Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Doutorado Acadêmico) em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC)

O PPGEduC tem por finalidade a produção de conhecimentos na Área de Concentração Educação e Contemporaneidade, considerado o nível de formação (especialização, mestrado e doutorado). A organização e a vida acadêmica do PPGEduC preservam o significado sociocultural e crítico do processo educativo e o caráter multirreferencial, pluricultural e interdisciplinar do referido processo, e são estruturadas por Linhas de Pesquisa, as quais expressam as temáticas-objeto que constituem o seu eixo-formativo – disciplinas, pesquisas, dissertações / teses e publicações.

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    Justiça intercultural como critério ético para uma praxis educacional libertadora
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-09-30) Maia, Marcelo Andrade Sá; Santos, Luciano Costa, Luciano; Oliveira, Eduardo David de, Eduardo; Menezes, Magali Mendes de; Santos, Stella Rodrigues dos, Stella; Hetkowiski, Tânia Maria, Tânia
    A presente tese tem por objetivo propor a categoria de justiça intercultural, a partir da interlocução entre a filosofia e a ética intercultural, a noção de interculturalidade crítica vinculada ao campo educacional, e a ética da libertação. A partir da categoria de justiça intercultural será proposto conceitos que permitem desenvolver práxis educativas que dão suporte ao processo de libertação. Tem como foco teórico de investigação o pensamento latino- americano e decolonial. Trata-se de uma pesquisa teórica, bibliográfica e conceitual de caráter qualitativo, adotando o método hermenêutico e análise crítica de literatura dos autores.
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    O que quer uma mulher? Constituição de pesquisadora em tempos e espaços universitários
    (Universidade do Estado da Bahia, 0025-12-17) Carvalho, Rita de Cássia Chagas; Ornellas, Maria de Lourdes Soares; Lima, Adriana dos Santos Marmori; Menezes, Eliana de Jesus; Berni, Juliana Tassara; Souza, Elizeu Clementino de
    A pesquisa doutoral intitulada “O que quer uma mulher? Constituição de pesquisadora em tempos e espaços universitários” tem como objeto mulher pesquisadora subjetivada na universidade e parte do problema: em quais contextos uma mulher se constitui como pesquisadora nos tempos e espaços universitários e quais as implicações presentificadas na subjetivação da sua condição feminina? Para responder a essa questão, traçou-se como objetivo geral investigar os desafios enfrentados pela mulher na construção da trajetória de pesquisadora na universidade, seus enfrentamentos, conquistas e as formas pelas quais as relações de poder atravessam a sua porção feminina. Como objetivos específicos: identificar as barreiras estruturais advindas das relações de poder enfrentadas no cotidiano do espaço acadêmico pela mulher pesquisadora e que impactam sua atuação; escutar de que modo a universidade contribui para a constituição da mulher pesquisadora na perspectiva de romper com a lógica dicotômica entre o masculino e o feminino; e explorar as experiências subjetivas da mulher pesquisadora, refletindo sobre seus múltiplos papéis e influências na produção do saber e do conhecimento no contexto universitário, considerando espaços e tempos de prazer e desprazer. A estrutura da pesquisa foi sustentada por uma escuta epistemológica inspirada nos escritos da psicanálise freudiana e lacaniana, aliada a uma metodologia de natureza qualitativa, assentada no tripé: lócus, sujeitos e dispositivos. O lócus da pesquisa foi a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus I – Salvador. As participantes foram três professoras pesquisadoras, selecionadas pelo critério do desejo de participar. Embora o foco desta investigação esteja na constituição da mulher pesquisadora na universidade, as participantes do estudo são professoras pesquisadoras. Essa delimitação diz respeito ao recorte empírico e não implica uma discussão específica sobre o campo da docência, que aqui não configura categoria de análise. Os dispositivos de colheita utilizados foram a entrevista semiestruturada (Ornellas,2019,2011) e o desenho (Trinca, 2013, 2020; Aiello Vaisberg, 1991, 1999), aplicados como vias de expressão simbólica do discurso. O material produzido passou por leitura descritiva e escuta analítica, sendo posteriormente analisado à luz da Análise de Discurso francesa e brasileira (Pêcheux, 2009,1988; Orlandi, 2015, 2003, 2007,1999,1998). A análise dos desenhos, articulada às entrevistas, possibilitou detectar o dito, o não dito e o interdito manifestos nas cores, formas e composições das produções gráficas. Os discursos manifestos e latentes inscritos nas falas e nos traços das participantes revelaram as tensões entre o ser mulher e o ser pesquisadora no espaço acadêmico. A análise evidenciou que a universidade opera simultaneamente como campo de legitimação e de silenciamento, constituindo-se em território de deslocamentos identitários, resistências e reinvenções. Os achados apontam que a constituição da mulher pesquisadora é atravessada por múltiplas vicissitudes, em que o prazer e o desprazer coexistem na travessia entre o desejo de saber e as exigências institucionais. (In)conclui-se que ser pesquisadora é sustentar-se no entre, na tensão entre o reconhecimento e a falta, elaborando cotidianamente a própria possibilidade de ex-sistir e produzir conhecimento em um espaço marcado por uma ambiência que testa uma inexistência-leza e a desigualdade de gênero na ciência.
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    Geotecnologias no ensino da engenharia topográfica da Universidade Distrital Francisco José de Caldas: um estudo de caso
    (Universidade Do Estado da Bahia, 0025-11-19) Cadena, Germán Torrijos; Hetkowski, Tânia Maria , Tânia Maria; Moreira, Rosangela Patricia de Sousa; Santos, Carla Liane Nascimento dos; Velazco, Edier Hernán Bustos; Bomfim, Natanael Reis; Pereira, Inaiá Brandão
    O projeto intitulado de “Geotecnologias no ensino da Engenharia Topográfica da Universidade Distrital Francisco José de Caldas: um estudo de caso” tem, como objetivo geral, validar o Conhecimento Didático do Conteúdo (CDC) construído pelos professores de Engenharia Topográfica no ensino de Geotecnologias (Imagem de Satélite — IS), utilizando o modelo hexagonal de Park e Oliver (2008). Os objetivos específicos incluem identificar os componentes do CDC, determinar suas relações e reconhecer os Eixos DOC (Dinamizador, Obstáculo e Questionamento). A metodologia é qualitativa, baseada em um estudo de caso intrínseco, com abordagem descritiva e interpretativa, empregando técnicas como questionários ReCo, observações em sala de aula e entrevistas de autoconfrontação. As categorias teóricas abrangem os componentes do CDC (Orientação do Ensino, Conhecimento da Avaliação, Estratégias Instrucionais, Compreensão do Aluno, Currículo e Eficácia do Ensino). Autores de destaque como Park e Oliver (2008), Stake (1999), Denzin, Lincoln e Giardina (2006) fundamentam a pesquisa, enfatizando a triangulação, o conhecimento experiencial e o contexto educacional. O estudo é realizado na Universidade Distrital Francisco José de Caldas (Bogotá, Colômbia), com 2 professores experientes em Geomática, selecionados por sua abordagem pedagógica interativa e contingente. Os procedimentos incluem análise de dados qualitativos, triangulação de fontes e construção de mapas do CDC. Os resultados demonstraram que o CDC dos professores se caracteriza pela transformação do conhecimento técnico em conteúdo acessível e didático, um processo sustentado pela integração da sua experiência profissional, uma adaptação ao contexto educacional da universidade e uma abordagem holística. A identificação dos componentes do modelo hexagonal confirmou a presença e aplicação dos seis elementos: Conhecimento de Conteúdo (domínio técnico de IS), Conhecimento do Aluno (compreensão das necessidades dos estudantes), Conhecimento Curricular (alinhamento com os objetivos do programa), Estratégias de Ensino (uso de ferramentas para facilitar a compreensão), Conhecimento de Avaliação (métodos para medir a aprendizagem) e Eficácia do Professor (reflexão contínua). A análise determinou que estes componentes relacionam-se de forma dinâmica e integrada, onde o conhecimento do aluno e a avaliação retroalimentam constantemente as estratégias de ensino, em um processo de transformação do conhecimento mediado pela reflexão docente. Na construção do CDC, foram identificados os Eixos DOC: os Dinamizadores (inovação tecnológica e interesse dos professores), os Obstáculos (formação pedagógica inicial limitada, superada pela experiência) e os Questionamentos (necessidade de adaptar o ensino às demandas do século XXI). Concluiu-se que o CDC analisado é fundamental para transformar conteúdos especializados em ferramentas pedagógicas eficazes, estabelecendo uma estrutura para a inovação educacional na Engenharia Topográfica. Sob a perspectiva de Milton Santos, o estudo evidencia que o ensino de Geotecnologias, através de um CDC robusto, permite conectar os objetos técnicos com as implicações sociais na construção dinâmica do espaço geográfico, formando engenheiros com uma visão crítica e integral.
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    (Cri)ação do professor-sujeito da educação contemporânea: arte que diz o indizível
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-09-30) Opa, Cláudia Bailão; Farias, Maria de Lourdes Soares Ornellas; Santos, Luciano Costa; Leiro, Augusto César Rios; Silva, Genilson Conceição da; Soares, Moema Ferreira
    A presente pesquisa, nomeada “(CRI)AÇÃO DO PROFESSOR-SUJEITO DA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA: arte que diz o indizível”, nasce das inquietações e inspirações que enlaçam os campos da arte, da psicanálise e da educação como uma tríade possível de ser enodada para o advir do professor-sujeito, a partir de questões epistêmico-teórico-metodológicas referenciadas no processo formativo desse professor e na sua condição de sujeito que opera por sua marca subjetiva. Tem como objetivo geral o desejo de investigar a arte, pela via da subjetivação, na construção formativa do professor-sujeito que faz ato com a arte, laço com a (cri)ação, na constituição do processo de ensinar e aprender. Para tanto, a investigação se sustenta na abordagem qualitativa em educação, apoiada nos teóricos, enlaçada no tripé lócus-sujeito-dispositivo, na configuração do campo empírico. Assim posto, o lócus da pesquisa é uma escola pública de ensino fundamental, de médio porte, no município de Camaçari/BA; os sujeitos são cinco professores da Educação Básica (da referida escola), selecionados pelo princípio do desejo, com diversidade de perfis. Os dispositivos de colheita selecionados são: entrevista semiestruturada, ciranda de palavras e ateliê artístico. O processo de análise se assenta na Análise do Discurso (AD), de vertente pecheutiana, defendida por Pêcheux (2015) e Orlandi (2012). Para essa aposta, foram convidados teóricos que têm aderência a essa formação discursiva: Freud (1979/2020), Lacan (1962/1992), Ornellas (2005/2018/2019), Lajonquière (1999/2006), Mae Barbosa (2006/2010/2016), entre outros. A análise dos dispositivos revelou que dimensões fundantes da docência contemporânea são atravessadas pela arte. As falas mostraram os seguintes achados: a formação docente emerge como lugar de queixa, em que os professores denunciam a ausência de políticas de formação continuada; as narrativas dos professores de arte revelam trajetórias marcadas pela paixão, pela resistência e pelo desejo de transformação social por meio da arte; os discursos dos cinco professores constroem uma representação da docência em arte como prática de resistência; os professores-sujeitos estabelecem relações entre o pensar e o fazer, entre a opressão e a libertação, a conservação e a transformação social da realidade; a arte não se limita ao produto final, mas se constrói ao longo de um trajeto que envolve tentativas, erros e transformações; o ato artístico simbolizado torna visível, dá forma ao que é irrepresentável. Conclui-se, portanto, que a formação dos professores de arte, quando articulada ao tripé arte-psicanálise-educação, torna-se uma experiência contínua e inacabada, que se dá em poiésis, em que a (cri)ação do professor-sujeito se enlaça metaforicamente numa estrutura borromeana lacaniana, de modo que o real, o simbólico e o imaginário inscrevam a rubrica da educação contemporânea.
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    A contação de histórias na formação docente: reflexos na professoralidade
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-06-18) Penha, Laís Maria de Brito Lima; Oliveira, Rosemary Lapa de; Barbosa, Ana Rita de Cássia Santos; Sitja, Liége Maria Queiroz
    No mundo contemporâneo, a prática de contar histórias nas escolas é muito profícua, principalmente no ensino infantil. Porém, observa-se uma falta de continuidade dessa prática nos anos escolares seguintes. Ao lançar luz sobre a contação e sua relação com o/a pedagogo/a, compreende-se que essa prática, em algum momento da vida atravessou esse/a profissional em sua constituição ou faz parte de sua vivência profissional. A partir disso, surge o problema da pesquisa: Como se dá o processo de formação docente como contador de histórias e de que modo essa prática reflete na sua professoralidade? Alguns teóricos que fundamentam as categorias da pesquisa são: Contação de Histórias (Busatto, 2007, 2012; Coelho, 2006; Oliveira, 2017; Oliveira e Santos, 2020; Santos, 2013; Santos, Apoema e Arapiraca, 2018); Oralidade (Marcuschi, 2007; Ong, 1998; Magalhães; Ferreira, 2019; Oliveira, 2011, Hampâté Bâ ,2010)); Formação de Professores (Dominicé, 1988; Ibernon, 2008; Freire, 1991, 1997; Nóvoa, 1992, 2009; Pineau, 1988; Tardif, 2011) e Professoralidade (Morgado, 2011; Roldão, 2005; Pereira, 2016). A presente pesquisa tem como objetivo geral: compreender o papel da contação de histórias no processo de professoralidade em docentes do Ensino Fundamental Anos Iniciais e como objetivos específicos: identificar o processo de professoralização através da ação docente voltada para a oralidade; descrever o percurso formal (graduação, pós-graduação lato sensu, cursos livres ou de extensão) na formação continuada do/a docente contador/a de histórias e caracterizar as práticas de contação de história de docentes do Ensino Fundamental Anos Iniciais no seu fazer docente para traçar um perfil do processo formativo e escolha de repertório. A metodologia utilizada é a (auto)biográfica e o dispositivo é entrevista narrativa com docentes de uma escola municipal de Salvador. Como resultados, a pesquisa revelou que a contação de histórias (CH) na formação docente (FD) é atravessada por experiências familiares, escolarização e trajetórias formativas formais e informais, contribuindo diretamente para a construção de competências práticas pedagógicas e para o fortalecimento dos vínculos em sala de aula. No entanto, observou-se a ausência de abordagem sistemática da CH nos currículos de formação docente em Pedagogia, evidenciando uma negligência curricular. Mesmo sem se reconhecerem plenamente como contadoras, as docentes utilizam a oralidade de forma intencional e significativa, demonstrando a existência de múltiplas formas legítimas de narrar. A prática da CH é comumente utilizada para explorar temas como identidade, emoções e estímulo à leitura, enfatizando seu papel no desenvolvimento emocional e social, além de seu potencial para aprimorar a prática pedagógica. Valorizar a CH como um eixo estruturante da professoralidade exige repensar a formação docente para além de modelos padronizados, ampliando o reconhecimento da oralidade como produtora de conhecimento. Essa valorização passa também por compreender o espaço escolar como ambiente de ecoformação, onde experiências e trocas coletivas impulsionam o desenvolvimento docente. Dessa forma, a CH se consolida como prática formadora que, ao articular oralidade, imaginação e intencionalidade pedagógica, potencializa o exercício docente e contribui para a construção de um fazer educativo mais criativo, humano e transformador.