Bacharelado e Licenciatura em Filosofia - DEDC1
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Ofertado pela primeira vez em 2014, o Curso de Licenciatura Plena em Filosofia do Campus I da UNEB, em Salvador, funciona no Departamento de Educação (DEDC) com oferta anual de 40 vagas, mediante seleção pelo Exame Vestibular e SISU. O curso possui carga horária total de 2.810 horas que está organizada por eixos de Formação que tem como finalidade proporcionar o acesso à formação teórica e prática de modo equitativo. O objetivo principal da graduação em filosofia da UNEB é formar docentes com um perfil fundado num modelo de autonomia que se consolida pela fusão entre a prática da pesquisa (produção de conhecimento), o aprimoramento didático-metodológico e o engajamento político.
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- ItemA crítica rawlsiana ao mérito como critério de justiça distributiva(Universidade do Estado da Bahia, 2025-08-01) Silva, Reine; Hillesheim, Valério; Leite, Alex; Marques, Alexsandro SilvaEste trabalho analisa a crítica de John Rawls ao mérito como critério de justiça distributiva, destacando sua influência na filosofia política contemporânea. A partir de sua obra Uma Teoria da Justiça, Rawls propõe uma alternativa ao modelo utilitarista dominante, enfatizando a primazia da justiça como princípio ordenador das instituições sociais. Para Rawls, uma instituição eficiente, mas injusta, deve ser reformulada ou abolida, o que implica questionar a ideologia da meritocracia como critério justo de distribuição. Este trabalho parte de um resgate histórico da noção de justiça distributiva, percorrendo autores como Aristóteles, Tomás de Aquino, Grotius, Pufendorf, Adam Smith e Kant, até chegar à formulação contratualista rawlsiana. A pesquisa, de natureza qualitativa e abordagem hermenêutica, tem como objetivo compreender de que maneira a separação entre o justo e o mérito moral fundamenta a crítica rawlsiana à meritocracia, articulando fundamentos filosóficos, princípios de justiça e a estrutura básica da sociedade.
- ItemA existência do homem natural na obra discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens de Jean-Jacques Rousseau.(Universidade do Estado da Bahia, 0025-08-01) Sousa, Cristiano Ferreira de; Hillesheim, Valério; Vasconcelos, Paulo; Fonseca, RamiresEste trabalho tem por objetivo analisar a existência do Homem Natural trazido por JeanJacques Rousseau, esquematizando suas fases histórico-hipotéticas de acordo com a visão evolucionista feita pelo autor a partir da segunda parte de sua obra Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, utilizando também textos que servem como base e discutem com o tema em questão, como Leviatã, de Thomas Hobbes, e Dois Tratados Sobre o Governo, de John Locke, além de outros que nos dão um melhor embasamento do que tratamos. Assim, temos o estudo do homem partindo do primeiro ao quinto estado de sua presença na terra - primeiro e segundo de natureza; o terceiro estado é intermediário; o quarto é o estado civil onde a natureza do homem é sufocada e o quinto e último é um novo estado de natureza, porém, deteriorado - mostrando as particularidades de cada fase. Para desenvolver esse estudo foi preciso se valer de duas teses: a primeira de que só é possível aceitar a existência deste homem natural rousseaureano se for para vê-lo como um ser anterior à história escrita e a segunda de que este homem é idealizado, principalmente, a partir da influência das obras dos cronistas que estiveram na América.
- ItemA importância do estudo da filosofia africana na erradicação do racismo epistêmico.(Universidade do Estado da Bahia, 2024-01-08) Santos, Mércia Maria Muniz; Sampaio, Alan; Leite, Alex; Bastos , Roberto Kennedy de LemosEste trabalho examina a importância de valorizar e integrar o pensamento africano na filosofia e na educação, revelando aslacunas epistemológicas criadas pelo domínio dasteorias ocidentais e o apagamento das contribuições dos povos africanos. Baseando-se nas reflexões de Theophile Obenga, o estudo questiona a invisibilidade da filosofia africana e a desvalorização histórica da capacidade intelectual do homem negro em desenvolver pensamento crítico e sistemático. Obenga destaca que a negação da filosofia africana equivale a uma desumanização de seus povos, excluídos do estatuto de criadores de saberes legítimos. O trabalho aprofunda a análise do racismo epistêmico, uma prática que marginalizou epistemologias africanas, consolidando o eurocentrismo como único paradigma de conhecimento. Esse processo, como demonstrado por Mogobe Ramose através do conceito de epistemicídio, envolveu tanto o apagamento sistemático quanto a apropriação dos saberes africanos. George James, em The Stolen Legacy, exemplifica esse fenômeno ao argumentar que a filosofia grega se apropriou de elementos originalmente desenvolvidos por filósofos egípcios. A exclusão dos conhecimentos africanos não se limita ao campo filosófico, mas se reflete também nas práticas pedagógicas e curriculares, que perpetuam a ideia de que apenas o Ocidente é responsável pelos avanços filosóficos. Essa visão restritiva reforça desigualdades históricas e impede a construção de uma educação verdadeiramente inclusiva, que reconheça a diversidade das contribuições culturais e intelectuais. Ao destacar essas questões, o trabalho propõe uma reconfiguração do discurso filosófico e educacional, visando à valorização das epistemologias africanas e à superação do paradigma eurocêntrico.
- ItemA linguagem objetificante no velamento do ser em Martin Heidegger(Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-28) Costa, Paulo Cesar do Nascimento; Silva, Flávio de Oliveira; Saievicz, MariaO presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) tem por título A linguagem objetificante no velamento do Ser segundo Martin Heidegger, e por objetivo apresentar pontos marcantes do processo de objetificação da linguagem, a partir da concepção do filósofo alemão, importante pensador da contemporaneidade, que coloca em questão o legado da tradição filosófica, enfatizando o tratamento dado ao ser e a relação com a questão da linguagem. Heidegger, retoma a questão do ser repensando-a por novas bases interpretativas, realizando uma crítica à tradição filosófica ocidental que promoveu o processo de entificação do ser. Logo, o pensador atenta para a necessidade de pensar sobre a questão da linguagem, pois, é através da linguagem que o ser se diz. Dizer é permitir que algo se revele, anuncie, se faça visto por outrem. Heidegger refletindo sobre a relação entre ser e linguagem, observa que ao longo da tradição, na medida em que ocorria o processo de entificação do ser, se operava também a objetificação da linguagem. Essa objetificação se cristaliza no período moderno por influência das mudanças epistemológicas operadas pela filosofia racionalista de Descartes a partir da qual ocorre a instauração do sujeito e do pensamento calculador acerca da natureza. O trabalho de conclusão de curso visa explicitar esse processo de objetificação da linguagem abordando três pontos principais: o conceito de objeto e o sentido de objetificação; a relação presença, ser simplesmente dado e objetificação; e a imersão da objetificação na linguagem. No primeiro momento é explicitado a compreensão grega antiga de ente, sem cuja concepção não se apresenta relação alguma ao ser humano e, num segundo momento, mais especificamente no período moderno, explicitamos o entendimento de ente como objeto colocado como contrapondo ao conceito de sujeito. A partir da compreensão do homem como sujeito, se opera o processo de objetificação e, com isso, a linguagem passa a ser concebida como objeto a ser estudado e, nesse viés, apresentada como instrumento de comunicação e representação da realidade, perdendo de vista, segundo Heidegger, sua dimensão originária na relação ao ser. Para Heidegger ao nomear o ente, a palavra desvela e revelar ser. A pesquisa é de natureza qualitativa e se utiliza do método hermenêutico na explicitação dos processos de entificação do ser e da linguagem. Dois textos estão na base dessa discussão: Ser e Tempo e A caminho da linguagem, textos do primeiro e segundo momento do pensamento de Heidegger, porém, ressalta-se que este TCC se concentrou em pontos enfaticamente abordados no período do pensamento do primeiro Heidegger.
- ItemA violência da libertação de frantz fanon(Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-07) Melo, Filipe Santos de; Sampaio, Alan; Sobrinho, José Bonifácio do Amparo; Bastos, Roberto Kennedy de LemosEsta monografia investiga o conceito de violência da libertação na obra Os Condenados da Terra de Frantz Fanon, com foco na sua relação com o colonialismo e a opressão contemporânea. O estudo analisa como a violência, usada historicamente como instrumento de dominação, é reinterpretada por Fanon como meio essencial para a emancipação dos povos colonizados. A pesquisa aborda a violência estrutural e simbólica, evidenciando o papel do racismo na manutenção das hierarquias coloniais e no processo de desumanização. Além disso, examina a dialética entre opressor e oprimido, destacando como a luta anticolonial não apenas desafia a ordem colonial, mas também propõe a construção de uma nova ética e sociedade. Marcando desigualdades herdadas do colonialismo, a monografia aponta para a relevância de sua teoria na compreensão das dinâmicas raciais e sociais atuais. Por fim, enfatiza a importância da solidariedade internacional e de um novo humanismo para superar as divisões criadas pelo colonialismo.
- ItemNotas sobre os diários da dissidência: Herculine Barbin e Paul B. Preciado(Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-28) Costa, Pedro Edington Anselmo Monção; Barahona, Constança; Marques, Alexsandro da Silva; Aggio, Juliana OrtegosaA monografia apresenta notas a respeito dos diários da dissidência de Herculine Barbin e Paul B. Preciado à luz da filosofia de Michel Foucault. O problema é estabelecer como a criação do corpo sexual moderno coloca em circulação diversas tecnologias de poder que buscam normatizar os corpos que fogem ao sistema sexo-gênero. O objetivo da pesquisa é Investigar, na filosofia Foucaultiana e Preciadiana, como as noções de sexo e gênero serão criadas para a gestão da dissidência. Este trabalho propõe uma análise filosófica dessas escritas dissidentes, investigando de que modo as experiências de Herculine Barbin e Paul Preciado desestabilizam as categorias clássicas de sujeito, identidade e corpo. Ao colocar em diálogo duas figuras separadas por séculos, mas unidas pela fratura entre o corpo vivido e o corpo normatizado, busco pensar os limites e as potências da subjetivação dissidente.
- ItemO antissemitismo segundo Sartre(Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-07) Almeida, Rafael Santana de; Santos, Alan Sampaio dos; Doring, Katharina; Amparo Sobrinho, José Bonifácio doEste trabalho propõe analisar o racismo contra o povo judeu no contexto do século XX, período em que o nazismo se consolidou e dizimou aproximadamente seis milhões de judeus. A partir das reflexões de Sartre em A questão judaica, o objetivo é investigar quem é o antissemita, como ele pensa, por que e como racializa os judeus, e como milhares de pessoas foram tomadas por esse sentimento de ódio. Sartre não oferece uma análise histórica do antissemitismo, mas explora a psique, a vontade e a paixão cega pela busca de uma “justiça” distorcida do antissemitismo. Entender a emergência do antissemitismo vai além de compreender o racismo direcionado aos judeus; trata-se de analisar suas diversas manifestações, como o racismo contra negros, asiáticos, indígenas, entre outros. Para isso, recorremos também a pensadores como Frantz Fanon e Aimé Césaire, cujas obras ampliam essa reflexão. No primeiro capítulo, abordo a importância de questionar a brutalidade da guerra e a subjugação de corpos, assim como o imperialismo e o colonialismo. Essas estruturas de poder, em suas várias facetas, fortalecem o conceito de raça e a ideia de superioridade entre os povos, e é a partir dessa análise que buscamos compreender e combater as múltiplas formas de violência que continuam a marcar o mundo contemporâneo.
- ItemO conceito de polícia: da segurança da população à técnica de Estado(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-18) Rocha, João Augusto Aquino; Sampaio, Alan da Silva; Leite, Alex Sandro; Hillesheim , ValérioEste trabalho buscou confrontar os conceitos capazes de apontar o que é a polícia. Descrever o que torna a polícia possível, quais suas práticas e a que finalidade tais práticas correspondem. A pesquisa é exploratória e de caráter bibliográfico. Delimita que um conceito de polícia é problemático. Não somente por conta da dimensão crítica, empenhada em ponderar o papel desempenhado por ela na sociedade, mas por ser possível identificar contradições com o discurso oficial que delimita suas atribuições. Almejamos, num corpo de ideias distintas, os muitos aspectos dessa instituição, as formas de aparição históricas, os poderes, aplicações e limites de suas forças. Os autores considerados podem ser agrupados por eixos distintos de abordagem, um grupo focado no ordenamento jurídico que legitima o Estado e a polícia, outro, em apontar para a evolução de uma técnica própria dos Estados. Destaca-se a identificação da polícia com uma ambiguidade. Ambos, Estado e Polícia, fontes de que provém e garantem existência mútua, se impõem como Lei, sustentando a própria legitimidade. A polícia fica marcada por aspectos transitórios, encontra-se entre uma tecnologia do poder público, permitindo ao governo lidar da melhor maneira com a população, mantendo a ordem e soberania, e ser a manifestação concreta daquilo que emana das constantes representações humanas do medo uns dos outros, e do desejo de se proteger de ameaças, imanentes a qualquer sociedade política, na forma da distribuição possível da segurança.
- ItemO problema dos ideais asceticos em nietzsche(Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-30) Almeida, Larissa Ferrer de; Leite, Alex Sandro; Sampaio, Alan; Saievicz, MariaO presente artigo tem o objetivo de analisar e interpretar a terceira dissertação (o que significa os ideais ascéticos) da Obra Genealogia da Moral de Friedrich Nietzsche. Este trabalho se propõe a interpretar os ideais ascéticos na filosofia, no artista, nos filósofos, no cristianismo, na ciência, na história e no ateísmo. O ascetismo é um dos conceitos demasiadamente relevantes na filosofia nietzscheana. Conforme o filósofo, na arte e na ciência o ideal ascético assume a intenção idealista. Na religião, na filosofia e nos filósofos o ascetismo assume a intenção idealista e dualista, que neste caso favorece a negação da vida e dos sentidos sustentado em uma máscara em detrimento de um ideal de vida imaginário. Portanto, os ideais ascéticos é um problema para Nietzsche, porque estes são contrários a afirmação da vida concreta.
- ItemSexualidade, raça e poder: uma genealogia dos dispositivos(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-16) Pereira, Clea Vieira; Barahona, Constança; Sampaio, Alan; Leite, AlexO presente trabalho analisa as relações entre sexualidade, raça e poder a partir da perspectiva genealógica de Michel Foucault, articulada às contribuições teóricas de Sueli Carneiro. Parte-se do problema de como o poder atua na constituição das subjetividades e nas formas de controle social, investigando de que modo a sexualidade e a racialidade se configuram como dispositivos históricos de normatização e hierarquização. O objetivo é compreender o conceito de dispositivo em Foucault, com ênfase no dispositivo de sexualidade apresentado em História da sexualidade I – a vontade de saber, e articulá-lo ao dispositivo de racialidade formulado por Carneiro, a fim de evidenciar suas implicações para a compreensão das relações de poder no contexto brasileiro. A metodologia adotada é bibliográfica e teórico-conceitual, fundamentada no método genealógico foucaultiano, que permite identificar os mecanismos históricos e discursivos pelos quais o poder atua sobre os corpos e as populações. Os resultados indicam que, em Foucault, o poder não se limita à repressão, mas se manifesta de forma difusa e produtiva, incitando discursos e regulando a vida. A sexualidade é entendida como um dispositivo que produz saberes e subjetividades, articulando-se à biopolítica e às disciplinas na gestão dos corpos. A partir do diálogo com Sueli Carneiro, compreende-se que o racismo opera como um dispositivo de poder que institui a branquitude como norma e produz exclusões. Conclui-se que a articulação entre os dispositivos de sexualidade e racialidade evidencia o poder como prática produtiva e relacional, capaz de gerar tanto sujeição quanto resistência, contribuindo para naturalizar as hierarquias que estruturam as mais variadas formas de dominação.
- ItemSócrates: a transição filosófica da physis à pólis(Universidade do Estado da Bahia - UNEB, 0025-07-30) Jesus, Alfrêdo Francisco Moraes de; Leite, Alex Sandro; Vasconcelos, Paulo Sérgio Dantas; Sampaio, Alan da SilvaO trabalho aqui presente possui como objeto a transição da filosofia naturalista à filosofia moral socrática principalmente a partir dos escritos de Platão, dos textos de Xenofonte e, de modo suplementar, nos testemunhos diretos e indiretos preservados nas obras de filósofos e outros autores; bem como objeto de pesquisa os aspectos comuns à filosofia socrática, presentes em ambos autores citados, que possibilitaram o prevalecer do filosofar de Sócrates sobre outras maneiras de pensar da época. Apoiando-se a pesquisa, ademais, nos trabalhos de especialistas, comentarias, classicistas e helenistas modernos dedicados ao estudo do Período Clássico. O objetivo do trabalho, por sua vez, é elucidar os motivos pelos quais houve a transição dos estudos filosóficos da natureza para a filosofia moral que teve início com o filósofo Sócrates; apresentando as críticas para mudança de pensamento que levou a filosofia a outros campos, isto é, ao estudo de temas relacionados à natureza humana, ao homem grego, à política, à ética, à retórica e, em especial, a areté (excelência moral ou virtude)representada essencialmente pela justiça, coragem, sabedoria e a temperança; ou seja, temas comuns no pensamento e vida dos filósofos socráticos culminando numa via para elevação do ser e a busca pela perfeição do indivíduo, abrangendo a cidade, a pólis grega. O segundo objetivo é abordar certos elementos ligados interna e externamente a filosofia moral socrática que possibilitaram a ascensão e o impacto do socratismo no século de Péricles. A tese traz, por conseguinte, entre outros temas: uma sucinta exposição e contextualização do pensamento grego em suas origens com os poetas e os mitos; o surgimento da filosofia da natureza como resposta racional à corrente mitológica; as críticas e considerações de Sócrates sobre o mito e a filosofia da natureza; as causas que deram início e promoveram à educação sofista; e, por fim, como o socratismo suplantou o movimento dos sofistas.