Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado Profissional) em Educação e Diversidade (PPGED) - Conceição do Coité
URI Permanente para esta coleção
A ação do Programa de Pós-graduação em Educação e Diversidade (PPGED) iniciou em 2014, em nível Mestrado Profissional, no Departamento de Ciências Humanas (Campus IV) em Jacobina. Em 2017, o PPGED ampliou sua área de atuação ampliando seu polo educacional através da parceria com o Departamento de Educação (Campus XIV) em Conceição do Coité.
O PPGED ocupa-se dos processos de formação e das práticas de educadores visando a preparação profissional para atuarem com as diversidades e singularidades socioeducativas e culturais. Concebe a docência como prática social contextualizada envolvendo questões políticas, históricas e culturais, enfatizando as práticas como elementos basilares dos processos de ensino e de aprendizagem. Volta-se para as políticas e práticas escolares, atentando para as questões locais em conexão com as demandas globais e a episteme contemporânea da formação. Representa uma tentativa de subsidiar práticas escolares pautadas na valorização das diferenças, do múltiplo, do inovador e do anverso.
Navegar
Submissões Recentes
Agora exibindo 1 - 5 de 88
- ItemCaderno do Campo: Leituras e Narrativas das/dos Estudantes do CETISE-BA(Universidade do Estado da Bahia, 0018-12-25) Correia, Juliana da Silva; Ferreira, Maria Jucilene Lima; Santos, Elizana Monteiro dos; Novais, Marcos Paulo SouzaEste livreto é um material pedagógico elaborado a partir da pesquisa de mestrado intitulada “Inventário da Realidade como Instrumento Pedagógico no Ensino de Geografia do Colégio Estadual de Tempo Integral de Santo Estêvão – BA”, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação e Diversidade (PPGED) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus XIV, e vinculada ao Grupo de Pesquisa em Educação do Campo, Trabalho, Contra-Hegemonia e Emancipação Humana (GEPEC). A proposta nasce do princípio de que a escola precisa dialogar com a vida das/dos estudantes. Para isso, o Inventário da Realidade foi utilizado como instrumento pedagógico para aproximar o ensino de Geografia das vivências, saberes e territórios das/dos estudantes, especialmente daqueles que vivem em comunidades do campo. Trata-se de um compromisso com uma prática educativa que reconhece e valoriza os territórios do campo como espaços vivos de saberes, memórias e lutas. Por meio do Inventário, estudantes do 3º ano do Ensino Médio, em Tempo Parcial, do turno matutino, do Colégio Estadual de Tempo Integral de Santo Estêvão – BA puderam olhar para suas comunidades com escuta ativa, sensibilidade e criticidade, transformando vivências em conhecimento e identidade em escrita. As atividades aqui apresentadas foram construídas coletivamente, valorizando a escuta, a participação e o protagonismo das/dos estudantes. O objetivo é contribuir com práticas educativas mais contextualizadas, críticas e comprometidas com os princípios da Educação do Campo. Neste contexto, o ensino de Geografia no CETISE ganha novo significado ao ser articulado com a realidade concreta das/dos estudantes, tornando-se um instrumento potente para interpretar o espaço vivido, problematizar as desigualdades e propor caminhos de transformação social.
- ItemInventário da realidade como instrumento pedagógico no ensino da geografia do Colégio Estadual de Tempo Integral de Santo Estevão - BA(Universidade do Estado da Bahia, 0018-12-18) Correia, Juliana da Silva; Ferreira, Maria Jucilene Lima; Santos, Elizana Monteiro dos; Novais, Marcos Paulo SouzaO Inventário da Realidade constitui-se em um instrumento metodológico para a Organização do Trabalho Pedagógico, possibilitando a coleta e análise de dados sobre a cultura, as condições socioeconômicas e outros aspectos relevantes de uma realidade específica. Mais do que um levantamento de informações, o Inventário oferece um meio de compreender e interpretar as dinâmicas locais, promovendo a integração do contexto das/dos estudantes ao processo educativo. Com esse instrumento, as/os estudantes investigam suas próprias comunidades, apropriando - se e construindo o conhecimento geográfico com base na realidade social existente. Este trabalho buscou demonstrar o potencial formativo do Inventário da Realidade na Organização do Trabalho Pedagógico no ensino de Geografia do Colégio Estadual de Tempo Integral de Santo Estêvão-BA (CETISE), visando contribuir para a reorganização curricular e a auto-organização estudantil. As reflexões teóricas basearam-se em Caldart (2002, 2012, 2016), Molina e Sá (2012), Luccas (2023), Silva et al. (2023) e Freitas (1995), fundamentadas epistemologicamente no Materialismo Histórico Dialético (MHD). Os resultados evidenciaram que o Inventário potencializou o ensino de Geografia ao aproximar o conteúdo escolar do cotidiano das/dos estudantes, favorecendo a interdisciplinaridade e a relação dialógica entre professora/r e estudante. As oficinas formativas promoveram a investigação coletiva e o protagonismo estudantil, fortalecendo a formação crítica e a articulação entre escola e comunidade campesina. Conclui-se que o Inventário da Realidade é um instrumento formativo e transformador, capaz de articular conteúdo, realidade e crítica social, ampliando as possibilidades de ensino-aprendizagem em Geografia e consolidando uma prática educativa comprometida com o território, a cultura e os sujeitos do campo.
- ItemSer professora preta de língua inglesa: uma proposta-vida de aquilombamentos para a diferença em Acupe-BA(2025-04-09) Sacramento , Nara Paixão; Oliveira, Iris Verena; Salvadori, Juliana Cristina; Santos, Kelly BarrosEssa pesquisa de mestrado trata de questões étnico-raciais numa escola de território aquilombado no distrito de Acupe, pertencente a cidade de Santo Amaro na Bahia. Nesse estudo, pergunta-se de que forma os estudos sobre currículo e a educação antirracista podem contribuir em outras produções sobre o ensino de Inglês como segunda língua no Centro Educacional Municipal de Acupe, CEMAC, na diferença. Há uma forte presença hegemônica nos documentos curriculares e no ensino a partir de pressupostos do Norte Global (Mota-Pereira, Baptista,2022) que castram possibilidades de existir no idioma e excluem corpos negros de produções curriculares que conversem com significações (Lopes,2015) de aprendizagem com o que circunda em suas vidas. Para além, essa pesquisadora atravessa contingências no momento de dialogar com as turmas do CEMAC e com o corpo docente para pensar em espaços de quilombo para além da territorialidade (Nascimento,2022) como refúgio para a fabulação de relações, através da educação antirracista que acolha esses corpos e suas demandas em pautas singulares nas atividades da escola. O compromisso ético com as turmas permitiu a construção de uma rede de afeto, abertura e escuta para (re)conhecer e acolher diversidade nas produções em sala. O contato com as/os professoras/es do CEMAC assumiu um caráter aquilombado que demonstrou através de uma investida interior, para que as/os colegas através das escrevivências (Evaristo,2020) pudessem ou não aproximar ligações com/entre as/os estudantes quanto ao racismo, em diálogo com a ideia de testemunho (Anzaldúa, 1987,2000) e a possibilidade de reconhecer esse trabalho coletivo como lugar de desabafo, de (co)criação em espaço de liberdade, compartilhamento (Nascimento,2007) e acolhimento nas dores que também enfrentamos enquanto profissionais negras/os na educação. Ao longo dessas apostas da pesquisa em caráter transnacional, foi perceptível a combinação de esforços para reforçar histórias de inspiração para corpos negros em espaços de poder e especialmente para pesquisadoras negras-mães seguirem com suas propostas-vida e ocuparem oportunidades de reparação social. Dessa forma, como proposta de produto, a elaboração de um manual que acenda um diálogo sobre viver uma experiência em programas de internacionalização, para essas mulheres em específico, entendendo que essas propostas-vida para incentivar também respigam em corpos discentes negros da escola pública que testemunham sonhos se concretizarem e se inspirem e disputarem oportunidades antes negadas.
- ItemPelas veredas das escrevivências: juventudes negras no Clube de Leitura do Olavo.(Universidade do Estado da Bahia, 2025-04-30) Jesus, Janiele Silva de; Oliveira, Iris Verena Santos de; Santos, Joceneide Cunha dos; Santos, Maria de Fátima LimaEsta pesquisa investiga as experiências de juventudes negras no ambiente escolar a partir da Escrevivência (Evaristo, 2022) tomada como metodologia e operada por meio das Giras de Escrevivências (Oliveira, 2021), para entender as percepções juvenis sobre pertencimento e identidade étnico-racial, em diálogo com seus territórios de origem. O objetivo deste trabalho é investigar como as estudantes negras que integram o Clube de Leitura buscam, encaram ou constituem seu lugar étnico-racial no ambiente escolar. A fundamentação teórica articula os conceitos de quilombo, de Beatriz Nascimento, encruzilhada, afrografia e tempo espiralar de Leda Maria Martins, e pertencimento, de bell hooks, evidenciando como as experiências das estudantes são atravessadas por ancestralidade, cultura e resistência. Em diálogo com esses referenciais, os estudos sobre currículo, a partir das perspectivas de Iris Verena Oliveira, Maria Nazaré Mota de Lima e Vanda Machado, permitem compreender como as práticas educativas podem afirmar identidades, reconhecer saberes e desafiar as normativas coloniais que historicamente marginalizaram corpos negros nos espaços escolares. O Clube de Leitura, implementado no Colégio Estadual de Tempo Integral Olavo Alves Pinto (OLAVO), em Retirolândia, constitui-se como espaço de mediação cultural e troca de saberes, onde a literatura, a música e as manifestações culturais das comunidades participantes se entrelaçam na construção de uma aprendizagem coletiva. A Escrevivência produzida no contexto do Clube de Leitura revela como as memórias, os afetos e os saberes atravessam as vivências juvenis, ressignificando o espaço escolar a partir de suas próprias trajetórias e referências culturais.
- ItemTraços, trilhas e trilhos: qual é o lugar de uma coordenadora branca na ação antirracista, antisexista e antilgbtfóbicas.(Universidade do Estado da Bahia, 2025-05-09) Santos, Rosana Mercês; Silva, Zuleide Paiva da; Jesus, Rosane Meire Vieira de; Maraux, Amelia Tereza Santa Rosa; Miranda, Amanaiara Conceicao De SantanaO presente trabalho apresenta uma reflexão sobre a intersecção entre branquitude, gênero e sexualidade, especialmente no ofício e na vida da pesquisadora no exercício de Coordenação Pedagógica. Com uma escrita de si, o estudo coloca em questão os atravessamentos construídos através da branquitude e a importância de se reconhecer a complexidade das experiências pessoais em relação a essas categorias sociais. Explorando a construção da própria identidade da autora, como mulher branca e coordenadora pedagógica, analisa as influências de sua criação, experiências na escola e como a conscientização sobre a branquitude a faz repensar os privilégios e se posicionar como agente do antirracismo, pela ação antirracista. Dessa forma, a pesquisadora compartilha sua experiência, ressaltando a influência dos sistemas de opressão e privilégio nos espaços educacionais, visando disseminar os princípios do antirracismo, antissexismo e antiLGBTfobismo em diversos contextos. O objetivo do estudo é investigar os atravessamentos da branquitude, nas práticas discursivas de professoras/es. Interessa, sobretudo, refletir os aprendizados no processo de pesquisa, buscando entender como essas categorias interagem e influenciam as dinâmicas de poder, usando a interseccionalidade como princípio epistemológico. A investigação, também, se concentra na manifestação da interseção no ambiente escolar, buscando analisar como normas de gênero e sexualidade são toleradas ou desafiadas pelas/os professoras/es da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) da escola rural de Caeté-Açu, Chapada Diamantina-Bahia, e como isso afeta a dinâmica da sala de aula. Utilizando uma abordagem teórico-metodológica que toma contribuições da análise de discurso de Michel Foucault combinando, de forma a enriquecer o trabalho, a ferramenta analítica da interseccionalidade em uma abordagem crítica. Ao unir essas perspectivas, é possível explorar como os discursos das/os professoras/es e seus enunciados podem ser atravessados por estruturas de poder que reforçam desigualdades baseadas em raça, gênero e sexualidade. A intervenção assume a narrativação memorialística como método, a conversa como metodologia de intervenção e a roda de conversa como dispositivo metodológico para construir uma abordagem de pesquisa pessoal e experiencial. Destacando a importância de desafiar discursos hegemônicos em busca de uma educação inclusiva e igualitária, dialoga com autoras feministas, dentre elas Sueli Carneiro, Patrícia Hill Collins, Carla Akotirene, Cecília Sardenberg, Zuleide Paiva da Silva e Tatiana Nascimento.