Saberes tradicionais das parteiras no cuidado materno-infantil: um estudo com parteiras atuantes no território de Irecê, Bahia (1960-1980)

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Data
2024-11-22
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Universidade do Estado da Bahia
Resumo

Nesta pesquisa, desenvolvida no âmbito do Mestrado Acadêmico em História, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (PPGEAFIN), sediado na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), com foco na Linha de Pesquisa: Cultura, Educação e Memória, exploramos os saberes tradicionais das parteiras atuantes no território de Irecê-Bahia no cuidado materno-infantil durante as décadas de 1960 a 1980. O estudo norteou-se no seguinte problema de pesquisa "Quais foram os saberes tradicionais das parteiras atuantes no território de Irecê, Bahia, no cuidado materno-infantil durante as décadas de 1960 a 1980?" O objetivo geral deste estudo é compreender os saberes tradicionais das parteiras atuantes no território de Irecê, Bahia, no cuidado materno-infantil durante as décadas de 1960 a 1980. Por meio da História Oral, foi possível fazer um estudo das memórias das mulheres que se dispuseram a falar sobre suas vidas e suas práticas de cuidado materno-infantil. As entrevistas revelaram práticas como o uso de remédios naturais, banhos de ervas para aliviar dores e intensificar contrações, massagens para reposicionar o bebê e métodos tradicionais de cuidado pós-parto, como o uso de óleo de mamona na cicatrização do umbigo. As parteiras também relataram a importância das orações e da fé como suporte emocional e espiritual durante o trabalho de parto. Além das entrevistas e revisão de literatura, incluindo estudos acadêmicos, teses, dissertações e artigos, em todos os passos metodológicos, a pesquisa também se fundamentou em uma extensa revisão em livros que abordam os saberes tradicionais das parteiras, questões relacionadas ao cuidado materno-infantil, história, história oral e memória. As parteiras desempenhavam um papel vital na comunidade, utilizando uma rica combinação de conhecimentos ancestrais e práticos. Elas empregavam ervas medicinais para alívio e bemestar, ofereciam suporte emocional e físico às parturientes, e realizavam técnicas tradicionais durante o pré-natal, parto e pós-parto. Esses saberes transmitidos oralmente, através de gerações, refletiam uma profunda conexão com a cultura local e as crenças comunitárias, contribuindo significativamente para a saúde materno-infantil da região. Este estudo buscou compreender os saberes tradicionais das parteiras atuantes no território de Irecê, Bahia, durante as décadas de 1960 a 1980. Os achados são relevantes para desvendar as práticas dessas parteiras tradicionais nesse período, evidenciando sua contribuição significativa para o cuidado materno-infantil em comunidades remanescentes de quilombo. Essas práticas não apenas promoveram a saúde, mas também fortaleceram a identidade cultural e o empoderamento comunitário da época.


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ROCHA, Taíse Santos. Saberes tradicionais das parteiras no cuidado materno-infantil: um estudo com parteiras atuantes no território de Irecê, Bahia (1960-1980). Orientador: Joabson Figueiredo. 2024. 116f. Dissertação (Mestrado em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras). Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias, Campus XVI, Universidade do Estado da Bahia, Irecê, BA, 2024.
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