Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH4
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- ItemExplorando novas abordagens no ensino da gramática normativa: potencialidades das metodologias ativas, a gamificação e a sala de aula invertida(Universidade do Estado da Bahia, 2024-07-12) Silva , Maiara Nascimento; Subrinho, Abinálio Ubiratan da Cruz; Santana, Thaís Nascimento; Sousa, Nilcélio Sacramento deAs metodologias ativas são abordagens pedagógicas que colocam o aluno como protagonista de aprendizagem, promovendo sua participação ativa e crítica, essas metodologias valorizam a interação, a colaboração, e a construção coletiva do conhecimento. As metodologias ativas representam uma transformação na educação, tornando-a mais dinâmica, interativa e centrada no aluno, preparando-o melhor para os desafios do mundo moderno. O objetivo deste estudo é analisar a eficácia das metodologias ativas, a gamificação e a sala de aula invertida, como do principal recurso no ensino da gramática normativa, examinando os avanços em decorrência do uso destes métodos e as experiências no processo de aprendizagem. Para alcançar este objetivo, realizamos uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório com uma revisão de literatura, utilizando a leitura para análise de todo material encontrado, oficinas pedagógicas e roda de conversa. Os resultados revelaram que o uso das metodologias ativas no ensino da gramática normativa. Os resultados revelaram que o uso dos métodos ativos desperta o interesse dos alunos, auxilia no trabalho em equipe, instiga o interesse pelo conteúdo e estreita os laços estabelecidos entre professor e a turma. Diante dos resultados podemos concluir que as metodologias ativas implicam positivamente no engajamento dos alunos, no desenvolvimento de habilidades sociais, na aprendizagem significativa, na autonomia e responsabilidade, aproximação entre teoria e prática, incentivo à reflexão e a autoavaliação e diversificação de estratégias de ensino.
- ItemCorpos que bailam: A discursivização da mulher nas músicas do pagodão baiano de paredão(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-16) Silva, Edilaine Santos; Santos, Girleide Ribeiro Cunha; Santana, Thais Nascimento; Menezes, Adriano Antônio LimaNeste trabalho, buscou-se analisar as representações discursivas sobre mulher e corpo que circulam nas músicas do pagodão baiano de paredão considerando um recorte temporal de 2020 a 2024. O corpo é aqui tomado como deslocamento do campo biológico para o campo discursivo. A análise pautou-se na teoria da Análise de Discurso (AD) de linha francesa, utilizando os estudos propostos por Michel Pêcheux (2011) e Eni Orlandi (2015). A memória discursiva e o silêncio foram utilizados como dispositivo de análise, além de outros conceitos teóricos acionados como sujeito, ideologia, formações discursivas. O corpus da pesquisa foi constituído a partir das letras das músicas do pagodão baiano de paredão, bem como os respectivos videoclipes. Seguindo assim, para os procedimentos de análise em que foram consideradas as representações discursivas das mulheres materializadas nestas letras de música e também na captura de algumas imagens dos videoclipes relacionas às músicas. Percebeu-se que as canções do gênero musical mencionado trazem discursos que se pautam numa ideologia patriarcal e de controle dos corpos femininos.
- ItemA representação da identidade negra na literatura juvenil baiana Você não é invisível, de Lázaro Ramos(Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-10) Santos , Anaide Jordão Sampaio dos; Andrade , Jaqueline Nunes; Sousa , Denise Dias de Carvalho; Rios, Éttore Pablo Vilaronga; Cunha, Rúbia Maria de Sousa LapaEste Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo geral compreender a representação da identidade negra na obra literária Você não é invisível, de Lázaro Ramos. Para tanto, pretende-se analisar os conceitos e as especificidades da literatura voltada para o público juvenil; discutir como a literatura juvenil influencia na construção e na representação da identidade negra, e refletir se há protagonismo negro na obra Você não é invisível, com base nos elementos narrativos. Dessa forma, a metodologia é de cunho qualitativo, com base na análise do universo ficcional criado por Lázaro Ramos. Nesse sentido, apresentamos para a sustentação teórica os seguintes autores: Stuart Hall (2016) para abordar sobre identidade, Regina Zilberman e Marisa Lajolo (2007) e Normeide Cruz (2009) para tratar sobre literatura infantil e juvenil e Kabengele Munanga (2012) para discorrer sobre identidade negra. Os resultados apontam um papel de destaque para jovens negros na obra Você não é invisível, fortalecendo a afirmação da identidade negra, importante para desenvolver, positivamente, as representações sociais de imagens desse povo. Entretanto, de maneira geral, ainda há uma insipiência de personagens negros como protagonistas nas obras juvenis baianas, ocasionando sua invisibilidade na representação da identidade negra de leitores/as adolescentes negros.
- ItemMemórias abensonhadas: a identidade e o sagrado na poética oral das benzedeiras da cidade de Saúde/BA(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-19) Jesus, Vilebaldo Santos de; Menezes, Adriano Antônio Lima; Vasconcelos, Claúdia Pereira; Cunha, Rúbia Mara de Sousa LapaA presente monografia realiza uma escuta sensível e poética das práticas, memórias e identidades das benzedeiras de Saúde, Bahia, reconhecendo-as como sujeitas históricas e guardiãs de saberes ancestrais que articulam fé, cura e poética oral em uma epistemologia viva, insurgente e comunitária. Alicerçada nas epistemologias das benzedeiras do município (D. Nenzinha; D. Lemilza; D. Nilda; D. Bia e D. Dene) e nas perspectivas da Sociopoética e Contracolonialidade (Gauthier, 2024) e da ideia de Performance (Zumthor, 2007), a pesquisa parte da hipótese de que o ofício das benzedeiras compõe um documento social e histórico, capaz de preservar e transmitir saberes, memórias e identidades afro-indígenas. Ao valorizar a palavra proferida como acontecimento e documento, o estudo revela nas rezas, gestos e rituais dessas mulheres uma produção de conhecimento que se firma fora das lógicas coloniais e eurocêntricas. Evidencia-se, assim, uma religiosidade híbrida, sustentada pela força da oralitura (Martins, 2021 e 2024) e da negativa às narrativas de histórias únicas (Adichie, 2019), expressas em práticas que configuram medicinas ancestrais e poéticas de resistência. O dom, transmitido entre gerações, inscreve-se como herança espiritual e política, reafirmando a centralidade das epistemologias do negro visto por ele mesmo (Nascimento, 2022). A crença, abordada como forma de resistência cultural, histórica e poética, mostra-se estruturante na vida comunitária, especialmente nas confluências (Bispo dos Santos, 2023) que entrelaçam corpo, território, raça, gênero e classe. Cada bênção, compreendida como performance de cura e resistência, torna-se gesto de linguagem e de existência – uma narrativa viva que, ao conjugar fé, palavra e memória, atua como registro histórico e sociopoético de um povo. Inspirando-se em Evaristo (2005), a pesquisa afirma que rezar é narrar, lembrar e resistir ao esquecimento, reafirmando a “escrevivência” das benzedeiras como documento imaterial que cura e reinscreve no tempo as histórias e saberes orais dos interiores. Diante do risco contemporâneo de desaparecimento dessas práticas, o estudo defende sua preservação enquanto patrimônio imaterial e propõe, na desconclusância ou arrudêa, um encerramento circular que celebra a continuidade da escuta e da partilha, reconhecendo que, nas benzedeiras de Saúde/BA, a palavra é corpo, memória e fé – poética ancestral afro-indígena que cura, performa, documenta e resiste.
- ItemA escuta dos hábitos de escrita da comunidade do Barrocão de Cima(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-09) Jesus, Antônia Cristina Silva de; Santos, Márcia Regina Mendes; Reis, Ilza Carla; Gomes, Antenor RitaEste estudo apresenta, por meio de uma abordagem com inspiração etnográfica, reflexões acerca dos hábitos, usos e concepções de escrita da comunidade de Barrocão de Cima, buscando compreender de que maneira essas práticas cotidianas de escrita refletem e constroem identidades sociais e culturais no território. Tendo como suporte teórico, autores como Emília Ferreiro (1993), Orlandi (2001), Roxane Rojo (2009), Chartier (1930), Marcuschi (2001), Ângela Kleiman (1995). Para geração de dados, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, utilizando observação participante, entrevistas e registro de produções escritas em diferentes suportes, mensagens instantâneas, documentos comunitários, bilhetes e anotações domésticas. Os resultados apontam que, mesmo diante de desafios estruturais e de acesso às tecnologias, os moradores mobilizam diferentes letramentos que atendem a demandas comunicativas, afetivas e organizacionais da vida em comunidade. Tais práticas revelam sujeitos autores de suas próprias narrativas e demonstram que a escrita, para além de uma habilidade escolar, constitui-se como ferramenta de resistência, afirmação identitária e manutenção da memória local. Assim, este estudo contribui para a valorização de comunidades muitas vezes invisibilizadas pelos discursos hegemônicos e reforça a importância de uma escuta sensível dos modos de dizer e registrar o mundo que emergem do cotidiano.