Bacharelado em Administração - DEDC12

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    O uso de arquétipos e dos estímulos sensoriais na construção de marcas
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-09) Fernandes, Luciana Pereira de Castro; Neves, Fabrício Ramos; Silva, Polyana Batista da; Helfenstin, Lara Amorim
    O fenômeno analisado neste estudo é a relação entre arquétipos e estímulos sensoriais na construção de marcas, especialmente no contexto atual em que consumidores buscam experiências marcantes, significados simbólicos e conexões emocionais. Esse interesse surge em um cenário competitivo em que as marcas deixam de ser apenas produtos e passam a atuar como expressões culturais e afetivas. Apesar do avanço das pesquisas sobre psicologia do consumo, arquétipos e marketing sensorial, ainda existem lacunas importantes: poucos estudos tratam desses dois elementos de forma integrada, e raros trabalhos explicam, de maneira acessível, como símbolos e sentidos atuam conjuntamente para fortalecer a identidade de uma marca. Diante desse espaço, o objetivo deste trabalho foi analisar como os arquétipos e os estímulos sensoriais influenciam marcas bem-sucedidas e de que maneira sua união fortalece vínculos emocionais com o público. Para isso, adotou-se uma metodologia qualitativa e bibliográfica, com análise de autores clássicos e contemporâneos das áreas de psicologia analítica, branding, marketing sensorial e neurociência. Os resultados mostram que os arquétipos fornecem identidade, narrativa e propósito, enquanto os estímulos sensoriais tornam essa identidade concreta e vivida por meio de cores, sons, aromas, texturas e atmosferas. A literatura revela que símbolos e sentidos não operam isoladamente: eles se complementam. Arquétipos sem estímulos sensoriais tendem a permanecer abstratos, enquanto estímulos sem narrativa simbólica geram experiências superficiais. Quando combinados, criam marcas mais completas, coerentes e emocionalmente fortes, capazes de gerar reconhecimento imediato, memórias afetivas e senso de pertencimento. Como contribuição, este trabalho integra dois campos normalmente estudados separadamente e oferece uma leitura simples e aplicada da relação entre psicologia, sensações e estratégias de branding. Os resultados permitem concluir que marcas que unem significado e sensação tornam-se mais humanas, próximas e memoráveis, fortalecendo as relações com o público e ampliando sua presença no cotidiano das pessoas.
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    Sensemaking e marketing social em campanhas de doação de sangue
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-11-26) Oliveira, Cláudia Santos; Teixeira, Iago Eliel Ladeia; Silva, Polyana Batista da; Neves, Fabrício Ramos; Marques, Rogério Santos
    A hemoterapia no Brasil apresenta avanços técnicos e estruturais, mas ainda enfrenta desafios na captação e fidelização de doadores de sangue, com apenas 1,9% da população doando regularmente. Este estudo investigou como os sentidos sobre a doação de sangue são produzidos em campanhas de instituições governamentais, com ênfase no contexto baiano, utilizando o marketing social e a Teoria do Sensemaking como lentes interpretativas. Foram analisados qualitativamente 51 conteúdos de redes sociais, websites e campanhas do Ministério da Saúde e da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia, publicados entre 2020 e 2025. A análise revelou que as campanhas mobilizam predominantemente apelos emocionais, mensagens de urgência e escassez, reconhecimento do doador, eventos sazonais e parcerias institucionais. Esses elementos contribuem para a construção de significados sobre solidariedade e responsabilidade coletiva, orientando o comportamento do público. Contudo, observou-se que as ações são pontuais, centradas em crises ou datas específicas, limitando a consolidação da doação como hábito social contínuo. Os resultados indicam a necessidade de estratégias comunicacionais permanentes, capazes de fortalecer vínculos duradouros entre doadores e instituições, potencializando o engajamento e a fidelização. A pesquisa evidência a relevância de integrar marketing social e sensemaking na promoção da cultura da doação voluntária, oferecendo subsídios para aprimorar campanhas e políticas públicas de saúde.
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    Estratégias de marketing no setor de vestuário em Caetité-BA: estudo do contexto do pós-pandemia (COVID-19)
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-05) Silva, Ane Jaqueline Araújo; Silva, Naielle Ferreira da; Helfenstein, Lara Amorim; Chaves, Adller Moreira; Farias, Lívia Guimarães
    Este trabalho tem como objetivo analisar as estratégias de marketing adotadas pelas empresas de vestuário da cidade de Caetité-BA no período pós-pandemia da COVID-19. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi realizada por meio de questionário aplicado a 15 empresas do comércio varejista local. Os resultados indicam que a maioria das empresas intensificou o uso de ferramentas digitais, com destaque para as redes sociais e canais de venda online. As principais prioridades identificadas foram o fortalecimento da presença digital, o aumento das vendas e a fidelização dos clientes. A pesquisa evidencia a importância do marketing como instrumento de adaptação, inovação e competitividade no cenário pós-pandêmico, especialmente para micro e pequenas empresas do interior. Conclui-se que o marketing digital se tornou essencial para a sustentabilidade e o crescimento dos negócios locais.
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    Da formalização à confiança: a casa do empreendedor como estratégia de governança local
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-11-24) Neves, Melissa Montalvão; Miranda, Breno Silvão; Neves, Fabrício Ramos; Silva, Polyana Batista da; Chaves, Adller Moreira
    Este trabalho analisa a experiência da Casa do Empreendedor de Guanambi BA, no período de 2019 a 2024, compreendendo-a como uma estratégia de governança local voltada à formalização, à inclusão produtiva e à construção de confiança institucional. A pesquisa adota abordagem qualitativa, combinando análise documental e entrevistas semiestruturadas com gestores públicos e microempreendedores individuais. Os resultados indicam que a Casa do Empreendedor atua como um dispositivo central de governança, reduzindo barreiras burocráticas, mediando relações entre Estado e empreendedores e promovendo a formalização como mecanismo de segurança jurídica e previdenciária. Entretanto, a política apresenta limitações relacionadas à capacitação técnica, ao acompanhamento sistemático dos negócios e à articulação interinstitucional, o que restringe sua capacidade de gerar sustentabilidade econômica de longo prazo. O estudo contribui para o debate sobre políticas públicas municipais ao evidenciar que a efetividade do fomento ao empreendedorismo em pequenos centros urbanos depende não apenas da formalização, mas da consolidação de arranjos institucionais baseados em confiança, coordenação e aprendizado contínuo.
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    Interpretações e reações de gestores de microempresas supermercadista à reforma tributária
    (Universidade do Estado da Bahia, 0004-12-25) Santos, Ana Carolina Ribeiro; Neves, Fabrício Ramos; Helfenstein, Lara Amorim; Silva, Polyana Batista da
    Este trabalho buscou entender como os gestores de microempresas enquadradas no Simples Nacional, do ramo supermercadista, localizados em Guanambi na Bahia, estão interpretando e se preparando para a Reforma Tributária criada pela EC 132/2023 e regulamentada pela LC 214/2025. A reforma promete simplificar o sistema brasileiro ao substituir vários tributos por dois impostos principais, mas ainda gera muitas dúvidas entre os pequenos empresários. O estudo usa uma abordagem qualitativa, com entrevistas presenciais realizadas com quatro gestores de pequenos supermercados da cidade. As entrevistas foram analisadas por meio da Análise Temática Sistemática, que permitiu identificar padrões de percepções e sentimentos sobre o tema. Os resultados mostram que os gestores reconhecem que a reforma está acontecendo, mas não entendem bem como vai funcionar. Eles demonstram insegurança, pouco domínio sobre questões tributárias e grande dependência dos contadores. Também acreditam que os custos podem aumentar, o que afeta diretamente a rotina e o planejamento das empresas. Apesar disso, muitos esperam que o sistema fique mais simples no futuro, desde que existam orientações claras e apoio técnico. Conclui-se que os empreendedores ainda não estão preparados para a transição. O estudo reforça a importância de ações de capacitação e comunicação acessível para que possam se adaptar com mais segurança.