Bacharelado e Licenciatura em Filosofia - DEDC1

Ofertado pela primeira vez em 2014, o Curso de Licenciatura Plena em Filosofia do Campus I da UNEB, em Salvador, funciona no Departamento de Educação (DEDC) com oferta anual de 40 vagas, mediante seleção pelo Exame Vestibular e SISU. O curso possui carga horária total de 2.810 horas que está organizada por eixos de Formação que tem como finalidade proporcionar o acesso à formação teórica e prática de modo equitativo. O objetivo principal da graduação em filosofia da UNEB é formar docentes com um perfil fundado num modelo de autonomia que se consolida pela fusão entre a prática da pesquisa (produção de conhecimento), o aprimoramento didático-metodológico e o engajamento político.

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    O antissemitismo segundo Sartre
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-07) Almeida, Rafael Santana de; Santos, Alan Sampaio dos; Doring, Katharina; Amparo Sobrinho, José Bonifácio do
    Este trabalho propõe analisar o racismo contra o povo judeu no contexto do século XX, período em que o nazismo se consolidou e dizimou aproximadamente seis milhões de judeus. A partir das reflexões de Sartre em A questão judaica, o objetivo é investigar quem é o antissemita, como ele pensa, por que e como racializa os judeus, e como milhares de pessoas foram tomadas por esse sentimento de ódio. Sartre não oferece uma análise histórica do antissemitismo, mas explora a psique, a vontade e a paixão cega pela busca de uma “justiça” distorcida do antissemitismo. Entender a emergência do antissemitismo vai além de compreender o racismo direcionado aos judeus; trata-se de analisar suas diversas manifestações, como o racismo contra negros, asiáticos, indígenas, entre outros. Para isso, recorremos também a pensadores como Frantz Fanon e Aimé Césaire, cujas obras ampliam essa reflexão. No primeiro capítulo, abordo a importância de questionar a brutalidade da guerra e a subjugação de corpos, assim como o imperialismo e o colonialismo. Essas estruturas de poder, em suas várias facetas, fortalecem o conceito de raça e a ideia de superioridade entre os povos, e é a partir dessa análise que buscamos compreender e combater as múltiplas formas de violência que continuam a marcar o mundo contemporâneo.
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    Sexualidade, raça e poder: uma genealogia dos dispositivos
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-16) Pereira, Clea Vieira; Barahona, Constança; Sampaio, Alan; Leite, Alex
    O presente trabalho analisa as relações entre sexualidade, raça e poder a partir da perspectiva genealógica de Michel Foucault, articulada às contribuições teóricas de Sueli Carneiro. Parte-se do problema de como o poder atua na constituição das subjetividades e nas formas de controle social, investigando de que modo a sexualidade e a racialidade se configuram como dispositivos históricos de normatização e hierarquização. O objetivo é compreender o conceito de dispositivo em Foucault, com ênfase no dispositivo de sexualidade apresentado em História da sexualidade I – a vontade de saber, e articulá-lo ao dispositivo de racialidade formulado por Carneiro, a fim de evidenciar suas implicações para a compreensão das relações de poder no contexto brasileiro. A metodologia adotada é bibliográfica e teórico-conceitual, fundamentada no método genealógico foucaultiano, que permite identificar os mecanismos históricos e discursivos pelos quais o poder atua sobre os corpos e as populações. Os resultados indicam que, em Foucault, o poder não se limita à repressão, mas se manifesta de forma difusa e produtiva, incitando discursos e regulando a vida. A sexualidade é entendida como um dispositivo que produz saberes e subjetividades, articulando-se à biopolítica e às disciplinas na gestão dos corpos. A partir do diálogo com Sueli Carneiro, compreende-se que o racismo opera como um dispositivo de poder que institui a branquitude como norma e produz exclusões. Conclui-se que a articulação entre os dispositivos de sexualidade e racialidade evidencia o poder como prática produtiva e relacional, capaz de gerar tanto sujeição quanto resistência, contribuindo para naturalizar as hierarquias que estruturam as mais variadas formas de dominação.
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    O conceito de polícia: da segurança da população à técnica de Estado
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-18) Rocha, João Augusto Aquino; Sampaio, Alan da Silva; Leite, Alex Sandro; Hillesheim , Valério
    Este trabalho buscou confrontar os conceitos capazes de apontar o que é a polícia. Descrever o que torna a polícia possível, quais suas práticas e a que finalidade tais práticas correspondem. A pesquisa é exploratória e de caráter bibliográfico. Delimita que um conceito de polícia é problemático. Não somente por conta da dimensão crítica, empenhada em ponderar o papel desempenhado por ela na sociedade, mas por ser possível identificar contradições com o discurso oficial que delimita suas atribuições. Almejamos, num corpo de ideias distintas, os muitos aspectos dessa instituição, as formas de aparição históricas, os poderes, aplicações e limites de suas forças. Os autores considerados podem ser agrupados por eixos distintos de abordagem, um grupo focado no ordenamento jurídico que legitima o Estado e a polícia, outro, em apontar para a evolução de uma técnica própria dos Estados. Destaca-se a identificação da polícia com uma ambiguidade. Ambos, Estado e Polícia, fontes de que provém e garantem existência mútua, se impõem como Lei, sustentando a própria legitimidade. A polícia fica marcada por aspectos transitórios, encontra-se entre uma tecnologia do poder público, permitindo ao governo lidar da melhor maneira com a população, mantendo a ordem e soberania, e ser a manifestação concreta daquilo que emana das constantes representações humanas do medo uns dos outros, e do desejo de se proteger de ameaças, imanentes a qualquer sociedade política, na forma da distribuição possível da segurança.
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    Notas sobre os diários da dissidência: Herculine Barbin e Paul B. Preciado
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-28) Costa, Pedro Edington Anselmo Monção; Barahona, Constança; Marques, Alexsandro da Silva; Aggio, Juliana Ortegosa
    A monografia apresenta notas a respeito dos diários da dissidência de Herculine Barbin e Paul B. Preciado à luz da filosofia de Michel Foucault. O problema é estabelecer como a criação do corpo sexual moderno coloca em circulação diversas tecnologias de poder que buscam normatizar os corpos que fogem ao sistema sexo-gênero. O objetivo da pesquisa é Investigar, na filosofia Foucaultiana e Preciadiana, como as noções de sexo e gênero serão criadas para a gestão da dissidência. Este trabalho propõe uma análise filosófica dessas escritas dissidentes, investigando de que modo as experiências de Herculine Barbin e Paul Preciado desestabilizam as categorias clássicas de sujeito, identidade e corpo. Ao colocar em diálogo duas figuras separadas por séculos, mas unidas pela fratura entre o corpo vivido e o corpo normatizado, busco pensar os limites e as potências da subjetivação dissidente.
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    A existência do homem natural na obra discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens de Jean-Jacques Rousseau.
    (Universidade do Estado da Bahia, 0025-08-01) Sousa, Cristiano Ferreira de; Hillesheim, Valério; Vasconcelos, Paulo; Fonseca, Ramires
    Este trabalho tem por objetivo analisar a existência do Homem Natural trazido por JeanJacques Rousseau, esquematizando suas fases histórico-hipotéticas de acordo com a visão evolucionista feita pelo autor a partir da segunda parte de sua obra Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, utilizando também textos que servem como base e discutem com o tema em questão, como Leviatã, de Thomas Hobbes, e Dois Tratados Sobre o Governo, de John Locke, além de outros que nos dão um melhor embasamento do que tratamos. Assim, temos o estudo do homem partindo do primeiro ao quinto estado de sua presença na terra - primeiro e segundo de natureza; o terceiro estado é intermediário; o quarto é o estado civil onde a natureza do homem é sufocada e o quinto e último é um novo estado de natureza, porém, deteriorado - mostrando as particularidades de cada fase. Para desenvolver esse estudo foi preciso se valer de duas teses: a primeira de que só é possível aceitar a existência deste homem natural rousseaureano se for para vê-lo como um ser anterior à história escrita e a segunda de que este homem é idealizado, principalmente, a partir da influência das obras dos cronistas que estiveram na América.