Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH9
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- ItemDesafios e conquistas na formação de leitores: condições para transformar a persepção da leitura em oficina com estudantes dos anos finais do ensino fundamental.(Universidade Estadual da Bahia, 2025-02-22) Oliveira, Mariana Pereira Gomes; Wanderley, Marta Maria Silva de Faria; Ferrarezi Junior, Celso; Oliveira, Aderlan Messias deEsse trabalho teve o objetivo verificar se uma oficina sobre leitura pode contribuir, de alguma maneira, para a transformação da percepção da leitura entre estudantes do 8º e 9º anos do ensino fundamental. Além disso, busca-se compreender as dificuldades enfrentadas pelos alunos e refletir sobre práticas possíveis para transformar a leitura em uma experiência prazerosa e significativa. Diante disso, o trabalho teve como problema de pesquisa o seguinte questionamento: A oficina de leitura constitui componente capaz de contribuir para transformar a percepção da leitura entre estudantes 8° e 9° anos do ensino fundamental? Para isso, foi elaborada uma pesquisa de natureza quali-quantitativa por meio da metodologia de pesquisa ação. Os participantes foram estudantes das séries finais do ensino fundamental de uma escola pública na cidade de Barreiras, na Bahia. Em relação aos procedimentos, foram aplicados dois questionários: um antes da oficina e outro após sua conclusão, com o intuito de comparar eventuais mudanças na percepção dos estudantes sobre a leitura. A fundamentação teórica deste estudo baseou-se, sobretudo, em obras de Martins (2012), Ferrarezi e Carvalho (2017), Silva (2005), Kleiman (2022) e Antunes (2003). Ao término da pesquisa, constatou-se que a oficina, além de alterar a percepção dos alunos sobre a leitura, conseguiu promover reflexões significativas entre eles, sobre o assunto. Os estudantes demonstraram engajamento no trabalho com os textos e indicaram uma melhora na sua capacidade de interpretação.
- ItemEducação escolar indígena Atikum: um estudo das práticas pedagógicas no processo de ensino-aprendizagem em escola do campo no município de Cotegipe, Oeste da Bahia(Universidade do Estado da Bahia - DCH - Campus IX, 2025-01-09) Gomes Lima, Alice; Oliveira, Messias de, Aderlan; Wanderley, de Faria Silva Maria, Marta; Pavão, Bosco, JoãoO presente trabalho tem como objetivo analisar as práticas pedagógicas adotadas na Escola Municipal Indígena Atikum, na comunidade de Benfica, Cotegipe-Bahia. Os Atikum residentes de Benfica são originários do estado de Pernambuco e chegaram às terras do Oeste da Bahia em 1992, onde encontraram na referida comunidade, um lugar para viver em detrimento da fuga de violências à época. A análise parte da perspectiva do processo sócio-histórico do Brasil, tendo como referência o processo de aculturação dos povos indígenas, o qual deixou marcas profundas na memória dos originários. Nesse viés, busca-se por meio das examinações, reflexões no que tange o direito à educação no contexto indígena no país, haja vista ser um direito fundamental, conforme assegura a Constituição de 1988. Dessa forma, o trabalho foi dividido em duas seções: a primeira, buscou por meio da historiografia indígena nacional uma análise sobre as mudanças na história no que se refere à conquista das políticas públicas indigenistas; a segunda tratou da realidade atual, a partir de uma visão indigenista do grupo Atikum. Para a concretização da investigação foram abordados autores como Krenak (2019), Potiguara (1989), Vygotsky (1984), Mundukuru (2009) e Boas (2010). Pode-se afirmar que a partir das observações, diálogos e fundamentações, que a realidade da educação indígena brasileira é um desafio e carece de transformações. Além disso, a escola rural vive um sucateamento e falta investimento para funcionar, mesmo minimamente, dentro das perspectivas da comunidade, estudantes e corpo docente. Dessa forma, busca-se por meios legais, mudanças significativas no que se refere a educação indígena, no contexto escolar rural, como um currículo específico, adequações estruturais, materiais didáticos indigenistas e capacitação docente.
- ItemBernardo Guimarães e a representação das relações raciais no contexto escravista do século XIX: um estudo analítico-reflexivo do romance A Escrava Isaura.(Universidade do Estado da Bahia, 2024) Silva, João Victor Santos da; Santos, Josânia Silva; Teixeira Júnior, Nelson de Jesus; Sopran, Fátima LeonorEste trabalho tem como objetivo analisar as complexidades das relações raciais e sociais do século XIX no Brasil, a partir da leitura do romance A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães. Para tal, enfocamos as problemáticas relacionadas à miscigenação, especialmente nas vivências de Isaura, uma escrava de pele clara e protagonista da obra. Nesse contexto, investigamos as relações-problemas identificadas no enredo, contrastando-as com questões históricas do período da narrativa. Além disso, discutimos o papel da miscigenação na obra, destacando como Isaura, apesar de sua pele clara, enfrenta injustiças devido à sua ascendência mista. Para examinar esses dilemas, realizamos uma pesquisa qualitativa fundamentada em uma leitura crítica e descritiva do acervo bibliográfico que sustenta esta monografia. O interesse pela temática surgiu do reconhecimento de que o romance reflete as disparidades enfrentadas por indivíduos sob um viés racial, fatores ainda presentes no contexto atual, tornando essencial a elaboração de pesquisas no âmbito universitário para promover a conscientização e a compreensão das experiências das comunidades racialmente marginalizadas. A análise concentrou-se em trechos específicos da obra, corroborando a hipótese de que o tratamento privilegiado recebido por Isaura, em comparação aos escravos negros, deve-se à coloração de sua pele. No entanto, sua pele clara e a classificação como bela não anulam sua miscigenação, sendo filha de uma escrava negra, o que é suficiente para que ela seja desumanizada e mantida como escrava. Como suporte teórico, este trabalho utilizou principalmente os estudos de Candido (1999-2002), Coutinho (1986), Guinsburg (1985), Moisés (2010), Munanga (2020), Nascimento (1978), entre outros estudiosos de literaturas e fatores étnico-raciais. Por fim, o romance A Escrava Isaura permitiu-nos refletir acerca das vicissitudes das identidades brasileiras, especialmente considerando as desigualdades sociais em uma nação miscigenada, onde a proximidade da identidade negra gera obstáculos, enquanto a aproximação de características brancas suscita privilégios.
- ItemA descrição do mundo feminino no século XIX: o diálogo entre as obras Orgulho e Preconceito, O Visconde que Me Amava, e Senhora(Universidade do Estado da Bahia , 2023-12-08) Oliveira, Angélica Silva; Neres, Gleiciane Domingos; Sopran, Fátima Leonor; Souza, Alan Brasileiro de; Cruz, Erica Neitzke daA presente monografia tem como objetivo principal investigar o papel que a mulher exercia na sociedade do século XIX e o diálogo existente entre as personagens principais das obras "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen, "O Visconde que me amava", de Julia Quinn e “Senhora", de José de Alencar. A realização desta análise foi baseada na Literatura Comparada, devido ao fato de ter sido feita uma análise comparativa acerca de aspectos do mundo feminino no contexto do século XIX, produzidas em culturas e contextos diferentes. Aqui, são analisados um romance brasileiro, um inglês e um norte-americano. Essa análise abarca aspectos sociais da vida de uma mulher dois séculos atrás, pontuando como elas eram vistas, sua educação e seus projetos de vida, comparando como cada autor aborda esses problemas, a fim de procurar semelhanças e divergências entre elas, sendo assim, esse trabalho faz um estudo de gênero. O trabalho tem como referencial teórico os estudos de Carvalhal (2006), Nitrini (1997), Boniatti (2000), Woolf (2019), Costa (2018), entre outros. Após a comparação, foi possível perceber que, apesar de suas diferenças culturais e de época, os três autores conseguiram descrever o universo feminino do século XIX com verossimilhança, ressaltando os desafios e a personalidade de cada protagonista.
- Item(Discursi)vivências de corpos dissidentes no ambiente escolar: algumas leituras discursivas(Universidade do Estado da Bahia, 2023-12-15) Silva, Thiago Carneiro da; Nunes, Oliver França; França, Thiago Alves; Corrêa, Diego Carvalho; Melo, Sandra Cristina Lousada de; Silva, Cláudia Rocha daEsta pesquisa surge a partir das nossas vivências no ambiente escolar, enquanto corpos que dissidem gênero, sexualidade e raça. Nosso questionamento inicial foi: o que a escuta discursiva de sujeitos expulsáveis pode “revelar” sobre as relações de poder e de resistência no ambiente escolar? É nessa perspectiva que seguimos o nosso objetivo principal de compreender, através da escuta discursiva, o funcionamento de relações de poder no ambiente escolar, sobretudo no que tange à vivência de corpos dissidentes. A análise das Sequências Discursivas, produzidas a partir de duas entrevistas, foi realizada através da Análise de Discurso pecheutiana, introduzida no Brasil por Eni Orlandi. O texto se organiza a partir de diálogos mobilizados através de alguns teóricos principais e seguindo a seguinte sequência: i) “Entre a máquina de expulsão e espaço do acolhimento: breves reflexões sobre a história da escola”, quando pensamos com Bourdieu (1988), Freire (1969), Preciado (2014) e Vergueiro (2016); ii) “Discussões e análises”, dialogando com Indursky (2011), Lagazzi (1998), Orlandi (2002), Foucault (2004; 2001). A partir dos movimentos de análise, compreendemos que a escuta discursiva é uma prática fundamental para colocar em destaque os sentidos de escola, que, ao mesmo tempo que pode acolher, também pode provocar fissuras violentas na formação identitária de corpos dissidentes.