Bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais - DEDC1

O Curso de Ciências Sociais – Licenciatura ou Bacharelado do Departamento de Educação do Campus I da UNEB atende aos dispositivos da legislação do Conselho Nacional de Educação e da Câmara de Educação Superior, através da Resolução CNE/CES 17, de 13 de março de 2002, que estabelece as Diretrizes Curriculares para os cursos de Ciências Sociais – Antropologia, Ciência Política e Sociologia. O curso busca formar profissionais capazes de analisar a realidade social e cultural nas dimensões referidas, mas também compreender que as citadas categorias deverão estar sempre atualizadas com os acontecimentos e mudanças em curso no mundo contemporâneo, em seus múltiplos aspectos, o que possibilitará uma atuação competente dos profissionais formados.

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    Participação: um estudo de caso da Associação de Mulheres Baixagrandense - Bahia (AMBG)
    (Universidade do Estado da Bahia, 2022-12-14) Bastos, Ramile Silva; Santos, Cleide Magáli dos; Balogh, Iêda Rodrigues da Silva; Espírito Santo, Sandro Roberto Santa Bárbara do
    A investigação aborda a Associação de Mulheres de Baixa Grande Bahia (AMBG), mais nomeadamente: analisa como se dá sua atuação social e política no município de Baixa Grande-Bahia no período de 2010 a 2019. Para tanto, tem como objetivos específicos: identificar a estrutura e organização da AMBG; identificar as ações de articulação da associação com outros atores sociais e compreender a atuação da associação dentro da perspectiva de gênero. Como aportes teóricos, pauta-se em autores tais como: Putnam (1970, 2006) e Luchman (2000) sobre associativismo; Ganança (2006), Avritzer (1997), Martins (2019) sobre a ação coletiva institucionalizada associativa (o associativismo) no Brasil; Sales (2007), Serrano (2014), Heredia e Cintrão (2006), Bruno (2011) e Mélo, Moraes e Costa (2014) sobre associativismo e participação feminina rural no Brasil dentre outros/as; Sardenberg (2009). sobre empoderamento. Metodologicamente caracteriza-se por uma abordagem qualitativa (André, 1995), tendo o Estudo de Caso (Yin, 2001) como modo de investigação privilegiado, recorrendo a triangulação de técnicas de coleta de dados, tais como: análise documental (Alves-Mazzotti,1999); análise de conteúdo (Bardin,2004; Rocha e Deusdara, 2005; Moraes,1999); observações de reuniões e ações (Minayo, 2016) e realização de entrevistas semiestruturadas com informantes chaves (Triviños, 1987). Como principais resultados, a investigação verificou que quanto à questão da Participação, nos dez (10) anos da AMBG, se deu de forma concisa, salientando-se que as associadas se dispersam em diversas formas de Participação que não apenas em assembleias/reuniões, caracterizando por participação em feiras, na produção, nas vendas, na organização de eventos, Participação em Formações etc., tudo isso considerando a realidade dessas mulheres - marcada pela maternidade e pela divisão sexual do trabalho. Assim, na maioria dos anos de sua existência, não houve enfrentamento intensivo dos motivos para a baixa participação e apenas nos anos mais recentes a AMBG instituiu estratégias para aumento do número de associadas e consequente amadurecimento e fortalecimento da Participação na e pela AMBG. De tal modo, a investigação identificou ainda o caráter pedagógico da participação e das ações desenvolvidas pela AMBG.
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    Racismo Ambiental e espoliação urbana: dois lados de uma mesma moeda. Uma análise sobre os deslizamentos de terra na cidade de Salvador a partir do Programa Municipal " Operação chuva" (2015-2020)
    (Universidade do Estado da Bahia, 2022-07-08) Nascimento, Marina Amaral; Santos, Cleide Magáli dos; Nunes, Eduardo josé Fernandes; Silva, Valdélio Santos
    A presente pesquisa, constitui-se como uma investigação do tipo exploratória e de caráter qualitativo. Tem como objetivo geral, analisar a interseccionalidade raça/classe, caracterizando os processos sociais de deslizamentos de terra na cidade de Salvador (Bahia), a partir do Programa Municipal Operação Chuva. Para tanto, se examinam os relatórios do referido Programa entre os anos de 2015 a 2020, apontando as localidades atingidas pelos deslizamentos de terra, investigando a sua composição racial com base no banco de dados do Observatório dos Bairros de Salvador e assim, identificando as relações ambientais, sociais e raciais nos processos de deslizamento de terra na capital baiana. Como aporte teórico, utilizou-se as categorias centrais de Racismo Ambiental e Espoliação Urbana, além dos aportes do Marxismo e da Sociologia Urbana e seus desdobramentos a partir das relações étnico raciais. Assim, pauta-se em autores tais como: Kowarick (2009); Harvey (2011, 2016); Capella (1996); Acselrad (2004); Maricato (1996, 2001), Carvalho (2008, 2011); Pacheco (2008); Mèszàros (2001); Marx e Engels (1977), dentre outros igualmente importantes. Como principal resultado, foi confirmada a hipótese de que devido a relação orgânica entre Estado e capital, o planejamento urbano não é pensado de forma democrática na cidade de Salvador, e sim, a partir dos interesses capitalistas, da especulação imobiliária e da elite privilegiada. Por isso, a imensa maioria dos deslizamentos de terra na capital baiana ocorre nos territórios em que vivem a população pobre e negra, espoliadas do direito à cidade, enquanto nos bairros de maioria branca e classe alta, que praticamente não aparecem nos relatórios sobre deslizamento de terra, estão os melhores serviços e habitações seguras. Dessa forma, conclui-se a importância de incluir as categorias raça e classe nos relatórios da Operação Chuva e demais documentos e dados oficiais, a fim de elaborar políticas públicas específicas para esses segmentos, assim como, para a necessária e urgente reforma urbana que precisa ser elaborada com um planejamento democrático que abarque a maioria da população.
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    Religiosidade na escola: um estudo da convivência entre os estudantes do Colégio Estadual Governador Roberto Santos
    (Universidade do Estado da Bahia, 2017-08-18) Prado, Denilson Brasileiro do; Balogh, Iêda Rodrigues da Silva; Costa, Patrícia Lessa; Vieira, Regina Lúcia Bastos
    Este trabalho monográfico tem como tema a “Religiosidade na escola”, questionando como se dá a convivência entre os estudantes no Colégio Estadual Governador Roberto Santos (CEGRS) em razão das diferentes opções religiosas e de que modo a orientação religiosa interfere (ou não) no cotidiano escolar. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, realizada por meio de entrevistas grupais e de observação não participante, analisadas à luz do conhecimento teórico produzido por diversos autores clássicos e contemporâneos que tratam dos temas religião e religiosidade, diversidade religiosa, identidade, intolerância religiosa e sobre a relação entre religião e educação em nossa sociedade em seu processo histórico e social. A partir da análise dos diversos aspectos relativos ao tema evidenciados durante as entrevistas, em sua relação com a teoria estudada, concluímos que os estudantes do CEGRS entendem de modos diferentes e, por vezes, divergentes, o que se passa no colégio, tendo, desse modo, apurado que a escola vive situações de conflitos entre os estudantes em razão das diferenças religiosas, porém, nem sempre entendidas dessa forma. Concluímos, ainda, que a orientação religiosa interfere no cotidiano escolar ao intervir no exercício da liberdade dos estudantes em suas relações com os colegas e, por conseguinte, na constituição do espaço escolar como um ambiente democrático.
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    Sobre educação e religiosidade – um estudo de caso de um programa educacional profissional na igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos dias em Salvador-Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-15) Machado, Luana de Jesus; Santos, Cleide Magáli dos; Vieira, Regina Lúcia Bastos; Reis, Fábio Santana dos
    Esse trabalho aborda o contexto da relação entre Educação e religiosidade. Tem como objetivo geral, compreender as ações do processo de educação profissional de jovens desenvolvido pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (IJCSUD), através do seu Programa Autossuficiência e para tanto, tem como objetivos específicos: (i)-identificar os cursos educacionais e profissionalizantes oferecidos pelo Programa Autossuficiência; (ii)- investigar a estrutura e o desenvolvimento dos cursos; (iii) -identificar conteúdos, métodos/didática e recursos que são utilizados para transferir esses conhecimentos no âmbito do Programa. Como aporte teórico, a investigação recorre à autores no campo dos estudos educacionais tais como: Freire (1993, 2003). Saviani (2008). Martinelli (1996), Mesquita, (2003), Dowbor (2004), Hack (2011) dentre outros. Metodologicamente, a pesquisa foi realizada pautada na abordagem qualitativa (Ludke&Andre, 1986; André, 1995; Neves, 1996), devido ao seu caráter interpretativo e compreensivo das informações coletadas. O modo de investigação privilegiado é o Estudo de Caso (Yin, 2001), no qual, a parte técnica foi operacionalizada através da análise documental (Alves- Mazzotti,1999), da análise de entrevistas semiestruturadas com informantes chaves (Trivinos,1987) e de observação in loco (Minayo, 2016). Como principais resultados, a investigação verificou que a visão de Educação da IJCSUD é uma visão ampla quando concebe seu processo e resultados como a formação de um todo intelectual e espiritual do indivíduo; como processo educativo, apresenta contribuições e avanços, tais como: realizar parcerias com instituições laicas, inovar com a utilização de voluntários como formadores, ao mesmo tempo, apresenta algumas questões passiveis críticas, tais como: ao usar apenas material didático produzido pela própria Igreja e, uma vez que o corpo docente é formado só de voluntários, que em geral são membros da Igreja, apenas uma visão de mundo prevalece.
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    Batalha do final de linha: cultura hip-hop e articulação política-comunitária
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-29) Oliveira, Matheus Araújo Ribeiro de; Miranda, Jorge Hilton; Beltrão, Olívia Nolasco; Messeder, Marcos Luciano Lopes
    O Hip-Hop emerge historicamente como uma reação da juventude negra e latina submetida a condições de desigualdade, racismo e vulnerabilidade social, consolidando-se, ao longo do tempo, como uma manifestação político-cultural presente nas periferias urbanas em diferentes contextos nacionais. Mais do que uma expressão artística, o Hip-Hop constitui-se como prática social que articula dimensões culturais, educativas e políticas. Diante desse contexto, esta pesquisa tem como objetivo compreender o papel do Hip-Hop na organização política da juventude negra periférica, a partir da análise das práticas desenvolvidas pelo Coletivo Batalha do Final de Linha, que atua no bairro de Itinga, no município de Lauro de Freitas (BA). O estudo parte da compreensão do Hip-Hop como instrumento de mobilização, conscientização política e articulação comunitária, dialogando com autores como Clóvis Moura (1988, 2014), ao tratar das noções de grupos específicos, resistência negra e quilombagem; Stuart Hall (2003), na discussão sobre identidade e cultura; Ana Lúcia Silva Souza (2009), ao analisar as práticas educativas inscritas no movimento hip-hop como linguagens de reexistência ao desafiar as narrativas socialmente legitimadas; Antonio Gramsci (1982, 2000), a partir das categorias de hegemonia e intelectuais orgânicos; e Abdias do Nascimento (2016), na análise do genocídio da população negra no Brasil. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, orientada pelo método do estudo de caso, combinando entrevistas semiestruturadas realizadas com dois militantes do coletivo e observação participante, decorrente da inserção do pesquisador no campo empírico. A análise dos dados foi realizada prioritariamente por meio da análise de conteúdo, orientada por uma leitura crítica dos discursos produzidos, possibilitando apreender os sentidos atribuídos pelos sujeitos às suas práticas culturais, políticas e comunitárias (MINAYO, 2015; BECKER, 1999). Os resultados indicam que o Coletivo Batalha do Final de Linha atua como um importante espaço de socialização política, produção de consciência crítica e fortalecimento identitário da juventude negra periférica, articulando o Hip-Hop como metodologia de educação popular, mobilização comunitária e de enfrentamento às múltiplas formas de violência que atravessam o território. As batalhas de MC’s, os saraus, as oficinas e as ações comunitárias configuram-se, assim, como estratégias coletivas de resistência, produção de narrativas contra-hegemônicas e afirmação da vida nas periferias urbanas.