Debate público: considerações da Miséria da Filosofia
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Resumo
O presente trabalho discutiu a importância do debate público a partir de considerações sobre A Miséria da Filosofia (1847) de Karl Marx, livro no qual ele aplica o debate público com outras tendências de pensamento, como método para alcançar um raciocínio mais elevado. Chegamos a este objetivo a partir de três capítulos: As armas no debate público; A crítica de Marx à filosofia idealista e A Miséria da Filosofia e o papel do filósofo. A obra tratada aqui como uma resposta a Proudhon mostra que a polêmica não deve se restringir à academia, mas ser um campo de luta em toda sociedade. Demonstramos como Marx ataca o cerne do pensamento proudhoniano: sua confusão entre lógica e história, que trata categorias capitalistas como eternas e acredita em soluções que não são soluções. Revemos de Marx conceitos como "valor" ou "liberdade" como não abstratos, mas expressões de relações sociais concretas que precisam ser desnaturalizadas para revelar os interesses de classe. Neste confronto, sintetizamos a filosofia alemã (dialética materialista), economia política inglesa (teoria do valor-trabalho) e o ímpeto revolucionário francês, definindo assim o socialismo científico. Trazemos a ironia como sua arma para expor o absurdo prático das abstrações idealistas. O legado aqui será um método de intervenção: o debate deve desmascarar ideologias, partir da realidade material e apontar para a ação coletiva transformadora. Este trabalho, portanto, exibe que a unidade do pensamento marxista se constrói na prática do embate teórico-político.