Uma amostra do falar sertanejo nas narrativas orais em Pindaí/BA: reflexões sobre a formação do português do Brasil
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Resumo
O português brasileiro tem sua formação fincada em três principais matrizes, a indígena, a africana e a europeia, o que explica, em alguma medida, muitas diferenças entre o português europeu e o português falado no Brasil. Há propostas divergentes explicativas para a formação do português brasileiro, como a proposta de crioulização e posterior descrioulização; a transmissão linguística irregular, a ancianidade do português brasileiro, e a tese da emergência de uma nova gramática para o português falado no Brasil. Acredita-se que algumas respostas podem ser encontradas nas variedades faladas regionalmente, por preservarem, sobretudo nas gerações mais velhas, marcas de conservadorismo linguístico, o que pode fornecer pistas sobre o falar do português nos anos anteriores, tornando possível, de certo modo, percorrer os caminhos da mudança e da variação linguística. Há também propostas fora do âmbito linguístico, como a de Ribeiro (1995/2006), que apresenta o Brasil em protocélulas neo-brasileiras, uma divisão interna. A partir dessa proposta, este projeto objetivou pesquisar dados de fala de uma protocélula particular, do Alto Sertão Baiano, a comunidade de Pindaí – Ba, na qual foi possível encontrar características do português antigo nas falas dos mais idosos e também dados que podem ser interpretados à luz da matriz indígena.