Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH5
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- ItemUso variável do “te” e do “lhe” no português falado em Seabra-Ba(Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-17) Rosário, Ithana Nogueira; Silva, Manoel Crispiniano Alves da; Almeida, Gilce de Souza; Guimarães , Tassila Ferreira ValleCom este trabalho, busca-se investigar o uso variável dos clíticos pronominais “te” e “lhe” no português falado em Seabra-BA. Para desenvolver essa investigação, utilizou-se um corpus de língua falada, pertencente ao projeto “Seabra à Chapada: coletando, explorando e mapeando dados sociolinguísticos”, o qual possui um conjunto de 18 entrevistas sociolinguísticas gravadas em situações de interação espontânea. O objetivo principal foi analisar como a escolha entre essas duas formas pronominais é influenciada por fatores linguísticos e sociais, como a função sintática do pronome, o contexto de formalidade, a idade, o sexo e a escolaridade. No entanto, não foi possível realizar um estudo sociolinguístico clássico devido ao baixo número de ocorrências. No corpus, foram encontradas 44 ocorrências, sendo 40 do “te” e 4 do “lhe”. Diante das limitações impostas pela quantidade reduzida de dados, a análise qualitativa das ocorrências não permite tirar conclusões definitivas, mas sugere uma predominância do uso de "te", especialmente em contextos informais e uma maior frequência do "lhe" em contextos formais. A análise do perfil social dos participantes sugere uma leve tendência de uso do "lhe" por falantes com maior nível de escolaridade. A alternância observada reflete uma tendência comum no português brasileiro (PB), com semelhanças ao que foi encontrado em outras regiões da Bahia, como Salvador e Feira de Santana. O trabalho contribui para a compreensão da variação linguística na Chapada Diamantina, uma região pouco explorada sob a ótica Sociolinguística, e destaca a necessidade de investigações futuras com um corpus ampliado que permita uma análise mais robusta dos fatores sociais e linguísticos que influenciam a escolha entre os pronomes "te" e "lhe
- ItemEntre a prescrição e a hetrogeneidade da língua: a indeterminação do sujeito no livro didático de língua portuguesa do ensino médio(Universidade do Estado da Bahia, 2025-04-24) Soares , Rosana Santos; Silva , Manoel Crispiniano Alves da; Barros, Isis Juliana figueredo de; Meireles , Maximiano MartinsCom este estudo, investiga-se como o sujeito indeterminado é tratado nos livros didáticos de Língua Portuguesa do Ensino Médio. A análise é realizada por meio de uma coleção de volume único, aprovada pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em 2021. Nesse sentido, para realizar esta investigação, foram utilizados como referencial teórico os gramáticos Rocha Lima (2008), Cunha e Cintra (2001), Bechara (1966), entre outros, e os postulados de Perini (2000) e Castilho (2014), bem como os trabalhos sociolinguísticos de Milanez (1892), Pontes (2008), Assunção e Almeida (2016) e Santana (2006). Em suma, os resultados apontam que o material reconhece apenas as estratégias preconizadas pela gramática tradicional, ou seja, para se indeterminar o sujeito, o falante deve utilizar o verbo na terceira pessoa do plural (falaram de ti) ou usar o “se” indeterminador (precisa-se de ajuda). Assim, para um ensino de Língua Portuguesa que leve o aluno a reconhecer a heterogeneidade da língua é preciso ir além das prescrições gramaticais, mostrando a eles que os falantes utilizam outras formas para indeterminar o sujeito.
- ItemEntre a prescrição e a heterogeneidade da língua: a indeterminação do sujeito no livro didático de língua portuguesa do ensino médio(Universidade do Estado da Bahia, 2025-04-24) Soares, Rosana Santos; Silva, Manoel Crispiniano Alves da; Barros, Isis Juliana Figueiredo de; Meireles, Maximiano MartinsCom este estudo, investiga-se como o sujeito indeterminado é tratado nos livros didáticos de Língua Portuguesa do Ensino Médio. A análise é realizada por meio de uma coleção de volume único, aprovada pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em 2021. Nesse sentido, para realizar esta investigação, foram utilizados como referencial teórico os gramáticos Rocha Lima (2008), Cunha e Cintra (2001), Bechara (1966), entre outros, e os postulados de Perini (2000) e Castilho (2014), bem como os trabalhos sociolinguísticos de Milanez (1892), Pontes (2008), Assunção e Almeida (2016) e Santana (2006). Em suma, os resultados apontam que o material reconhece apenas as estratégias preconizadas pela gramática tradicional, ou seja, para se indeterminar o sujeito, o falante deve utilizar o verbo na terceira pessoa do plural (falaram de ti) ou usar o “se” indeterminador (precisa-se de ajuda). Assim, para um ensino de Língua Portuguesa que leve o aluno a reconhecer a heterogeneidade da língua é preciso ir além das prescrições gramaticais, mostrando a eles que os falantes utilizam outras formas para indeterminar o sujeito.
- ItemO ensino de literatura como possibilidade efetiva para aplicação da lei 10.639/03 nas escolas(Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-17) Freitas, Laíse Araújo de; Quadros , Carla de; Santos , Aline Nery dos; Mariano , Luciana VieiraO objetivo deste artigo consiste em analisar a aplicabilidade da Lei n° 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileiro, nas aulas de Língua Portuguesa, em um colégio estadual de ensino técnico profissionalizante em Santo Antônio de Jesus. O estudo busca, também, refletir sobre a implementação da referida lei e a falta de políticas públicas que incentivem sua efetivação, considerando as complexidades de um país tão desigual e diverso como o Brasil. A pesquisa adota, inicialmente, uma abordagem com caráter de revisão bibliográfica, desdobrando-se em um enfoque quantitativo e qualitativo mediante análise dos dados coletados, por meio, de questionário eletrônico, sem identificação, aplicado as/aos professoras/es. O estudo parte da hipótese de que o ensino de literatura afro- brasileira ainda é insuficiente ou praticamente inexistente, na escola estudada, refletindo uma realidade macro. A pesquisa visa compreender as principais dificuldades e desafios na efetivação da lei em tela, com vistas a contribuir para o debate acadêmico sobre o tema, ratificando a urgência da efetivação, da mesma, no intuito de minimizar os danos causados a população afro-brasileira.
- ItemMasculinidade tóxica: gênero, raça e classe(Universidade do Estado da Bahia, 2022-12-15) Oliveira, Fábio Araújo; Santos, Nadia de JesusNeste capítulo, refletimos sobre quem são os sujeitos atravessados por uma masculinidade tóxica que violenta mulheres e a si mesmos, entendendo que “as relações de poder que envolvem raça, gênero e classe, por exemplo, não se manifestam como entidades distintas e excludentes” (COLLINS, 2021, p. 16). A continuação desta pesquisa nos permite analisar “a presença de não ditos no interior do que é dito” (PÊCHEUX, 1990, p. 44) na campanha “Novas Masculinidades”, pois, ao se dizer que a violência contra as mulheres é resultado de uma masculinidade tóxica, silenciam-se marcadores sociais que estão relacionados à construção dessa masculinidade, por exemplo.