Bacharelado e Licenciatura em Filosofia - DEDC1
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Ofertado pela primeira vez em 2014, o Curso de Licenciatura Plena em Filosofia do Campus I da UNEB, em Salvador, funciona no Departamento de Educação (DEDC) com oferta anual de 40 vagas, mediante seleção pelo Exame Vestibular e SISU. O curso possui carga horária total de 2.810 horas que está organizada por eixos de Formação que tem como finalidade proporcionar o acesso à formação teórica e prática de modo equitativo. O objetivo principal da graduação em filosofia da UNEB é formar docentes com um perfil fundado num modelo de autonomia que se consolida pela fusão entre a prática da pesquisa (produção de conhecimento), o aprimoramento didático-metodológico e o engajamento político.
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Navegando Bacharelado e Licenciatura em Filosofia - DEDC1 por Orientador "Sampaio, Alan da Silva"
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- ItemA importância do estudo da filosofia africana na erradicação do racismo epistêmico.(Universidade do Estado da Bahia, 2024-01-08) Santos, Mércia Maria Muniz; Sampaio, Alan da Silva; Leite, Alex; Bastos, Roberto Kennedy de LemosEste trabalho examina a importância de valorizar e integrar o pensamento africano na filosofia e na educação, revelando aslacunas epistemológicas criadas pelo domínio dasteorias ocidentais e o apagamento das contribuições dos povos africanos. Baseando-se nas reflexões de Theophile Obenga, o estudo questiona a invisibilidade da filosofia africana e a desvalorização histórica da capacidade intelectual do homem negro em desenvolver pensamento crítico e sistemático. Obenga destaca que a negação da filosofia africana equivale a uma desumanização de seus povos, excluídos do estatuto de criadores de saberes legítimos. O trabalho aprofunda a análise do racismo epistêmico, uma prática que marginalizou epistemologias africanas, consolidando o eurocentrismo como único paradigma de conhecimento. Esse processo, como demonstrado por Mogobe Ramose através do conceito de epistemicídio, envolveu tanto o apagamento sistemático quanto a apropriação dos saberes africanos. George James, em The Stolen Legacy, exemplifica esse fenômeno ao argumentar que a filosofia grega se apropriou de elementos originalmente desenvolvidos por filósofos egípcios. A exclusão dos conhecimentos africanos não se limita ao campo filosófico, mas se reflete também nas práticas pedagógicas e curriculares, que perpetuam a ideia de que apenas o Ocidente é responsável pelos avanços filosóficos. Essa visão restritiva reforça desigualdades históricas e impede a construção de uma educação verdadeiramente inclusiva, que reconheça a diversidade das contribuições culturais e intelectuais. Ao destacar essas questões, o trabalho propõe uma reconfiguração do discurso filosófico e educacional, visando à valorização das epistemologias africanas e à superação do paradigma eurocêntrico.
- ItemA violência da libertação de frantz fanon(Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-07) Melo, Filipe Santos de; Sampaio, Alan da Silva; Sobrinho, José Bonifácio do Amparo; Bastos, Roberto Kennedy de LemosEsta monografia investiga o conceito de violência da libertação na obra Os Condenados da Terra de Frantz Fanon, com foco na sua relação com o colonialismo e a opressão contemporânea. O estudo analisa como a violência, usada historicamente como instrumento de dominação, é reinterpretada por Fanon como meio essencial para a emancipação dos povos colonizados. A pesquisa aborda a violência estrutural e simbólica, evidenciando o papel do racismo na manutenção das hierarquias coloniais e no processo de desumanização. Além disso, examina a dialética entre opressor e oprimido, destacando como a luta anticolonial não apenas desafia a ordem colonial, mas também propõe a construção de uma nova ética e sociedade. Marcando desigualdades herdadas do colonialismo, a monografia aponta para a relevância de sua teoria na compreensão das dinâmicas raciais e sociais atuais. Por fim, enfatiza a importância da solidariedade internacional e de um novo humanismo para superar as divisões criadas pelo colonialismo.
- ItemDebate público: considerações da Miséria da Filosofia(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Santos, Fernando Pereira dos; Sampaio, Alan da Silva; Barahona, Constança; Santos, Carla Liane Nascimento dosO presente trabalho discutiu a importância do debate público a partir de considerações sobre A Miséria da Filosofia (1847) de Karl Marx, livro no qual ele aplica o debate público com outras tendências de pensamento, como método para alcançar um raciocínio mais elevado. Chegamos a este objetivo a partir de três capítulos: As armas no debate público; A crítica de Marx à filosofia idealista e A Miséria da Filosofia e o papel do filósofo. A obra tratada aqui como uma resposta a Proudhon mostra que a polêmica não deve se restringir à academia, mas ser um campo de luta em toda sociedade. Demonstramos como Marx ataca o cerne do pensamento proudhoniano: sua confusão entre lógica e história, que trata categorias capitalistas como eternas e acredita em soluções que não são soluções. Revemos de Marx conceitos como "valor" ou "liberdade" como não abstratos, mas expressões de relações sociais concretas que precisam ser desnaturalizadas para revelar os interesses de classe. Neste confronto, sintetizamos a filosofia alemã (dialética materialista), economia política inglesa (teoria do valor-trabalho) e o ímpeto revolucionário francês, definindo assim o socialismo científico. Trazemos a ironia como sua arma para expor o absurdo prático das abstrações idealistas. O legado aqui será um método de intervenção: o debate deve desmascarar ideologias, partir da realidade material e apontar para a ação coletiva transformadora. Este trabalho, portanto, exibe que a unidade do pensamento marxista se constrói na prática do embate teórico-político.
- ItemFenomenologia da capoeira: afirmação da existência afro(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-18) Melo, Luciano Santos de; Sampaio, Alan da Silva; Barahona, Constança; Leite, Alex SandroO presente trabalho propõe a relação da fenomenologia do corpo próprio de Merleau-Ponty com a capoeira. Ao analisar a construção do conceito de corpo próprio o autor propõe um método de investigação fenomenológico, que estabelece esse corpo como peça-chave de toda experimentação do mundo. O corpo é um invólucro ancorado no mundo. Ele tem como instrumento de relação com o mundo o gesto e a intersubjetividade, ambos atuantes no processo de desvendar o mundo. Onde o primeiro, o gesto, é a reação do meu corpo com o mundo, e a segunda, a intersubjetividade, é associação do contato do corpo primordial com o mundo e essa ponte com a racionalidade. Associando o corpo próprio com a capoeira, foi possível perceber que o corpo negro, apesar do sofrimento, procurou superar e recriar em si mesmo, pela sua potência, a forma de superação de toda opressão. Neste sentido, o corpo-capoeira assume a posição de ironizar e romper padrões eurocêntricos, aderindo a esse corpo irônico o aspecto fenomenológico de ser. Ao longo da trajetória histórica do corpo negro, não só o corpo, mas também as práticas afro-brasileiras foram sufocadas e valeram-se da mesma ferramenta irônica, para superar as dificuldades impostas, como o apagamento da identidade e a proibição das atividades negras. Da proibição à legitimação, a capoeira se mostra ferramenta de superação, assumindo atualmente, uma característica pedagógica e se transformando uma peça essencial para ampla divulgação da cultura afro-brasileira pelo mundo. Apoiando-se na sua estética de roda, a capoeira faz esse movimento de afirmação e superação, tanto pelo legado histórico, como por sua característica artística, como a musicalidade, por exemplo, que funciona como aspecto ritualístico e ao mesmo tempo demarca o tempo propício para aliviar as dores do dia-a-dia.
- ItemO conceito de polícia: da segurança da população à técnica de Estado(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-18) Rocha, João Augusto Aquino; Sampaio, Alan da Silva; Leite, Alex Sandro; Hillesheim , ValérioEste trabalho buscou confrontar os conceitos capazes de apontar o que é a polícia. Descrever o que torna a polícia possível, quais suas práticas e a que finalidade tais práticas correspondem. A pesquisa é exploratória e de caráter bibliográfico. Delimita que um conceito de polícia é problemático. Não somente por conta da dimensão crítica, empenhada em ponderar o papel desempenhado por ela na sociedade, mas por ser possível identificar contradições com o discurso oficial que delimita suas atribuições. Almejamos, num corpo de ideias distintas, os muitos aspectos dessa instituição, as formas de aparição históricas, os poderes, aplicações e limites de suas forças. Os autores considerados podem ser agrupados por eixos distintos de abordagem, um grupo focado no ordenamento jurídico que legitima o Estado e a polícia, outro, em apontar para a evolução de uma técnica própria dos Estados. Destaca-se a identificação da polícia com uma ambiguidade. Ambos, Estado e Polícia, fontes de que provém e garantem existência mútua, se impõem como Lei, sustentando a própria legitimidade. A polícia fica marcada por aspectos transitórios, encontra-se entre uma tecnologia do poder público, permitindo ao governo lidar da melhor maneira com a população, mantendo a ordem e soberania, e ser a manifestação concreta daquilo que emana das constantes representações humanas do medo uns dos outros, e do desejo de se proteger de ameaças, imanentes a qualquer sociedade política, na forma da distribuição possível da segurança.