Bacharelado em História - DCH4
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Navegando Bacharelado em História - DCH4 por Assunto "Bahia"
Agora exibindo 1 - 4 de 4
Resultados por página
Opções de Ordenação
- ItemCrime e justiça no baixo sertão: reflexão historiográfica sobre experiências de escravos em Morro do Chapéu- BA, segunda metade do século XIX(UNEB, 2010) Matos, Cristiano Pessatti de; Ferreira, Jackson André da SilvaA produção acadêmica sobre a escravidão esteve voltada por muito tempo apenas para lugares onde a escravidão teve muito destaque, como Salvador, Recôncavo baiano, Vale do Paraíba, Rio de Janeiro. Porém, existem áreas do Brasil em que ocorreram relações escravistas que ainda estão silenciadas por falta de estudo. Nesse trabalho monográfico que é fruto de pesquisa de Iniciação Científica financiada pela Fapesb, reflito sobre a escravidão no baixo sertão baiano, especificamente na Vila de Nossa Senhora da Graça do Morro do Chapéu, tendo como recorte temporal a década de 1870. A maior parte dessa pesquisa foi desenvolvida a partir da análise e reflexão sobre processos criminais movidos contra escravos. As alterações ocorridas no processo escravista garantiram ao decorrer do tempo alguns direitos aos escravos, essas conquistas não podem ser compreendidas sem se levar em conta a constante luta dos cativos durante os séculos em que esse sistema existiu, pois a atuação desses indivíduos foi um dos fatores que contribuíram para a degradação e desestruturação que deu fim a escravidão no Brasil. Exemplos dessas transformações podem ser encontrados no processo criminal contra Manoel escravo, a partir do qual reflito sobre as práticas de liberdade desse cativo, que demonstram um alto grau de autonomia dentro do sistema escravista. Entre elas destacam-se a possibilidade de viajar sem o consentimento de seu senhor, possuir uma roça, e trabalhar com homens livres por conta própria. A análise das fontes demonstra que os casos de violência durante o regime escravista não se resumiam as práticas de coerção senhoriais aplicadas aos cativos, ou aos atos de rebeldia escrava contra os senhores. Eles aconteciam de várias formas, sendo praticados muitas vezes entre indivíduos do mesmo grupo social. Além de abordar essas questões, essa pesquisa versa sobre outros dois temas. As transformações ocorridas no discurso historiográfico brasileiro sobre a escravidão e também uma reflexão teórico-metodológica a respeito de algumas questões que permeiam o oficio do historiador e o processo de escrita da história.
- ItemDonas, terra e poder na Bahia colonial: “Por si e seus antecessores, sem contradição de pessoa alguma”(Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-11) Mota , Fernanda Brasil; Ferreira, Elisangela Oliveira; Souza, Cândido Eugênio Domingues de; Ferreira, Jackson André da SilvaFrequentemente, a Historiografia tradicional descrevia as mulheres livres no Brasil colonial como agentes passivas, submissas e reclusas no ambiente e serviços domésticos. A História da mulher na América portuguesa pouco se atentou ao título de donas atribuído a algumas mulheres, e as suas ações dentro daquela sociedade colonial. Esta pesquisa teve como objetivo perceber a relação de poder de algumas mulheres moradoras da Capitania da Bahia que eram tratadas por título de dona. Nesse sentido, realizou-se uma pesquisa qualitativa das fontes que viabilizassem personagens femininas exercendo relação de poder dentro desta sociedade colonial baiana. Foram analisadas informações acerca dessas donas, suas origens familiares e o protagonismo adquirido ao assumirem status de viúvas. Além disso, destinou-se uma análise fina acerca das disputas, mandos e violências que existiram a partir do mecanismo de defesa dos interesses dessas donas. O estudo identificou que, mesmo diante de uma sociedade colonial pautada em uma legislação civil, canônica e consuetudinária que objetivava definir os comportamentos e as vidas cotidianas das mulheres, existiram aquelas que fugiram desse papel relegado a elas. Os mecanismos adotados por essas mulheres enquanto viúvas se configuram como as práticas exercidas por elas em busca dos seus interesses e das suas famílias. A partir disso, concluiu-se que, embora colocadas à margem da sociedade, dos documentos oficiais, dos relatos de viajantes e também da Historiografia, as mulheres, especialmente as tratadas por título de dona, atuaram em protagonismo, poder e táticas defendendo seus próprios interesses.
- ItemRecebendo os santos óleos: a presença escrava nos livros de batismo em Morro do Chapéu no século XIX(UNEB, 2023-01) Sena, Ariella Barros; Ferreira, Jackson André da SilvaEste trabalho tem como objetivo discutir a presença escrava nos livros de batismo da Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Morro do Chapéu, no século XIX. Para analisar os registros e os diferentes aspectos que envolvia tal sacramento, bem como as relações desenvolvidas pelos cativos por meio do batismo, foi utilizado como principal aporte teórico o paternalismo thompsoniano. Por meio das fontes paroquiais (livros de batismo e casamento) tornar-se perceptível que os escravos de Morro do Chapéu se utilizaram do compadrio gerado no sacramento batismal para reforçar e criar laços espirituais principalmente com pessoas de condição superior à sua, garantindo deste modo maiores possibilidades de bem viver dentro do cativeiro.
- ItemUm cristão novo no sertão: Inquisição e judaísmo na Bahia colonial – o caso de Antônio da Fonseca(Universidade do Estado da Bahia, 2024) Neves Neto, Benigno; Ferreira, Elisangela Oliveira; Souza , Cândido Eugênio Domingues de; Severs, Suzana Maria de Sousa SantosEste trabalho tem como objetivo compreender a atuação do Tribunal da Inquisição e a presença dos cristãos-novos na Bahia do século XVIII, com foco na análise do processo de Antônio da Fonseca. A pesquisa aborda como a Inquisição operava para manter a ortodoxia Católica, regulando comportamentos sociais e religiosos, e como os cristãos-novos resistiam e preservavam sua identidade cultural. Através da trajetória de Fonseca, examina-se a discriminação, os conflitos internos e as redes de apoio entre os cristãos-novos. A investigação também destaca a interação entre poder político, religioso e econômico, revelando a complexidade das relações sociais na época.