Poesia e identidade regional: a obra de Hugo Luna na tradição cultural e literária brasileira
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Resumo
Este artigo apresenta uma análise da obra poética de Hugo Luna, poeta natural de Seabra, Bahia, cuja produção literária valoriza e expressa a cultura, a religiosidade e a paisagem da Chapada Diamantina. A partir dos livros As Estações do Tempo (2022), Gota Serena (2019) e Garimpo (2023), investiga-se de que modo o autor entrelaça elementos da memória afetiva, do misticismo e da natureza em uma poética profundamente enraizada na tradição regional. Por meio de uma abordagem que articula crítica literária, ecopoética e estudos culturais, o estudo evidencia o compromisso de Luna com a preservação da identidade local e com a representação sensível do sertão baiano. A análise demonstra o papel da poesia como instrumento de resistência simbólica, reconstrução do imaginário coletivo e afirmação da territorialidade em um contexto marcado pela globalização e pelo apagamento das vozes periféricas. Nesse sentido, dialoga com as reflexões de Alfredo Bosi (1994), ao compreender o regionalismo literário como uma forma de valorização da diversidade cultural brasileira, ao mesmo tempo em que considera a perspectiva crítica de Durval de Albuquerque Júnior, que problematiza a construção simbólica do Nordeste ao discutir a chamada “invenção do Nordeste”.