Resistência e reexistência de mulheres negras em Água de barrela (2018) de Eliana Alves Cruz: a escrevivência como força
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Resumo
Este trabalho tem como objetivo demonstrar, por meio da análise do livro Água de barrela (2018) de Eliana Alves Cruz, as violências que perseguiam crianças e mulheres negras na época colonial e as formas pelas quais elas reinventavam suas culturas, através da resistência e reexistência, pautando, principalmente, a reversão daquele cenário cruel de maldades e apagamento cultural das pessoas negras, além de destacar a educação como única saída para essa realidade, libertando as próximas gerações desse jugo desumano. A análise literária está fundamentada em autores que já realizaram estudos sobre o livro, como Laís Fagundes (2023), Adriana Bastos (2022), Jéssica Carvalho (2023) e Lara Frias (2023), com o intuito de reforçar as críticas presentes nesta análise; o conceito de escrevivência assenta-se na própria criadora, Conceição Evaristo (2018), principalmente sobre a figura da mãe preta e a representação da coletividade em cada personagem; a discussão estabelecida sobre resistência e reexistência centra em Ana Lúcia Silva Souza (2011) e não menos importante, a abordagem sobre as violências está pautada em Genivaldo Cavalcanti (2022) e Grada Kilomba (2019), que relatam as subordinações às quais os escravizados eram expostos e os estereótipos criados sobre eles.