Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH6
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Navegando Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH6 por Orientador "Ivo, Ivana Pereira"
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- ItemA literatura indígena: rompendo a elaboração de estereótipos e a figuração do bom selvagem(Universidade do Estado da Bahia, 2018-07-16) Souza, Renata Lauton de; Ivo, Ivana Pereira; Ramos, Ricardo Tupiniquim; Silva, Zoraide PortelaSabe-se que, por mais de 500 anos, a história dos povos indígenas do Brasil têm sido tecida por bocas e mãos de não índios, e guiadas por características do colonialismo europeu. Nesse processo, algumas imagens foram cristalizadas em torno da ideia do bom selvagem, o filho da natureza; isento do mal, nu de vestimentas e malícias, mas também o que não pode ser considerado civilizado. Por conseguinte, há uma reprodução de inverdades a respeito desses povos, suas línguas (quase sempre representadas como defectivas), sua religiosidade (por vezes associada ao tenebroso, quando não ao demoníaco), além da ideia de concebê-los como um povo único. No período do chamado Romantismo – em que se buscava a essência da cultura brasileira, os ameríndios passaram a assumir, convenientemente, o protagonismo da representação do que é puramente nacional, passando a ser vistos e retratados com outros olhos e mãos, agora de forma delicada, como é o caso do romance Iracema, de José de Alencar, embora alguns estereótipos sejam ainda tão marcados nas representações sobre eles. Considerando essas representações, sobretudo o distanciamento delas da realidade das nações indígenas do Brasil, indagamos sobre como rever e propor novos olhares sobre esses povos, suas culturas e línguas, assumindo, em especial, a inserção de uma literatura autóctone no cenário brasileiro. Nos últimos anos, alguns escritores autóctones têm iniciado uma produção literária, que retrata o seu modo de ver e de estar no mundo, como é o caso do Guarani Olívio Jekupé, que apresenta uma produção literária nativa, ainda desconhecida no país. Diante disso, esse trabalho pretende dar visibilidade a uma produção literária autóctone, que pode ser inserida nas leituras apresentadas nas redes de Ensino Básico.
- ItemO falar de descendentes portugueses do alto sertão baiano(Universidade do Estado da Bahia, 2018-07-16) Silva , Jéssica Neves; Ivo, Ivana Pereira; Ramos , Ricardo Tupiniquim; Neves, Denise Marques CarneiroEste trabalho tem como objetivo apresentar dados de fala de uma comunidade relativamente isolada, de descendentes portugueses que habitam o Alto Sertão da Bahia, a comunidade Mato-Grosso/Rio de Contas - BA, verificando possíveis dados de conservação linguística do português antigo e/ou inovações, resultantes do contato da língua portuguesa com línguas indígenas e africanas. A pesquisa insere-se na grande proposta de refletir aspectos relacionados à formação do português falado no Brasil, pesquisando, especificamente, processos de variação e mudança linguística nos dialetos regionais brasileiros. Para desenvolver tal estudo, fundamentamo-nos, teoricamente, em Basso & Gonçalves (2014), Castilho (2007 e 2010), Pagotto (2005) e Silva (2004 e 2008), para refletir sobre as propostas relacionadas à formação do português falado no Brasil. Em Labov (2008), Weinreich, Labov e Herzog (2006) e Martelotta (2012), para a compreensão dos pressupostos teóricos da Sociolinguística Variacionista, e em Lucchesi (2009), para discutir questões relacionadas ao contato linguístico. Com o intuito de registrar o falar dos descendentes portugueses, precisamente o vernáculo, foram realizadas entrevistas semiestruturadas, junto a 08 moradores, homens e mulheres da comunidade, sendo quatro de 30 a 60 anos, a fim de verificarmos dados de inovação linguística e quatro acima de 70 anos, com o menor grau de escolaridade possível, com o intuito de obter dados de possível conservação linguística. Os dados analisados apresentaram alguns dados de conservação linguísticos e outros que podem ser interpretados como dados de inovação, resultado do intenso contato da língua portuguesa com as línguas indígenas e africanas.
- ItemO falar sertanejo: a linguagem das narrativas orais e do canto de Terno de Reis em Lagoa Real/BA(Universidade do Estado da Bahia, 2018) Teixeira, Alana Rodrigues; Ivo, Ivana Pereira; Ramos, Ricardo Tupiniquim; Neves, Denise Marques CarneiroConsiderando as três principais matrizes – a indígena, a africana e a europeia – que constituíram de início o Brasil e do português brasileiro, é possível, assim, explicar muitas das diferenças entre o português europeu (PE) e o português falado no Brasil (PB). Para explicar a formação do PB, ao longo dos anos, algumas propostas têm sido apresentadas, com divergências entre si, como a proposta de crioulização e posterior descrioulização, a transmissão linguística irregular, a ancianidade do português brasileiro e a tese da emergência de uma nova gramática para o português falado no Brasil. Além dessas, estudiosos sugerem que algumas respostas podem ser encontradas nas variedades faladas regionalmente, uma vez que preservam, principalmente nas gerações mais velhas, marcas de conservadorismo linguístico, fornecendo pistas sobre o falar do português nos anos anteriores, possibilitando compreender mais sobre a mudança e a variação linguística. Há também propostas fora do âmbito linguístico, como a do antropólogo Darcy Ribeiro (1995), que apresenta o Brasil em protocélulas neo-brasileiras, as ―ilhas-Brasil‖, dentre elas, a do Brasil Sertanejo. A partir dessa proposta, esta pesquisa objetivou pesquisar dados de fala desta protocélula particular, a Sertaneja, do Alto Sertão Baiano, na comunidade rural de São Francisco, no município de Lagoa Real – BA, onde foram encontradas predominantemente características fonéticas e fonológicas do português antigo nas falas dos mais idosos da comunidade e com baixa ou nenhuma escolaridade, e no canto do Terno de Reis, uma tradição local, de origem portuguesa. Respaldados em Castilho (2010) e Ilari (1999), alguns dados foram interpretados como conservação e/ou inovação linguística.
- ItemUma amostra do falar sertanejo nas narrativas orais em Pindaí/BA: reflexões sobre a formação do português do Brasil(Universidade do Estado da Bahia, 2018-07-16) Santos, Andreza Nágila Guimarães; Ivo, Ivana Pereira; Ramos, Ricardo Tupiniquim; Neves, Denise Marques CarneiroO português brasileiro tem sua formação fincada em três principais matrizes, a indígena, a africana e a europeia, o que explica, em alguma medida, muitas diferenças entre o português europeu e o português falado no Brasil. Há propostas divergentes explicativas para a formação do português brasileiro, como a proposta de crioulização e posterior descrioulização; a transmissão linguística irregular, a ancianidade do português brasileiro, e a tese da emergência de uma nova gramática para o português falado no Brasil. Acredita-se que algumas respostas podem ser encontradas nas variedades faladas regionalmente, por preservarem, sobretudo nas gerações mais velhas, marcas de conservadorismo linguístico, o que pode fornecer pistas sobre o falar do português nos anos anteriores, tornando possível, de certo modo, percorrer os caminhos da mudança e da variação linguística. Há também propostas fora do âmbito linguístico, como a de Ribeiro (1995/2006), que apresenta o Brasil em protocélulas neo-brasileiras, uma divisão interna. A partir dessa proposta, este projeto objetivou pesquisar dados de fala de uma protocélula particular, do Alto Sertão Baiano, a comunidade de Pindaí – Ba, na qual foi possível encontrar características do português antigo nas falas dos mais idosos e também dados que podem ser interpretados à luz da matriz indígena.