Rituais, práticas de curandeirismo e saberes herbários: um estudo comparativo entre curandeiras(os) da comunidade rural de Quizambú (Alagoinhas – BA) e das camadas populares da cidade de Salvador (BA)
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Resumo
Esta pesquisa busca realizar uma análise dos conhecimentos e rituais relacionados aos saberes herbários da prática de curandeirismo, de modo comparativo entre a comunidade rural Quizambú, que faz parte do município de Alagoinhas, e a cidade de Salvador. A análise destes conhecimentos e práticas rituais é realizada no intuito de desvelar as diversas modalidades em que este ofício da medicina popular, o curandeirismo, pode ser expresso, a depender do contexto das tradições culturais e religiosas em que estas práticas são desenvolvidas. Logo, percebendo assim estes modos de fazer culturais em duas regiões distintas, no que tange ao fator socioeconômico destas localidades, leva-se em consideração também o caráter que estes saberes ancestrais possuem como patrimônio cultural imaterial do Brasil, que se inscrevem no cotidiano enquanto tradições culturais de origens étnicas diversas. A pesquisa foi realizada por meio das técnicas da observação participante como metodologia de pesquisa qualitativa, e de entrevistas individuais semidirigidas, compostas de questões abertas, com oito pessoas, na cidade de Salvador, que atuam como benzedeiras, erveiras, raizeiros e vendedores de garrafadas, e três mulheres na comunidade Quizambú, que consistem em curandeiras e benzedeiras. Deste modo, podemos perceber, de maneira mais detalhada, quais os contextos socioculturais em que estas práticas estão inseridas e em que conjuntura os sujeitos que agem como terapeutas deste saber ancestral estão desenvolvendo estas práticas do curandeirismo no cotidiano.