Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH5

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    Monotongação: uma proposta didática variacional para o ensino de Língua Portuguesa.
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Cunha, Larissa Amaro; Lemos, Dayane Moreira; Moura, Deije Machado de; Baldoino, Jacson Silva
    Este trabalho surge de uma proposta do Projeto Estudos Linguísticos e Históricos do Sertão (ELiHS), no âmbito de uma de suas frentes de atuação, o ELiHS na Sala de Aula, e do subprojeto GramaticAção, do qual emergem propostas de jogos voltados ao trabalho com conteúdos gramaticais de forma interativa e contextualizada. O estudo aborda o processo de apagamento da semivogal dos ditongos, a monotongação, com o objetivo de desenvolver um recurso didático que explore esse fenômeno e identificar maneiras de trabalhar a variação linguística, especialmente a monotongação, na sala de aula. Para isso, a pesquisa assumiu caráter qualitativo e descritivo, fundamentado em revisão bibliográfica, e concentrou-se no desenvolvimento de um recurso didático em formato de jogo físico para o trabalho com a monotongação no contexto da variação linguística. O estudo foi alinhado aos pressupostos de Labov (2008), da Sociolinguística Educacional (Bortoni-Ricardo, 2004), das metodologias ativas (Morán, 2015) e da proposta de ensino de gramática em três eixos (Vieira, 2018). Como resultado, foi elaborado o jogo MonotongAção, recurso didático que organiza o trabalho com a monotongação de forma contextualizada e alinhada aos princípios da variação linguística, da reflexão gramatical e das metodologias ativas. O material sistematiza etapas de abordagem do fenômeno, integra os três eixos de ensino de gramática e propõe atividades que favorecem a análise, a interação e a tomada de consciência sobre o uso real da língua pelos estudantes. Conclui-se que o jogo MonotongAção constitui uma alternativa viável e promissora para o ensino da variação linguística, especialmente da monotongação, ao propor uma abordagem crítica, reflexiva e interativa da gramática. O recurso didático demonstra potencial para ampliar a consciência linguística dos estudantes, favorecer o protagonismo discente e fortalecer práticas de ensino que reconhecem a heterogeneidade do português brasileiro.
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    O discurso sobre o feminicídio de uma delegada: culpabilização da mulher e invibilização do machismo
    (Pontes Editores, 2026-02-20) Oliveira, Fabio Araújo; Santos , Nadia de Jesus
    O capítulo "O discurso sobre o feminicídio de uma delegada: culpabilização da mulher e invisibilização do machismo", de Nadia de Jesus Santos e Fábio Araújo Oliveira, analisa como o discurso midiático, ao narrar o feminicídio de uma delegada, reproduz mecanismos de revitimização e apaga os marcadores estruturais do machismo.
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    Educação bilíngue e letramento visual: desafios no ensino de língua portuguesa para alunos surdos
    (Universidade do Estado da Bahia, 2026) Santos, Iara Thais Nunes dos; Meireles , Maximiano Martins de; Mariano, Luciana Vieira; Matos, Maria Izabel Freitas Santos de
    A educação bilíngue de estudantes surdos na Educação Básica constitui um dos principais desafios da educação inclusiva contemporânea, especialmente no que se refere ao ensino da Língua Portuguesa como segunda língua e à valorização dos letramentos visuais. Considerando que a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é, em geral, a primeira língua desses estudantes, torna-se imprescindível repensar práticas pedagógicas que respeitem suas especificidades linguísticas, culturais e cognitivas. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo analisar os desafios da educação bilíngue e do letramento visual no ensino de Língua Portuguesa para alunos surdos, a partir da produção acadêmica publicada nas últimas décadas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentada em estudos de referência na área da educação de surdos e do bilinguismo, bem como em documentos legais que asseguram o direito à educação bilíngue, como o Decreto nº 5.626/2005 e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018). Os resultados evidenciam que, embora haja consenso teórico sobre a centralidade da Libras como língua de instrução, da visualidade como eixo de aprendizagem e da adoção de práticas bilíngues no ensino da Língua Portuguesa, ainda persistem fragilidades na formação docente, escassez de materiais didáticos acessíveis e práticas pedagógicas pouco sistematizadas. Conclui-se que a efetivação de uma educação verdadeiramente inclusiva para estudantes surdos depende da consolidação de políticas públicas, da formação continuada de professores e da adoção de práticas pedagógicas que reconheçam a visualidade e o bilinguismo como eixos estruturantes do ensino de Língua Portuguesa.
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    "Vou achar normal ir na casa de banho": uma análise do uso variável das preposições locativas no português falado em moçambique
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-10) Pereira, Milena Barbosa; Silva, Manoel Crispiniano Alves da; Azevedo, Matheus de Araújo; Almeida, Gilce de Souza
    Pretende-se, neste estudo, analisar a variação das preposições locativas que regem o verbo ir de movimento no português falado em Moçambique, observando as similaridades e as diferenças entre o português de Moçambique (PM) e as outras variedades do português. A fim de realizar essa investigação, utilizou-se um corpus feito por Mutoba (2025), composto por registros de falas extraídas de um programa televisivo intitulado “Show do Fred”, exibido pela emissora “Tua Tv”. O materialutilizado foi selecionado a partir de segmentos de fala de seis produções televisivas, correspondentes a três cidades moçambicanas: Nampula, Beira e Maputo, que representam, respectivamente, as regiões Norte, Centro e Sul do país. Portanto, foram encontradas vinte e oito ocorrências das preposições a, para, em regendo o verbo ir de movimento. Em suma, embora não se possa fazer um estudo sociolinguístico clássico devido ao número reduzido de ocorrências, os dados revelam traços relevantes quanto ao uso variável dessas preposições, permitindo identificar padrões semelhantes no que tange às preposições que regem o verbo ir de movimento no Português Brasileiro (PB), no PM e no Português de São Tomé (PST) e uma diferença em relação ao Português Europeu (PE), pois, diferentemente da norma lusitana, o PM apresentou a preposição “em” regendo o verbo ir de movimento, assim como nas outras variedades formadas em circunstância histórica de intenso e maciço contato entre línguas.
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    Da janela para a tela: a arte poética que resiste na era digital
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Rodrigues, Erika dos Santos; Quadros, Carla de; Souza, Ana Carolina Cruz de
    O presente artigo analisa as transformações vividas pela poesia na era digital, investigando de que modo a interatividade e a multimodalidade redefinem a experiência estética e o papel do leitor diante das novas tecnologias de comunicação. O estudo objetiva, ainda, compreender como a poesia se ressignifica ao migrar do suporte impresso para o digital, especialmente em plataformas como o Instagram. Considerando o diálogo entre tradição e inovação, discutem-se aproximações entre os princípios da poesia concreta e as práticas poéticas que emergem nas redes sociais. Adota-se uma metodologia de abordagem qualitativa e descritivo-analítica, fundamentada em autores como Jauss (1994), Chartier (1999) e Santaella (2010), o corpus analítico é composto por publicações dos perfis poéticos @ondejazzmeucoracao, de Ryane Leão, e @poesia.flix. Os resultados apontam que a poesia digital amplia o acesso à criação literária e promove uma recepção mais interativa e colaborativa, na qual o leitor atua como cocriador da obra. Conclui-se que a poesia digital não apenas resiste, mas se reinventa como uma arte viva, participativa e plural, reafirmando sua relevância estética e cultural nas dinâmicas da cibercultura contemporânea.