Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado Acadêmico) em Estudos Territoriais (PROET)
URI Permanente para esta coleção
Programa de Pós-Graduação em Estudos Territoriais (PROET), ofertado pelo Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET), Campus I da UNEB, em Salvador, aprovado pelo Conselho Universitário (CONSU) por meio da Resolução nº. 1.328/2018, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) de 26/05/2018, recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), homologado e reconhecido pela portaria n° 0486/2018 do Ministério da Educação (MEC), publicado no Diário Oficial da União de 18/05/2020.
Navegar
Navegando Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado Acadêmico) em Estudos Territoriais (PROET) por Orientador "Santos Filho, Antonio Muniz dos"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de Ordenação
- ItemMobilidade urbana e desigualdades socioespaciais em Lauro de Freitas (BA)(Universidade do Estado da Bahia, 2024-08-22) Rosário, Italo Teofilo da Silva; Santos Filho, Antonio Muniz dos; Coelho Neto, Agripino Souza; Brito, Cristóvão de Cássio da Trindade de; Rios, Ricardo BahiaO crescimento das metrópoles brasileiras nas últimas décadas tem apresentado reflexibilidade direta no tecido urbano, alterando significativamente esses espaços e impondo novas demandas de análises e pesquisas, sobretudo, se considerarmos que as relações entre os municípios que compõem essas metrópoles e que ganham cada vez mais complexidade de acordo com o contexto socioespacial. Com isso, cada ente metropolitano interage de modo singular com a sede metropolitana e com os municípios em seu entorno. Por sua vez, a mobilidade e seu conjunto de aparatos técnico-científicos têm um papel fundamental para o desenvolvimento destes espaços pois é através dela que os fluxos populacionais ocorrem. A interdependência entre esses espaços urbanos, os fluxos (pessoas, mercadorias e serviços) e as distâncias territoriais, implicam em desigualdades socioespaciais. A espacialidade destes fenômenos resulta num quadro particular de vulnerabilidade, diante de problemáticas específicas decorrentes da maneira em que esses processos estão assentados nas diversas esferas de poder. Nesse sentido a presente dissertação se caracteriza enquanto um estudo de caso de caráter quali-quantitativo que teve como recorte espacial a dinâmica da mobilidade urbana do município de Lauro de Freitas (BA), município pertencente a Região Metropolitana de Salvador (RMS) teve como objeto analisar como as dinâmicas da mobilidade urbana de Lauro de Freitas contribuem para a (re)produção das desigualdades socioespaciais e suas contradições diante da dinâmica metropolitana em que o município está inserido.
- ItemProdução do espaço urbano e desigualdades socioespaciais nos modos do habitar em cidades pequenas: um olhar sobre Ourolândia – BA(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-12) Soares, Geovana Silva de Souza; Santos Filho, Antonio Muniz dos; Coelho Neto, Agripino Souza; Rodrigues, Jovenildo CardosoConforme apontam dados do IBGE (2022), as cidades pequenas compõem a base da urbanização brasileira. Contudo, apesar dos estudos sobre essa tipologia urbana estarem em ascensão, há muito o que se “desbravar” sobre suas peculiaridades, nuances, desafios e possibilidades. Para além da discussão sobre o conceito de cidades pequenas, porte demográfico, dimensão espacial, inserção na rede urbana, existe uma realidade produzida no cotidiano local/intraurbano de cada cidade que merece um olhar atencioso para os infinitos dilemas, várias possibilidades de estudos e importantes contribuições acadêmicas. Diante disso, esta pesquisa, intitulada “Produção do espaço urbano e desigualdades socioespaciais nos modos do habitar em cidades pequenas: um olhar sobre Ourolândia – BA”, parte da observação de que os impactos da lógica fragmentária do capitalismo também ocorrem nas cidades pequenas, através da ação dos diversos agentes da produção de espaço, mormente dos hegemônicos, separando as pessoas espacialmente por suas classes sociais. A cidade de Ourolândia, localizada no centro-norte baiano, conhecida regionalmente pelo epiteto de “capital do Mármore Bege Bahia”, extrativista e beneficiária da rocha ornamental comercializada nacionalmente, possui uma cadeia produtiva de agropecuária de subsistência bem definida; além disso, desde o ano de 2017, passou a ser área de influência direta do complexo eólico Serra da Babilônia e, em 2024, parque solar de mesmo nome. A partir dessas premissas, esta pesquisa busca responder a seguinte pergunta: em que medida o processo de reestruturação urbana de Ourolândia expressa desigualdades nos modos do habitar? A escolha do tema se justifica para além do interesse da pesquisadora com o campo de estudo, ela se dá pela relevância de entender a configuração das cidades pequenas, suas peculiaridades e identidades espaciais, bem como de compreender a dinâmica local, diante do aumento da população urbana do município de Ourolândia, ultrapassando a população rural, conforme IBGE (2022), jamais descolada de outras escalas de análises, mormente num contexto do colonialismo global, em que as lógicas de produção e acumulação de capital passam a incidir também sobre as cidades pequenas, influenciando a estrutura econômica, social e espacial, podendo tornarem- se expressão concreta das contradições do sistema capitalista. Para organizar a pesquisa, esta dissertação está dividida em seis capítulos, a saber: introdução; embasamento teórico sobre a discussão conceitual de cidades pequenas, atuação dos agentes de produção do espaço, desigualdades socioespaciais e modos do habitar; a formação histórico-geográfica da cidade de Ourolândia; dois capítulos destinados à discussão e análise realizadas a partir da pesquisa de campo referente a atuação dos agentes da produção do espaço e suas dinâmicas na cidade, classificação do recorte de estudo conforme autores da fundamentação teórica, dados em bases secundárias e o que desvelam os modos do habitar na cidade de Ourolândia – Bahia; e, por fim, as conclusões.