Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH4

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    A representação da identidade negra na literatura juvenil baiana Você não é invisível, de Lázaro Ramos
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-10) Santos , Anaide Jordão Sampaio dos; Andrade , Jaqueline Nunes; Sousa , Denise Dias de Carvalho; Rios, Éttore Pablo Vilaronga; Cunha, Rúbia Maria de Sousa Lapa
    Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo geral compreender a representação da identidade negra na obra literária Você não é invisível, de Lázaro Ramos. Para tanto, pretende-se analisar os conceitos e as especificidades da literatura voltada para o público juvenil; discutir como a literatura juvenil influencia na construção e na representação da identidade negra, e refletir se há protagonismo negro na obra Você não é invisível, com base nos elementos narrativos. Dessa forma, a metodologia é de cunho qualitativo, com base na análise do universo ficcional criado por Lázaro Ramos. Nesse sentido, apresentamos para a sustentação teórica os seguintes autores: Stuart Hall (2016) para abordar sobre identidade, Regina Zilberman e Marisa Lajolo (2007) e Normeide Cruz (2009) para tratar sobre literatura infantil e juvenil e Kabengele Munanga (2012) para discorrer sobre identidade negra. Os resultados apontam um papel de destaque para jovens negros na obra Você não é invisível, fortalecendo a afirmação da identidade negra, importante para desenvolver, positivamente, as representações sociais de imagens desse povo. Entretanto, de maneira geral, ainda há uma insipiência de personagens negros como protagonistas nas obras juvenis baianas, ocasionando sua invisibilidade na representação da identidade negra de leitores/as adolescentes negros.
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    Memórias abensonhadas: a identidade e o sagrado na poética oral das benzedeiras da cidade de Saúde/BA
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-19) Jesus, Vilebaldo Santos de; Menezes, Adriano Antônio Lima; Vasconcelos, Claúdia Pereira; Cunha, Rúbia Mara de Sousa Lapa
    A presente monografia realiza uma escuta sensível e poética das práticas, memórias e identidades das benzedeiras de Saúde, Bahia, reconhecendo-as como sujeitas históricas e guardiãs de saberes ancestrais que articulam fé, cura e poética oral em uma epistemologia viva, insurgente e comunitária. Alicerçada nas epistemologias das benzedeiras do município (D. Nenzinha; D. Lemilza; D. Nilda; D. Bia e D. Dene) e nas perspectivas da Sociopoética e Contracolonialidade (Gauthier, 2024) e da ideia de Performance (Zumthor, 2007), a pesquisa parte da hipótese de que o ofício das benzedeiras compõe um documento social e histórico, capaz de preservar e transmitir saberes, memórias e identidades afro-indígenas. Ao valorizar a palavra proferida como acontecimento e documento, o estudo revela nas rezas, gestos e rituais dessas mulheres uma produção de conhecimento que se firma fora das lógicas coloniais e eurocêntricas. Evidencia-se, assim, uma religiosidade híbrida, sustentada pela força da oralitura (Martins, 2021 e 2024) e da negativa às narrativas de histórias únicas (Adichie, 2019), expressas em práticas que configuram medicinas ancestrais e poéticas de resistência. O dom, transmitido entre gerações, inscreve-se como herança espiritual e política, reafirmando a centralidade das epistemologias do negro visto por ele mesmo (Nascimento, 2022). A crença, abordada como forma de resistência cultural, histórica e poética, mostra-se estruturante na vida comunitária, especialmente nas confluências (Bispo dos Santos, 2023) que entrelaçam corpo, território, raça, gênero e classe. Cada bênção, compreendida como performance de cura e resistência, torna-se gesto de linguagem e de existência – uma narrativa viva que, ao conjugar fé, palavra e memória, atua como registro histórico e sociopoético de um povo. Inspirando-se em Evaristo (2005), a pesquisa afirma que rezar é narrar, lembrar e resistir ao esquecimento, reafirmando a “escrevivência” das benzedeiras como documento imaterial que cura e reinscreve no tempo as histórias e saberes orais dos interiores. Diante do risco contemporâneo de desaparecimento dessas práticas, o estudo defende sua preservação enquanto patrimônio imaterial e propõe, na desconclusância ou arrudêa, um encerramento circular que celebra a continuidade da escuta e da partilha, reconhecendo que, nas benzedeiras de Saúde/BA, a palavra é corpo, memória e fé – poética ancestral afro-indígena que cura, performa, documenta e resiste.
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    A escuta dos hábitos de escrita da comunidade do Barrocão de Cima
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-09) Jesus, Antônia Cristina Silva de; Santos, Márcia Regina Mendes; Reis, Ilza Carla; Gomes, Antenor Rita
    Este estudo apresenta, por meio de uma abordagem com inspiração etnográfica, reflexões acerca dos hábitos, usos e concepções de escrita da comunidade de Barrocão de Cima, buscando compreender de que maneira essas práticas cotidianas de escrita refletem e constroem identidades sociais e culturais no território. Tendo como suporte teórico, autores como Emília Ferreiro (1993), Orlandi (2001), Roxane Rojo (2009), Chartier (1930), Marcuschi (2001), Ângela Kleiman (1995). Para geração de dados, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, utilizando observação participante, entrevistas e registro de produções escritas em diferentes suportes, mensagens instantâneas, documentos comunitários, bilhetes e anotações domésticas. Os resultados apontam que, mesmo diante de desafios estruturais e de acesso às tecnologias, os moradores mobilizam diferentes letramentos que atendem a demandas comunicativas, afetivas e organizacionais da vida em comunidade. Tais práticas revelam sujeitos autores de suas próprias narrativas e demonstram que a escrita, para além de uma habilidade escolar, constitui-se como ferramenta de resistência, afirmação identitária e manutenção da memória local. Assim, este estudo contribui para a valorização de comunidades muitas vezes invisibilizadas pelos discursos hegemônicos e reforça a importância de uma escuta sensível dos modos de dizer e registrar o mundo que emergem do cotidiano.
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    Aprendizagem contextualizada e significativa no ensino de Língua Portuguesa: a construção de saberes por meio do uso dos gêneros e da prática social
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-09) Santos, Priscila da Cruz; Mendes, Márcia; Gomes, Antenor Rita; Vilela, Patrícia
    Este trabalho investiga como os gêneros textuais e a prática do letramento podem ser utilizados nas aulas de Língua Portuguesa para promover uma aprendizagem mais contextualizada e significativa. A pesquisa parte da compreensão de que, ao trabalhar textos, temas e acontecimentos ligados à realidade local, social e cultural dos estudantes, o ensino se torna mais próximo, atrativo e relevante. Essa abordagem favorece a participação ativa dos alunos, que passam a discutir, comentar e interpretar os conteúdos com maior envolvimento, reconhecendo-se como sujeitos capazes de agir sobre o próprio contexto. Assim, a leitura e a escrita deixam de ser práticas escolares isoladas e assumem a função de instrumentos de compreensão e reflexão sobre o mundo, contribuindo para uma formação crítica, autônoma e alinhada às experiências reais dos estudantes.
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    A representação da identidade feminina na literatura cor-de-rosa contemporânea - narrativas de Bridget Jones, uma personagem Chick Lit
    (Universidade do Estado da Bahia, 2021) Costa, Acsa Santana; Freitas, Jaiara da Silva; Sousa, Denise Dias de Carvalho; Ubiratan Sobrinho , Abinálio; Silva , Maria Iraídes da
    Este Trabalho de Conclusão de Curso situa-se na área de Literatura, especificamente, da Literatura cor-de-rosa contemporânea (Chick Lit). Nessa perspectiva, buscamos estudar a representação da identidade feminina a partir das narrativas de Bridget Jones, uma personagem chickliteana, com o objetivo de compreender o lugar da literatura cor-de-rosa contemporânea nos romances da série O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding. Esta obra foi escrita na década de 1990, cuja publicação representou o marco da era Chick lit, gênero de ficção que aborda questões das mulheres modernas. Para tanto, foi realizada uma Revisão de Literatura utilizando-se como base teórica e analítica a Análise Estrutural da Narrativa, a Análise do Discurso e os Estudos Culturais a partir dos estudos de autores como Chartier (1991), Sousa (2014), Reuter (2007), Hall (2015), Willer (2015), dentre outros. Neste trabalho, refletimos e estudamos sobre as origens e os conceitos da literatura cor-de-rosa e chick lit; sobre a personagem Bridget Jones e suas narrativas, buscando entender as personagens e traçar semelhanças e diferenças, além de discutirmos sobre a representação da identidade feminina na literatura cor-de-rosa contemporânea.