Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCHT23

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    A adaptação cinematográfica de A morte e a morte de Quincas Berro D'Água: assonâncias e dissonâncias
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-09) Coutinho, Jéssica Veloso; Leite, Gildeci de Oliveira; Figueiredo, Joabson Lima; Prado, Thiago Martins Caldas
    O presente artigo realiza uma análise comparativa entre A morte e a morte de Quincas Berro D’Água (2008), de Jorge Amado, e sua adaptação cinematográfica de Sérgio Machado (2010), buscando compreender como ambas dialogam ao destacar suas assonâncias e dissonâncias. A pesquisa fundamenta-se em Linda Hutcheon, quanto à teoria da adaptação, e em Roberto DaMatta, que discute a carnavalização como elemento estruturante na trajetória do protagonista, figura de liberdade e resistência às convenções sociais. Também são considerados os elementos míticos identificados por Gildeci Leite, que articulam ancestralidade afro-brasileira, simbolismos marítimos e figuras associadas às Pombagiras. O estudo evidencia que o filme preserva a essência simbólica, cultural e crítica da obra literária, enquanto a atualiza por meio de elementos visuais, sonoros e narrativos. Conclui-se que a reinterpretação fílmica reafirma a força e a atualidade dos temas amadianos, demonstrando como literatura e cinema se complementam na construção de novos sentidos sobre o povo brasileiro.
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    A ancestralidade como forma de resistência e reexistência na obra "Cartas para minha avó" de Djamila Ribeiro
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-08-07) Santos, Raquel Teodoro dos; Santos, Aline Nery dos; Souza, Josane Silva; Oliveira, Ronilda Rodrigues da Silva
    A obra "Cartas para minha avó" (2021), da renomada ativista, filósofa e escritora negra contemporânea Djamila Ribeiro, oferece um profundo mergulho em suas memórias. Por meio de cartas póstumas à sua avó Antônia, a autora reconstrói sua trajetória da infância à vida adulta, tecendo um diálogo entre o passado e o presente. O presente trabalho se propõe a investigar, nos relatos da obra de Ribeiro, a ancestralidade na narrativa como contribuição no processo da autora de se descobrir enquanto mulher negra e de resistir a esse racismo que está alojado na estrutura da nossa sociedade. Pois, no cotidiano de sua mãe, Erani, e sua avó, Antônia, aspectos como o racismo e violências de gênero estavam sempre presentes, mas a resistência delas, diante da opressão, foi essencial para uma reexistência. Este estudo é uma pesquisa bibliográfica que se baseia na análise de diversas fontes online, como livros, artigos científicos, publicações de revistas e entrevistas da mídia. O objetivo é apresentar um breve panorama da chegada dos povos africanos ao Brasil e da subsequente construção da identidade afrodescendente, com foco nos debates sobre a ancestralidade negra. Para isso, a pesquisa dialoga com obras de autores como Eduardo de Assis Duarte (2010), Abdias Nascimento (2016), Petrônio Domingues (2007), Angela Davis (2016), Lélia Gonzalez (1984), Carla Akotirene (2019), Conceição Evaristo (2005) e Djamila Ribeiro (2021).
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    A vocalização da lateral palatal em Renascimento dos Negros, Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-11-12) Araújo, Gisele Rodrigues de; Santos, Elias de Souza; Lopes, Carla Brandão; Silva, Jéssica Carneiro da
    Analisou-se, com este estudo, o fenômeno variável conhecido como vocalização da lateral palatal na variedade linguística de Renascimento dos Negros, uma comunidade remanescente de quilombola, localizada em Iraquara, município brasileiro do estado da Bahia. Exemplos desse processo incluem formas como te[ʎ]a ~ te[j]a, o[ʎ]a ~ o[j]a e fo[ʎ]a ~ fo[j]a. Fundamentado no modelo teórico de estudo da variação e mudança linguística (Weinreich; Labov; Herzog, 2006 [1968]), o estudo utilizou-se de 12 entrevistas sociolinguísticas com amostras de fala espontânea, provenientes do banco de dados do projeto Se abra à Chapada: coletando, explorando e mapeando dados sociolinguísticos (Santos, 2018- 2023). A análise estatística, conduzida com o GoldVarb X (Sankoff; Tagliamonte; Smith, 2005), revelou que, dentre os 369 casos observados, 110 apresentaram vocalização, correspondendo a 30% do total. Os resultados indicam que a ocorrência do fenômeno está fortemente associada a fatores sociais e linguísticos, sendo mais frequente na fala de homens e falantes mais velhos, indicando estigma social e retração do processo, além de ser favorecido em palavras polissílabas e em verbos, o que sugere influência de fatores prosódicos e de frequência lexical.
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    “Posta, posteira, postão”: um estudo sociolinguístico do pararrotacismo em Vale do Paraíso, Bahia
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-16) Silva, Letícia Souza; Santos, Elias de Souza; Lopes, Carla Brandão; Silva, Jéssica Carneiro da
    Investigamos, neste estudo, o fenômeno do pararrotacismo em Vale do Paraíso, à luz do modelo teórico de estudo da variação e mudança linguísticas (Weinreich; Labov e Herzog, 2006 [1968]). Objetivamos analisar quais efeitos linguísticos e sociais atuam nesse processo. Para tal, estratificamos 724 (cento e vinte e quatro) ocorrências suscetíveis ao pararrotacismo em entrevistas sociolinguísticas e inquéritos dialetais de 16 falantes representativos da comunidade de fala locus de recolha dos dados. Notamos que as variáveis sexo, faixa etária, nasalidade da sílaba alvo, extensão fonológica da palavra e tipo de discurso são favorecedoras do pararrotacismo. Esses achados reforçam a ideia de que a variação em perspectiva não se manifesta de forma aleatória, mas sim como um fenômeno estruturado e regido por princípios claros e objetivos, mediado por pressões internas e externas à linguagem.
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    “Eles vai à Seabra”: a 3ª pessoa do plural em tema
    (Universidade do Estado da Bahia, 2024-05-08) Viana, Juliene de Souza; Santos, Elias de Souza; Macêdo, Juliete Bastos; Silva, Manoel Crispiniano Alves da
    Objetivou-se, neste estudo, à luz do modelo teórico de estudo da mudança linguística (Weinreich, Labov; Herzog, 2006 [1986]), examinar o uso variável da concordância verbal de terceira pessoa do plural (CVP6) em dados do português falado em Seabra, município brasileiro do estado da Bahia. Com esse propósito, apresentam-se dados recolhidos com entrevistas sociolinguísticas pertencentes ao projeto Se abra à Chapada: coletando, explorando e mapeando dados sociolinguísticos (Santos, 2018-2023), e analisados utilizando-se da técnica de análise de dados denominada de regressão logística de efeitos mistos, para mostrar que tanto restrições linguísticas quanto sociais têm um papel importante na escolha da marca de concordância. Os resultados gerais apontam que a marcação explícita da CVP6 se correlaciona com a saliência fônica, em contextos não-acentuados, com o traço semântico, com sujeitos inanimados, com o paralelismo formal zero, com o sexo masculino e com os níveis de escolaridade média e universitária.