Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Doutorado e Mestrado Acadêmico) em Critica Cultural (Pós-Critica)

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O Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural, da grande área dos Estudos Linguísticos e Estudos Literários, com o curso de mestrado desde agosto de 2009 e, a partir de agosto de 2019, também com o curso de doutorado, busca formar pessoal qualificado para as atividades de ensino e pesquisa no campo da cultura, focando as contribuições linguístico-literárias para as ciências humanas nos últimos cem anos e, ao mesmo tempo, pautando e praticando as novas exigências do campo cultural para os estudos de crítica, teoria e historiografia literárias. Nesse sentido, a qualificação planejada e posta em movimento implica não apenas uma teoria e uma prática de alto nível de especulação sobre a institucionalização da malha cultural no mundo contemporâneo, o sentido das instituições literárias e das políticas públicas concernentes ao letramento e à formação de leitores e de educadores, mas um empenho voltado à instituição da pesquisa avançada em direitos linguísticos e literários, na UNEB, expandindo com isso os espaços de interlocução com outros programas da área no Brasil e exterior.

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    Carolinas em movimento- escrevivência de escritoras negras na Flup 2020
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-10) Pereira, Elisângela Soares; Seidel, Roberto Henrique; Oliveira, Maria Anória de Jesus; Miranda, Fernanda Rodrigues de; Santos, Osmar Moreira dos
    O objetivo geral dessa pesquisa é analisar as apreensões do mundo político, econômico e social de oito escritoras negras, selecionadas para o processo formativo da nona edição da Festa Literária das Periferias- Flup, partindo das suas escrevivências e das interlocuções com Carolina Maria de Jesus. O ponto de partida é analisar oito cartas (vídeos performances) e textos das respectivas autoras publicados no livro Carolinas – a nova geração de escritoras negras brasileiras (2021) pela vertente da escrita feminina negra marcada pela autorrepresentação, auto ficções e escrevivências a fim de articular autoras com a escritora Carolina. Nessa premissa, o corpus da pesquisa abrange as escritoras Clara Anastácia, Yérsia Assis, Jota Ramos, Ananda Azevedo, Karlana Bianca, Ana Francisca, Valéria Alves e Paty Wollf. Escritora negra e periférica, Carolina Maria de Jesus ganhou notoriedade ao escrever Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960) pelo sucesso editorial. Sua escrita autobiográfica é um testemunho de escrevivência e revela a força da voz feminina ao tratar de questões sociais e de gênero. A celebração dos 60 anos de publicação do best seller foi força motriz para vários eventos literários e artísticos. Assim, em 2020, a nona edição da Festa Literária das Periferias- Flup- homenageou as escritoras Carolina Maria de Jesus e Lélia Gonzalez. Sobre a primeira foi realizado o Ciclo de debates intitulado Uma revolução chamada Carolina aberto ao público via digital e oficinas para mulheres autodeclaradas negras que se inscreveram e foram selecionadas para participar do processo formativo que culminou na publicação do livro Carolinas- a nova geração de escritoras negras brasileiras (2021). Como resposta à chamada pública, 485 mulheres se inscreveram, destas 180 foram selecionadas. A seleção se deu por meio da escrita de uma carta a Carolina. Ao final de cada um dos quinze painéis formativos do Ciclo de debates uma carta foi apresentada, permitindo assim conhecer as jovens escritoras negras que são responsáveis por dar continuidade ao legado de Carolina Maria de Jesus. A inscrição estética destas mulheres inspiradas em Carolina Maria de Jesus e que ressignificam o nome da escritora para um patamar conceitual nos permite perceber o potencial da obra de Carolina de se expandir porque “circula entre os valores de semente, de vida, sobrevida e suplemento” (DERRIDA, 2002). A escrevivência, termo cunhado por Conceição Evaristo (1994), torna-se mote e motor literário e o livro coletivo atua como enfrentamento da invisibilidade e despersonalização do racismo e contribui para circular os acervos e promover o letramento da (re)existência e da resistência das novas escritoras negras. Grada Kilomba define a escrita “como ato político de descolonização, de tornar-se autora e autoridade da própria história” (KILOMBA, 2019, 28). A reivindicação do direito à palavra literária está atrelada nas Carolinas ao direito de tornar-se escritora e sujeito de sua história, se entendida na acepção de bell hooks (2019). Sob os signos do racismo, da desigualdade, da perversa divisão social e espacial, das dificuldades (i)materiais, as Carolinas reexistem e se inscrevem na literatura brasileira. Assim, o eixo teórico da pesquisa contempla o pensamento feminista negro. Mantém-se um diálogo constante com intelectuais negros e intelectuais negras. São estas: Sueli Carneiro (2003/2019/2023), Conceição Evaristo (2020), bell hooks (2019/2020), Grada Kilomba (2019), Patricia Hill Collins (2019/2021/2023), Neusa Souza (2021), Beatriz Nascimento (2021), Lélia Gonzalez (2020) dentre outras(os), cujas contribuições teóricas são fundamentais para a execução deste trabalho e se espalham ao longo de toda a discussão proposta.
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    A formação pedagógica permanente em educação profissional e tecnológica (EPT) para os (as) professores (as) do IF Baiano/ Genivaldo Cruz Santos
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-31) Santos, Genivaldo Cruz; Santiago, Ana Rita; Cruz, Maria de Fátima Berenice da; Machado, Célia Tanajura; Mourad, Leonice Aparecida de Fátima Alves Pereira; Oliveira , Dennison de; Ramos, Ricardo Tupiniquim; Mahl , Eliane
    O estudo trata do exercício do magistério na Educação Profissional Técnica de Nível Médio (EPTNM) e sobre a Formação Pedagógica Continuada, no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano). Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), devido à natureza da sua criação a partir da Lei n° 11.892/2008, ofertam desde o Ensino Técnico e Tecnológico (EPT) até cursos de pós-graduação Lato e Stricto Sensu, o que demanda por profissionais para lecionar em diferentes modalidades e níveis de ensino, admitindo para tanto, professores(as) com diversos tipos de formação, inclusive, àqueles oriundos de cursos de bacharelado. Muitos profissionais são admitidos por possuir o título de mestrado e doutorado, sem se considerar a formação pedagógica necessária ao exercício do magistério e a experiência no ensino. Questiona-se, portanto: De que maneira o processo histórico de formação dos professores da educação básica profissional no Brasil, o ingresso de bacharéis(las) professores(as) nos IFs e a ausência de uma política de formação pedagógica permanente no IF Baiano implicam na docência nos cursos de EPTNM no âmbito do Instituto? Assim, o estudo tem como objetivo geral analisar as implicações do processo histórico de formação dos professores da educação básica profissional no Brasil, do ingresso de bacharéis(las) professores(as) nos IFs e da ausência de uma política institucional de formação pedagógica permanente no IF Baiano para o exercício do magistério nos cursos de EPTNM no âmbito do Instituto. E como objetivos específicos: 1. Descrever o processo de formação e construção da identidade docente do educador-pesquisador em contraste com o (a) bacharel(la) professor(a) e os procedimentos metodológicos da pesquisa; 2. Compreender o processo histórico de formação dos professores para a educação básica profissional no Brasil do império aos dias atuais; 3. Descrever o histórico e as condições estabelecidas nos editais do IF Baiano para o ingresso de professores(as) para o cargo de provimento efetivo na carreira do EBTT a partir de 2010, para atuar na EPTNM e as posições de órgãos e de entidades acerca desse ingresso; 4. Propor diretrizes para a elaboração de uma política de formação pedagógica permanente em EPT para os docentes do IF Baiano, em especial, os (as) bacharéis(las) professores(as), visando atender às especificidades da docência na EPTNM. Tomou-se como base de estudos as ideias de Freire (2004; 2015); Oliveira (2021); Sampaio Jr (2012); Frigotto, Ciavatta e Ramos (2005); Costa (2016); Kuenzer (2007); Machado (2008); Moura (2018); Nóvoa (1991; 2009); Carvalho; Simões (2006); Freitas (2002); Jardim (2019); Gatti (2009); Colombo (2020); Frigotto (2018); Santos (2018); Moraes (2016; 2019); Lima (2021); Oliveira; Sales; Silva (2017); Barros (2016); Pimenta; Anastasiou (2002), dentre outros. No que tange ao marco metodológico, a pesquisa de natureza qualitativa, de que resulta esta tese, ancorou-se na investigação bibliográfica e documental da legislação que versa sobre a temática, em documentos institucionais como o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), Relatório de Gestão (2023) do IF avaliado, bem como no Regulamento de Atividade Docente (RAD) e ainda foi subsidiada pelos pareceres de diversos órgão e entidades sobre a atuação do (da) bacharel(la) professor(a) na EPTNM no IF Baiano. Analisaram-se as políticas de formação continuada ofertadas diante das necessidades e especificidades da docência no IF Baiano, locus deste estudo – inclusa a necessidade de formação pedagógica do (da) bacharel(la) professor(a) para que ele se torne em professor(a) bacharel(la). Os resultados apontam: (a) necessidade de avaliações constantes referentes às políticas do IF Baiano, (b) a inclusão nos editais de concurso público ou para seleção simplificada como critério para a homologação da inscrição no certame para ingresso na carreira do magistério EBTT no IF Baiano, possuir licenciatura plena como preconiza o Art. 62 da LDB/1996, (c) a relevância do papel dos IFs na promoção de políticas institucionais de formação pedagógica permanente, bem como a demanda por (d) uma perenidade de ações e políticas institucionais de formação pedagógica do corpo docente. Dessa forma, propõe-se a implantação de um Programa de Intervenção Pedagógica Permanente, como política interna de formação em serviço, visando contribuir para fortalecer a identidade docente e melhorar a qualidade da educação no IF Baiano.
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    Formação continuada, educação do campo e multiletramentos em Monte Santo/BA: entre memórias, contextos e ressonâncias
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-09-30) Oliveira, Sidmar da Silva; Neiva, Luiz Paulo Almeida; Neiva, Luiz Paulo Almeida; Santos, Cosme Batista dos; Dintrans, Cristobal Alejandro Villalobos; Félix, José Carlos; Bezerra, Tânia Serra Azul Machado; Pereira, Áurea da Silva; Costa, Edil Silva
    O objeto desta investigação é a formação continuada de professores de escolas do campo, com implicações diretas para as práticas pedagógicas e políticas educacionais. O estudo focaliza os programas de formação continuada, realizados a partir de 2012, na rede pública de ensino monte-santense, notadamente o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) e o Programa Escola da Terra. O interesse pela pesquisa surgiu a partir da seguinte questão: quais as implicações da formação continuada de professores, realizada pelo PNAIC e Programa Escola da Terra, para a promoção de uma educação contextualizada no campo, no âmbito do Ensino Fundamental — anos iniciais, em Monte Santo, Bahia? O objetivo geral é compreender as implicações da formação continuada de professores, realizada pelo PNAIC e Escola da Terra, para promoção de uma educação contextualizada no campo, no âmbito do Ensino Fundamental — anos iniciais, em Monte Santo/BA. Trata-se de um estudo de caso (Yin, 2001), de abordagem qualitativa, estabelecido a partir das premissas da pesquisa colaborativa, que envolve o pesquisador e os participantes em uma construção conjunta dos dados (Ibiapina, 2008), tendo a etnometodologia, abordagem que estuda os métodos que as pessoas usam para construir e dar sentido às suas ações no cotidiano (Garfinkel, 2018; Coulon, 1995, 2017), como fundamento epistemológico. A pesquisa foi desenvolvida com a participação de nove professores através de questionário on-line, entrevista narrativa e sessões reflexivas, momentos nos quais os diálogos e as problematizações se evidenciaram com êxito. Para a análise e a interpretação das realidades empíricas, adotou-se a análise textual discursiva (Moraes; Galiazzi, 2016). A tessitura teórico-epistemológica pauta-se na interação verbal (Bakhtin, 2011, 2014), tendo como pilares os seguintes domínios: formação continuada de professores (Imbernón, 2011, 2016; Nóvoa, 2009, 2011, 2023; Freire, 2015; Tardif, 2014); educação do campo (Arroyo, 2007, 2011; Caldart, 2009, 2011); e multiletramentos (GNL, 2021; Rojo, 2012; Street, 2014). Justifica-se o estudo pela relevância e urgência de analisar os programas de formação continuada de professores e suas implicações à educação do campo, visando (re)pensar políticas e ações de formação continuada que considerem o professor como agente social, produtor de saberes e autor de suas próprias práticas, subvertendo à formação vertical — pensada para os professores. Os resultados, oriundos dos discursos dos professores e das interpretações realizadas, permitem inferir que a troca de experiências e a construção coletiva do conhecimento elaborado se constituíram como elementos fundamentais para desenvolver novas e melhores práticas docentes. Entretanto, observa-se que as ações de ambos os programas deixaram lacunas no que concerne à promoção de estudos, à reflexão crítica e à ressignificação da docência no campo, pois não conseguiram transgredir ao paradigma urbano ainda evidente rede de ensino estudada. Romper com essa concepção e construir uma educação contextualizada no campo reivindica a adoção de um novo paradigma, aliado à mobilização social, visando promover reformas curriculares, pedagógicas, formativas e infraestruturais. A interação com os docentes evidenciou a urgência de decisões estratégicas no âmbito da formação continuada: escuta responsiva aos professores; considerar o contexto do trabalho pedagógico; superar a distância entre a teoria e a prática, entre o gesto e a palavra; reconhecer e valorizar as experiências e os saberes docentes; bem como instituir uma formação colaborativa e situada com os professores. Esses elementos constituem em um esforço epistemológico essencial para o alcance dos objetivos declarados.
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    Quando a literatura encontra a tecnologia: caminhos e desafios da leitura literária nas aulas de língua portuguesa no ensino médio
    (Universidade do Estado da Bahia, 0025-10-09) Santos, Nadja Silva Brasil; Cruz, Maria de Fátima Berenice da; Barreto, Robério Pereira; Brás, Chocolate Adão; Rosa, Marise Marçalina de Castro Silva
    A leitura literária, entendida como prática estética, crítica e formativa, vem sendo desafiada e ressignificada diante das transformações promovidas pelas tecnologias digitais, especialmente no contexto da educação básica. Esta tese, intitulada Quando a literatura encontra a tecnologia: caminhos e desafios da leitura literária nas aulas de Língua Portuguesa no Ensino Médio, parte da seguinte questão-problema: como a leitura literária pode se articular às tecnologias digitais, nas aulas de Língua Portuguesa, de modo a potencializar a formação do leitor no Ensino Médio? O objetivo central é analisar os caminhos e desafios da leitura literária nas aulas de Língua Portuguesa no Ensino Médio, à luz das transformações provocadas pelas tecnologias digitais e de suas implicações pedagógicas, com base na articulação entre a literatura como direito, a leitura como prática social, a educação como processo emancipador e a cultura digital como território de formação. A pesquisa fundamenta-se na compreensão da literatura como direito e da leitura como prática social, vinculando-se também aos princípios das tecnologias digitais e da educação emancipadora. De abordagem qualitativa e natureza interpretativa, adota a metodologia da pesquisa-ação, com orientação crítico-formativa. O estudo foi desenvolvido no Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, em Feira de Santana-BA, envolvendo professores e alunos do Ensino Médio, dos turnos matutino e vespertino. Para a coleta de dados, foram utilizadas técnicas como observação participante, entrevistas semiestruturadas, questionários diagnósticos e registros narrativos, analisados por meio da triangulação metodológica e da análise de conteúdo. O referencial teórico articula contribuições de autores dos campos da leitura e da literatura, como Chartier (2023), Candido (2011), Freire (1996), Zilberman (1991), Lajolo (2001), Cosson (2010) e Cruz (2012), além de estudos sobre cultura digital e tecnologias na educação, a partir de Lévy (1999), Moran (2004), Castells (2003), Nonato (2006) e Mercado (2002). Os resultados evidenciam que, embora persistam desafios como a precariedade da infraestrutura tecnológica e a carência de formação continuada de professores, experiências pedagógicas revelam a potência das tecnologias digitais como mediadoras de práticas de leitura literária mais interativas, colaborativas e significativas. Constatou-se, por exemplo, que atividades mediadas por plataformas digitais de leitura colaborativa ampliaram o repertório literário dos alunos e estimularam sua participação crítica. Conclui-se que o encontro entre literatura e tecnologia pode configurar-se como espaço de resistência, criação e formação do leitor, desde que conduzido por práticas pedagógicas críticas, contextualizadas e comprometidas com a emancipação. Assim, a tese contribui para o debate sobre práticas de leitura literária mediadas por tecnologias, oferecendo subsídios tanto para a formação docente quanto para a elaboração de políticas educacionais voltadas ao Ensino Médio.
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    Alforge Escridocente: Narrativas de experiências com práticas de escrita na formação docente de licenciatura em Letras
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-07) Mariano, Nazarete Andrade; Santos, Cosme Batista dos, Cosme; Gondin, Danise Grangeiro , Danise; Bunzen, Clecio dos Santos, Clecio; Félix, José Carlos , José; Pereira, Áurea da Silva
    A presente tese investiga de que modo as narrativas de experiência com práticas autorais de escrita, desenvolvidas por graduandos(as)/extensionistas do Programa de Extensão Lugar de Criação (PLC), afetam a constituição de saberes docentes e potencializam a emergência do(a) estudante/escritor(a)/docente, o(a) escridocente, como acontecimento político, estético e pedagógico. Parte-se da compreensão de que tais narrativas, atravessadas pela linguagem e sustentadas por práticas de autoria, constituem dispositivos formativos capazes de provocar deslocamentos plurais na formação docente em Letras. O platô/campo que sustenta a investigação são as narrativas de experiências de escrita vivenciadas no contexto do Programa de Extensão Lugar de Criação (PLC), institucionalizado no curso de Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e suas literaturas - da Universidade de Pernambuco (UPE), campus Petrolina, com ênfase nas criações forjadas no gênero epistolar, que atravessa esta escrita como escolha metodológica, epistêmica e de artesania: cartas/narrativas trocadas via aplicativos de processamento de textos, posteriormente publicadas em ebook/livro impresso e nas obras autorais construídas entre 2020 a 2024, compreendidas como territórios de enunciação, resistência e fabulação. A problematização que orienta o percurso diz respeito a que medida essas narrativas de experiência com as práticas e escrita contribuem para a construção de saberes docentes. A pesquisa envolve cinco colaboradores, denominados de escridocentes, cujas trajetórias com as práticas de escritas autoriais compõem o corpus central da interpretação. Por meio de uma abordagem qualitativa, de natureza cartográfica, inspirada na cartografia rizomática (Deleuze e Guattari), no dialogismo (Bakhtin), na semiologia (Barthes), nos estudos do letramento (Kleiman e Street) e nas contribuições de autores como De Certeau e Suárez, o trabalho investiga o entrelaçamento entre linguagem, formação e subjetividade. As cartas/narrativas, escritas pelos(as) estudantes e atravessadas pela minha escuta - (eu)andarilha - são tomadas como dispositivos metodológicos, que delineiam uma forma de pesquisar com o outro, em que se anunciam experiências de origem, influência, desafio, silenciamento, práticas de escrita e, de modo especial, de formação. Como relevância, esta tese propõe a consolidação do(a) escridocente como figura crítica e criadora no campo da formação docente, tensionando modos institucionais de ensinar e de formar-se, resistindo à normatividade e afirmando a escrita autoral como lugar de conhecimento, política de narratividade e prática inventiva de escrita, sustentada pela tríade criar/narrar/fabular.