Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH5
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Submissões Recentes
Agora exibindo 1 - 5 de 52
- ItemO discurso sobre o feminicídio de uma delegada: culpabilização da mulher e invibilização do machismo(Pontes Editores, 2026-02-20) Oliveira, Fabio Araújo; Santos , Nadia de JesusO capítulo "O discurso sobre o feminicídio de uma delegada: culpabilização da mulher e invisibilização do machismo", de Nadia de Jesus Santos e Fábio Araújo Oliveira, analisa como o discurso midiático, ao narrar o feminicídio de uma delegada, reproduz mecanismos de revitimização e apaga os marcadores estruturais do machismo.
- ItemEducação bilíngue e letramento visual: desafios no ensino de língua portuguesa para alunos surdos(Universidade do Estado da Bahia, 2026) Santos, Iara Thais Nunes dos; Meireles , Maximiano Martins de; Mariano, Luciana Vieira; Matos, Maria Izabel Freitas Santos deA educação bilíngue de estudantes surdos na Educação Básica constitui um dos principais desafios da educação inclusiva contemporânea, especialmente no que se refere ao ensino da Língua Portuguesa como segunda língua e à valorização dos letramentos visuais. Considerando que a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é, em geral, a primeira língua desses estudantes, torna-se imprescindível repensar práticas pedagógicas que respeitem suas especificidades linguísticas, culturais e cognitivas. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo analisar os desafios da educação bilíngue e do letramento visual no ensino de Língua Portuguesa para alunos surdos, a partir da produção acadêmica publicada nas últimas décadas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentada em estudos de referência na área da educação de surdos e do bilinguismo, bem como em documentos legais que asseguram o direito à educação bilíngue, como o Decreto nº 5.626/2005 e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018). Os resultados evidenciam que, embora haja consenso teórico sobre a centralidade da Libras como língua de instrução, da visualidade como eixo de aprendizagem e da adoção de práticas bilíngues no ensino da Língua Portuguesa, ainda persistem fragilidades na formação docente, escassez de materiais didáticos acessíveis e práticas pedagógicas pouco sistematizadas. Conclui-se que a efetivação de uma educação verdadeiramente inclusiva para estudantes surdos depende da consolidação de políticas públicas, da formação continuada de professores e da adoção de práticas pedagógicas que reconheçam a visualidade e o bilinguismo como eixos estruturantes do ensino de Língua Portuguesa.
- Item"Vou achar normal ir na casa de banho": uma análise do uso variável das preposições locativas no português falado em moçambique(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-10) Pereira, Milena Barbosa; Silva, Manoel Crispiniano Alves da; Azevedo, Matheus de Araújo; Almeida, Gilce de SouzaPretende-se, neste estudo, analisar a variação das preposições locativas que regem o verbo ir de movimento no português falado em Moçambique, observando as similaridades e as diferenças entre o português de Moçambique (PM) e as outras variedades do português. A fim de realizar essa investigação, utilizou-se um corpus feito por Mutoba (2025), composto por registros de falas extraídas de um programa televisivo intitulado “Show do Fred”, exibido pela emissora “Tua Tv”. O materialutilizado foi selecionado a partir de segmentos de fala de seis produções televisivas, correspondentes a três cidades moçambicanas: Nampula, Beira e Maputo, que representam, respectivamente, as regiões Norte, Centro e Sul do país. Portanto, foram encontradas vinte e oito ocorrências das preposições a, para, em regendo o verbo ir de movimento. Em suma, embora não se possa fazer um estudo sociolinguístico clássico devido ao número reduzido de ocorrências, os dados revelam traços relevantes quanto ao uso variável dessas preposições, permitindo identificar padrões semelhantes no que tange às preposições que regem o verbo ir de movimento no Português Brasileiro (PB), no PM e no Português de São Tomé (PST) e uma diferença em relação ao Português Europeu (PE), pois, diferentemente da norma lusitana, o PM apresentou a preposição “em” regendo o verbo ir de movimento, assim como nas outras variedades formadas em circunstância histórica de intenso e maciço contato entre línguas.
- ItemDa janela para a tela: a arte poética que resiste na era digital(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Rodrigues, Erika dos Santos; Quadros, Carla de; Souza, Ana Carolina Cruz deO presente artigo analisa as transformações vividas pela poesia na era digital, investigando de que modo a interatividade e a multimodalidade redefinem a experiência estética e o papel do leitor diante das novas tecnologias de comunicação. O estudo objetiva, ainda, compreender como a poesia se ressignifica ao migrar do suporte impresso para o digital, especialmente em plataformas como o Instagram. Considerando o diálogo entre tradição e inovação, discutem-se aproximações entre os princípios da poesia concreta e as práticas poéticas que emergem nas redes sociais. Adota-se uma metodologia de abordagem qualitativa e descritivo-analítica, fundamentada em autores como Jauss (1994), Chartier (1999) e Santaella (2010), o corpus analítico é composto por publicações dos perfis poéticos @ondejazzmeucoracao, de Ryane Leão, e @poesia.flix. Os resultados apontam que a poesia digital amplia o acesso à criação literária e promove uma recepção mais interativa e colaborativa, na qual o leitor atua como cocriador da obra. Conclui-se que a poesia digital não apenas resiste, mas se reinventa como uma arte viva, participativa e plural, reafirmando sua relevância estética e cultural nas dinâmicas da cibercultura contemporânea.
- ItemUso variável do “te” e do “lhe” no português falado em Seabra-Ba(Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-17) Rosário, Ithana Nogueira; Silva, Manoel Crispiniano Alves da; Almeida, Gilce de Souza; Guimarães , Tassila Ferreira ValleCom este trabalho, busca-se investigar o uso variável dos clíticos pronominais “te” e “lhe” no português falado em Seabra-BA. Para desenvolver essa investigação, utilizou-se um corpus de língua falada, pertencente ao projeto “Seabra à Chapada: coletando, explorando e mapeando dados sociolinguísticos”, o qual possui um conjunto de 18 entrevistas sociolinguísticas gravadas em situações de interação espontânea. O objetivo principal foi analisar como a escolha entre essas duas formas pronominais é influenciada por fatores linguísticos e sociais, como a função sintática do pronome, o contexto de formalidade, a idade, o sexo e a escolaridade. No entanto, não foi possível realizar um estudo sociolinguístico clássico devido ao baixo número de ocorrências. No corpus, foram encontradas 44 ocorrências, sendo 40 do “te” e 4 do “lhe”. Diante das limitações impostas pela quantidade reduzida de dados, a análise qualitativa das ocorrências não permite tirar conclusões definitivas, mas sugere uma predominância do uso de "te", especialmente em contextos informais e uma maior frequência do "lhe" em contextos formais. A análise do perfil social dos participantes sugere uma leve tendência de uso do "lhe" por falantes com maior nível de escolaridade. A alternância observada reflete uma tendência comum no português brasileiro (PB), com semelhanças ao que foi encontrado em outras regiões da Bahia, como Salvador e Feira de Santana. O trabalho contribui para a compreensão da variação linguística na Chapada Diamantina, uma região pouco explorada sob a ótica Sociolinguística, e destaca a necessidade de investigações futuras com um corpus ampliado que permita uma análise mais robusta dos fatores sociais e linguísticos que influenciam a escolha entre os pronomes "te" e "lhe