Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu ( Mestrado Profissional) em Saúde Coletiva (MEPISCO)
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O Curso de Mestrado Profissional em Saúde Coletiva – MEPISCO está vinculado academicamente ao Departamento de Ciências da Vida (DCV) – Campus I da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) como um Programa de Pós-graduação stricto sensu, aprovado por Resolução nº 1861/2016 do Conselho Universitário da UNEB. O MEPISCO orienta-se pelas normas específicas da pós-graduação, de acordo com a Portaria Normativa nº 17 do Ministério da Educação, de 28 de dezembro de 2009, o Estatuto e Regimento da UNEB, bem como este Regimento. Tem por finalidade a produção de conhecimentos, a atualização permanente dos avanços da ciência e das tecnologias, a capacitação e o aperfeiçoamento de profissionais na área saúde, bem como o desenvolvimento da pesquisa aplicada e a inovação tecnológica no campo da Saúde Coletiva.
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Navegando Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu ( Mestrado Profissional) em Saúde Coletiva (MEPISCO) por Orientador "Paixão, Gilvânia Patrícia do Nascimento"
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- ItemFatores maternos e neonatais associados ao desmame precoce em um município da Bahia(Universidade do Estado da Bahia, 2024-02-06) Unfried, Aloysia Graça Costa; Paixão, Gilvânia Patrícia do Nascimento; Fraga, Chalana Duarte de Sena; Cavalcante Neto, Jorge Lopes; Furtado, Herla Maria JorgeIntrodução: A Organização Mundial da Saúde preconiza aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida, porém, o desmame precoce ainda se apresenta como um problema de saúde pública, capaz de causar a morbimortalidade de crianças em todo o mundo. Objetivos: Analisar os fatores maternos e neonatais associados ao desmame precoce em um Município da Bahia. Método: Estudo transversal conduzido entre os meses de março a setembro de 2023, com mulheres cadastradas na Unidades de Saúde da Família de um município do interior da Bahia. Foi realizado cálculo amostral em cima da população alvo de 951 binômios e coletada informação através de entrevista domiciliar em uma amostra de 180 mulheres entre seis meses e um dia, até dois anos (24 meses) do pós-parto com filho vivo, e excluídas aquelas que possuíam transtornos mentais graves ou que por recomendação médica não puderam amamentar, relatadas pela equipe de saúde. Para a análise bivariada, foram utilizados os testes do qui-quadrado de Pearson considerando p < 0,05. Realizou-se regressão logística múltipla, apresentando razão de chances (OR) com intervalo de confiança de 95%. Resultados: Encontrou que os fatores maternos associado ao desfecho do estudo foram: uma experiência negativa com aleitamento atual (OR:5,02; IC95%:1,93-13,05); baixa produção de leite (OR:4,50;IC95%:1,65-12,27; p=0,003); início do aleitamento após uma hora pós-parto (OR: 2,03;IC95%:1,01-4,08; p=0,046). Ter três ou mais filhos se comportou como fator de proteção ao aleitamento exclusivo (OR: 0,57;IC95%:0,37-0,88;p=0,013). Quanto aos fatores neonatais, a oferta de bicos artificiais chupetas/mamadeiras (OR:18,96;IC95%:7,68-46,79;p<0,001), oferta de complemento ainda na maternidade (OR:4,44;IC95%:1,76-11,17,p=0,002) se associaram positivamente ao desmame precoce. Conclusão: Identificou-se associação positiva entre o desmame precoce e alguns aspectos materno/obstétricos, neonatais e aqueles relacionados à experiência com aleitamento. Dessa forma, ter uma experiência negativa com o aleitamento, baixa produção de leite, início do aleitamento após uma hora pós-parto, possuir três ou mais filhos, adicionados a hábitos e crenças, como o uso de mamadeira e chupetas, e a introdução de fórmulas infantis ainda dentro da maternidade com continuidade da suplementação após alta hospitalar, foram os fatores associados ao desmame precoce no contexto estudado.
- ItemQualificação da assistência pré-natal para redução da sífilis congênita em Camaçari, Bahia(Universidade do Estado da Bahia, 2022-03-22) Carneiro, Fernanda Nassiff Neves; Paixão, Gilvânia Patrícia do Nascimento; Estrela, Fernanda Matheus; Mercês, Magno Conceição das ; Campos, Luana MouraIntrodução: A Sífilis congênita é consequência da transmissão vertical, cuja disseminação do treponema pallidum se dá por via placentária, podendo ocorrer no curso da gestação ou durante o trabalho de parto. A ocorrência de sífilis congênita reflete as fragilidades da assistência pré-natal, uma vez que os meios para diagnóstico estão amplamente difundido, assim como a penicilina benzatina, que é o mais eficiente fármaco para tratamento da sífilis. Objetivos: Qualificar a assistência pré-natal para redução dos casos de sífilis congênita em Camaçari/Ba; sendo os objetivos específicos: avaliar a assistência pré-natal prestada nas unidades de saúde com casos confirmados de sífilis congênita; Identificar as fragilidades na assistência pré-natal; Elaborar um protocolo interativo para manejo da sífilis na gestação. Metodologia: Tratou-se de um estudo que foi realizado em dois momentos, onde o primeiro foi uma pesquisa observacional, ecológica, de natureza aplicada, descritiva, documental e quantitativa; no segundo momento, tratou-se da intervenção. Inicialmente, delimitou-se os casos de sífilis congênita, a partir das fichas de notificação registradas de 2017 a 2020, de gestantes residentes em Camaçari; coleta dos dados de interesse a partir das fichas de notificação, prontuários e outros instrumentos de registro; organização e sistematização dos dados coletados, os quais foram organizados no banco de dados “Statistical Package for the Social Sciences” (SPSS), versão 22.32, além da utilização do Microsoft Excel e Word para construção de tabelas; elaboração do protocolo interativo para manejo da sífilis na gestação, de acordo com os protocolos e manuais oficiais, e por fim, apresentação em espaços diversos da atenção primária. Esta pesquisa considerou todos os aspectos éticos que envolvem pesquisas com seres humanos, tendo como norte a Resolução 466, de 12 de dezembro de 2012. Resultados: Foram notificados 127 casos de sífilis congênita em Camaçari/Ba no período de 2017 a 2020, de modo que 54,4% das mulheres tinham idade acima de 35 anos, 73% com grau de escolaridade de ensino fundamental (completo ou incompleto), 91% pardas e 73% donas de casa. Em relação a realização do pré-natal, 81,8% foram assistidas, sendo que 72,7% foram diagnosticadas no 2º trimestre de gestação, 54,5% foram submetidas ao teste rápido para sífilis na primeira consulta. Em relação ao tratamento para sífilis, 36,4% das gestantes foram tratadas, sendo que não houve nenhum registro de tratamento em parceria. Baseado no resultado da pesquisa e levando em consideração os protocolos técnicos oficiais, foi elaborado um protocolo interativo para manejo da sífilis na gestação que será compartilhado como os profissionais de saúde que prestam assistência pré-natal no município. Considerações finais: A pesquisa revelou necessidade de intervenções para qualificação dos profissionais que prestam assistência pré-natal, de modo que se possa iniciar o pré-natal o mais precoce possível, ampliar a oferta de testes rápidos para que o diagnóstico e tratamento ocorram em tempo oportuno e assim, possa alterar o cenário epidemiológico relacionado a sífilis congênita no município. O resultado final desta pesquisa, assim como o protocolo interativo foram apresentados na Câmara Técnica Municipal de Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, HTLV, Sífilis e Hepatites B e C.
- ItemTrabalho da equipe de saúde da família no manejo da amamentação: limites e potencialidades(Universisade do Estado da Bahia, 2024-03-14) Santana, Maria Cristina Santos; Paixão, Gilvânia Patrícia do Nascimento; Silva, Rudval Souza; Melo, Mônica Cecília Pimentel deIntrodução: embora a amamentação apresente inúmeros benefícios para bebê e mãe, os indicadores de prevalência de amamentação exclusiva ainda estão distantes da meta da Organização Mundial de Saúde para 2030, sendo os profissionais da equipe de saúde da família reconhecidos como atores fundamentais para apoio, promoção e incentivo à amamentação. Objetivo geral: compreender os limites e potencialidades do trabalho da equipe da estratégia de saúde da família em relação ao manejo da amamentação. Objetivos específicos: investigar a formação profissional e os elementos que influenciam no trabalho da equipe de Saúde da Família em relação ao manejo da amamentação; analisar a percepção de profissionais da equipe de Saúde da Família sobre fatores que influenciam a amamentação; e compreender a relação entre o trabalho da equipe de Saúde da Família e a linha de cuidado materno-infantil no fortalecimento da amamentação. Método: trata-se de uma pesquisa exploratória, de natureza descritiva, e com abordagem qualitativa, que foi realizada a partir de entrevistas orientadas por instrumento semi estruturado, com profissionais que compõem a equipe da estratégia de saúde da família: enfermeiros, médicos, odontólogos e Agentes Comunitário de Saúde, de seis unidades de Saúde da Família de um município do interior da Bahia. A coleta de dados foi realizada no período de março a agosto de 2023, em ambiente virtual da plataforma Microsoft Teams. Ao fim, 14 entrevistas fizeram parte do corpus deste estudo. Os dados foram organizados conforme a técnica de análise de conteúdo temática. Resultados: para os profissionais enfermeiros e médicos, a formação possibilitou maior amplitude na construção de conhecimento e aproximação da teoria e prática, enquanto que para os odontólogos, reverberou em uma aprendizagem pouco abrangente, com conhecimentos superficiais. Os ACS consideraram seu processo formativo deficitário. Sobre as potencialidades do trabalho da eSF, a promoção da saúde e o apoio, são consideradas estratégias mais eficazes para incentivar a amamentação durante o cuidado no pré-natal e puerpério, para tanto, utilizam-se da educação em saúde. As eSF compreendem a importância do seu trabalho para o fortalecimento da linha de cuidado materno-infantil, especialmente em prol da amamentação, e reconhecem que o pré-natal integrado, qualificado e articulado com outros pontos da Rede são fundamentais para maior adesão ao serviço e para que as mulheres sintam segurança e confiança nas orientações e cuidados prestados, de modo que reconhecem como elemento potencializador do trabalho da eSF a existência de uma Rede Municipal de cuidado materno e infantil que visa facilitar a comunicação entre os profissionais de saúde e orientar os encaminhamentos aos serviços desta linha de cuidado. Quanto aos limites, apontam a sobrecarga de trabalho, bem como influência por vezes negativa da rede de apoio. Conclusão: os resultados têm possibilidade de dar visibilidade ao trabalho da equipe de Saúde da Família tanto no meio científico quanto na sociedade, desvelando que apesar de existirem limites, as potencialidades podem superar os desafios em prol da amamentação. Sugere-se novas proposições de incorporação efetiva da temática da amamentação no ensino dos profissionais de saúde, bem como no processo de formação do Agente Comunitários de Saúde.