“Furacão de vento em folhas secas”: feitiçaria e matrimônio na Bahia colonial (1690-1708)
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Resumo
Este trabalho tem por objetivo analisar as práticas mágicas referentes à “preservação da afetividade” a partir da denúncia do Capitão da Infantaria da Ordenança Domingos Pinto Ferraz contra sua própria esposa, Maria Pereira, bem como de delações menores, que não chegaram a tomar maiores considerações por parte do Tribunal do Santo Ofício. Possuindo todos os parâmetros para ascender em meio a sociedade, o Capitão, natural de Portugal, residia no Recôncavo da Bahia nas vizinhanças onde vivia Maria Pereira e sua família. Domingos e Maria enlaçaram-se em uma história de amor e desejo que, na concepção dele, desenvolveu-se de maneira forçosa, a partir do uso de sortilégios, que o teriam levado ao casamento. Quinze anos após a primeira denúncia, sem receber respostas, Domingos Pinto Ferraz escreveu uma carta endereçada à mesa do Tribunal, relembrando e detalhando novamente supostos crimes cometidos por Maria Pereira, mas também trazendo à luz outros delitos dela, que ainda era sua esposa.