Doenças de veiculação hídrica: estudo sobre as comunidades tradicionais de Coqueiros e Nagé – Maragogipe - Bahia
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Resumo
A esquistossomose é um grave problema de saúde pública no estado da Bahia, sendo considerada endêmica em 128 dos 417 municípios baianos. O Recôncavo Baiano, juntamente com a Chapada Diamantina são as regiões mais afetadas. Diante desta problemática, esta monografia tem por objetivo analisar a situação das comunidades tradicionais de Coqueiros e Nagé nos aspectos relacionados ao saneamento e às doenças de veiculação hídrica. As comunidades estão situadas no município de Maragogipe, às margens do Rio Paraguaçu, no estado da Bahia, onde, aproximadamente, 8% dos óbitos do município estão relacionados a doenças infecciosas ou parasitárias, grupo ao qual pertencem as doenças de veiculação hídrica como a esquistossomose. As comunidades apesar de constituídas por marisqueiras e pescadores, possuem grande parte de suas edificações inseridas em setores urbanos. As duas comunidades possuem mais da metade das residências abastecidas pela rede pública de abastecimento de água, porém, quase metade delas despejavam os dejetos a céu aberto. Tais condições justificam a preocupação do urbanismo com as duas comunidades, pois se trata de problemas urbanos relacionados ao saneamento e a qualidade de vida da população local. Para a obtenção dos resultados foram utilizados levantamentos bibliográficos, entrevistas, além de técnicas de geoprocessamento para analise das informações geográficas. A principal conclusão obtida neste trabalho é que existe a necessidade de ações multi-setoriais para o combate a esquistossomose e sua solução ultrapassa o investimento exclusivo no setor da saúde, havendo necessidade de investimentos em saneamento, educação e planejamento urbano.