dados e informações espaciais, suplementando as fontes oficiais e auxiliando na captura do mundo real. Também são analisados os benefícios do uso de softwares livres, em conformidade com as diretrizes de Stallman (2002), que reforçam a liberdade no acesso e na produção de informações. No âmbito prático, a pesquisa averiguou aplicações implementadas pela Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul, a análise de uma compatibilização semântica em Curitiba, um mapeamento comunitário na favela de Kibera, em Nairobi, Quênia (Hagen, 2017), além de um mapeamento de comunidades precariamente mapeadas em Tefé, no Amazonas. Também foram analisadas diferentes plataformas de IGV, como Waze, Mapillary, iNaturalist, e principalmente, o OpenStreetMap. A metodologia incluiu visitas de campo em dois bairros do município de Piraí do Norte, visando à coleta de dados urbanísticos. As ferramentas empregadas para a coleta e tratamento das informações foram os softwares livres QGIS e WebODM, que possibilitaram a geração de ortomosaico, além de um drone de pequeno porte. Os produtos resultantes subsidiaram a construção de uma base cartográfica voltada com informações de IGV, permitindo maior detalhamento na representação espacial da cidade. A partir desse processo, elaborou-se uma base de dados georreferenciada contendo algumas informações urbanísticas, como o sistema viário, edificações e áreas de uso público, contribuindo para a compreensão das potencialidades da IGV no planejamento territorial e no fortalecimento de iniciativas colaborativas de mapeamento.
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    Produção do espaço urbano e desigualdades socioespaciais nos modos do habitar em cidades pequenas: um olhar sobre Ourolândia – BA
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-12) Soares, Geovana Silva de Souza; Santos Filho, Antonio Muniz dos; Coelho Neto, Agripino Souza; Rodrigues, Jovenildo Cardoso
    Conforme apontam dados do IBGE (2022), as cidades pequenas compõem a base da urbanização brasileira. Contudo, apesar dos estudos sobre essa tipologia urbana estarem em ascensão, há muito o que se “desbravar” sobre suas peculiaridades, nuances, desafios e possibilidades. Para além da discussão sobre o conceito de cidades pequenas, porte demográfico, dimensão espacial, inserção na rede urbana, existe uma realidade produzida no cotidiano local/intraurbano de cada cidade que merece um olhar atencioso para os infinitos dilemas, várias possibilidades de estudos e importantes contribuições acadêmicas. Diante disso, esta pesquisa, intitulada “Produção do espaço urbano e desigualdades socioespaciais nos modos do habitar em cidades pequenas: um olhar sobre Ourolândia – BA”, parte da observação de que os impactos da lógica fragmentária do capitalismo também ocorrem nas cidades pequenas, através da ação dos diversos agentes da produção de espaço, mormente dos hegemônicos, separando as pessoas espacialmente por suas classes sociais. A cidade de Ourolândia, localizada no centro-norte baiano, conhecida regionalmente pelo epiteto de “capital do Mármore Bege Bahia”, extrativista e beneficiária da rocha ornamental comercializada nacionalmente, possui uma cadeia produtiva de agropecuária de subsistência bem definida; além disso, desde o ano de 2017, passou a ser área de influência direta do complexo eólico Serra da Babilônia e, em 2024, parque solar de mesmo nome. A partir dessas premissas, esta pesquisa busca responder a seguinte pergunta: em que medida o processo de reestruturação urbana de Ourolândia expressa desigualdades nos modos do habitar? A escolha do tema se justifica para além do interesse da pesquisadora com o campo de estudo, ela se dá pela relevância de entender a configuração das cidades pequenas, suas peculiaridades e identidades espaciais, bem como de compreender a dinâmica local, diante do aumento da população urbana do município de Ourolândia, ultrapassando a população rural, conforme IBGE (2022), jamais descolada de outras escalas de análises, mormente num contexto do colonialismo global, em que as lógicas de produção e acumulação de capital passam a incidir também sobre as cidades pequenas, influenciando a estrutura econômica, social e espacial, podendo tornarem- se expressão concreta das contradições do sistema capitalista. Para organizar a pesquisa, esta dissertação está dividida em seis capítulos, a saber: introdução; embasamento teórico sobre a discussão conceitual de cidades pequenas, atuação dos agentes de produção do espaço, desigualdades socioespaciais e modos do habitar; a formação histórico-geográfica da cidade de Ourolândia; dois capítulos destinados à discussão e análise realizadas a partir da pesquisa de campo referente a atuação dos agentes da produção do espaço e suas dinâmicas na cidade, classificação do recorte de estudo conforme autores da fundamentação teórica, dados em bases secundárias e o que desvelam os modos do habitar na cidade de Ourolândia – Bahia; e, por fim, as conclusões.
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    Entre a roça e a cidade: lugaridades em trânsito nas experiências de homens gays
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-11-24) Silva, Jônatas Reis da; Lima-Payayá, Jamille da Silva; Silva, Zuleide Paiva da; Moura, Jeani Delgado Paschoal
    Esta dissertação insere-se no campo da Geografia de Gênero e das Sexualidades e tem como tema as experiências de masculinidades de homens gays que vivem e transitam entre a roça e a cidade. O problema de pesquisa é delimitado pela análise das relações entre sexualidade e mobilidade espacial, considerando como a sexualidade participa ativamente dos processos de trânsito entre a roça e a cidade, ao mesmo tempo em que é atravessada, regulada e ressignificada por esse deslocamento. O objetivo geral consistiu em compreender as experiências de masculinidades de homens gays da/na roça, analisando os processos de negociação e resistência construídos no cotidiano. Metodologicamente, a pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, tendo como principal material empírico entrevistas semiestruturadas, analisadas a partir da transcrição integral, da escuta sensível e da análise temática-discursiva, em uma perspectiva situada e reflexiva. Os resultados demonstram que a vivência gay na roça não se configura como ausência ou desvio, mas como presença ativa, marcada por estratégias de silenciamento, performatividade e autoproteção, bem como por práticas de resistência e pertencimento. Evidenciou-se que a roça intensifica a vigilância sobre corpos dissidentes, mas também se constitui como espaço de memória e afetividade. O trânsito entre roça e cidade revelou-se central na produção de lugaridades híbridas, possibilitando experimentações identitárias e a construção de territorialidades dissidentes. Conclui-se que corpo e território são dimensões indissociáveis, sendo a corporeidade um elemento ativo na produção de novas territorialidades, ampliando a compreensão geográfica das sexualidades, mobilidades e experiências vividas.
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    Políticas Territoriais de Turismo e Desigualdades Socioespaciais na Costa dos Coqueiros - Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-05-23) Mastrangeli, Flaminia; Muniz Filho, Antonio; Mares, Rizia Mendes; Mares, Rizia Mendes; Gomes Sobrinho, Lirandina; Balsan, Rosane
    A produção do espaço urbano é marcada por uma contradição estrutural: de um lado, a lógica econômica hegemônica, orientada pela acumulação capitalista; de outro, as demandas sociais por uma espacialidade que atenda à reprodução da vida coletiva. Nesse contexto, o turismo emerge como um agente transformador da estrutura urbana, reconfigurando temporalidades, espacialidades e relações sociais a partir da atuação de distintos agentes produtores do espaço. O resultado desse processo materializa-se nas formas históricas assumidas pela produção do espaço urbano, caracterizada por uma socialização da produção contraposta à apropriação privada. Este estudo tem como objetivo analisar como as políticas territoriais de turismo influenciam a produção do espaço urbano contemporâneo, com ênfase nos conflitos e desigualdades socioespaciais dela decorrentes. Toma-se como estudo de caso a Costa dos Coqueiros (Bahia), região consolidada a partir do processo de regionalização e zoneamento turístico pelo governo do estado da Bahia, sob a égide de uma racionalidade econômica globalizada. A partir da década de 1990, a inserção do fenômeno turístico nessa região acentuou transformações espaciais, impulsionadas por investimentos internacionais, novas estratégias de captação de capital e marketing territorial. Tais dinâmicas, no entanto, são articuladas no âmbito do planejamento público sob a premissa de proporcionar mais qualidade de vida, emprego e renda. Contudo, frequentemente negligenciam as condições de vida das populações locais, aprofundando assimetrias. Diante disso, essa pesquisa problematiza em que medida as políticas territoriais de turismo – em especial o Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável (PDITS 2015-2020) da Costa dos Coqueiros e o Plano Plurianual da Bahia (PPABA 2020-2023) reproduzem ou mitigam desigualdades socioespaciais. A escolha do recorte justifica-se pela persistência de contradições inerentes ao desenvolvimento desigual da região, exigindo uma análise crítica que articule escalas local e global. Por fim, discute-se a necessidade de políticas que superem a primazia da lógica econômica em favor de uma produção do espaço verdadeiramente inclusiva e socialmente justa.