Licenciatura em Letras - Língua Inglesa e Literaturas - DCH6

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    A integração da Inteligência Artificial na aprendizagem de inglês.
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-01-11) Mascarenhas, Clériston Marciel Baleeiro; Caires, Zelinda Almeida Souza; Santos, Keila Mendes dos; Alves, Aline Teixeira
    O presente trabalho buscou investigar a integração da Inteligência Artificial (IA) no processo de aprendizagem de língua inglesa, com foco no desenvolvimento da compreensão e produção oral de estudantes universitários. O objetivo principal foi analisar como o uso de assistentes virtuais, especificamente o Gemini, contribui para a prática linguística de graduandos do sexto semestre do curso de Letras Língua Inglesa. A pesquisa fundamenta-se na Teoria Sociocultural de Vygotsky, utilizando a IA como instrumento de mediação na Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP). Metodologicamente, trata-se de um estudo de caso com abordagem qualitativa, realizado com estudantes do sexto semestre da UNEB – Campus VI. A coleta de dados aconteceu em três etapas: diagnóstico inicial, intervenção prática de duas semanas com o uso do assistente de voz do Gemini e avaliação final, utilizando questionários, diários de aprendizagem, gravações de áudio e entrevista. A análise dos dados, realizada através da Análise de Conteúdo referenciada a Minayo, revelou que a IA atuou positivamente como um recurso de suporte lexical e gramatical em tempo real, promovendo a autonomia e a segurança discursiva e oratória. Os resultados indicaram perfis distintos de interação e utilização dos recursos: enquanto para um perfil a ferramenta reduziu o filtro afetivo pela ausência de julgamento humano, para outro a precisão da máquina demonstrou maior autoexigência, se sentindo julgada pela máquina em alguns momentos. Conclui-se, portanto, que a IA não substitui a interação humana e tão pouco o ensino formal, mas consolida-se como uma ferramenta complementar potente para a personalização do aprendizado e para a expansão das oportunidades de prática oral fora da sala de aula, permitindo maior autonomia geográfica e temporal.
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    As percepções de professores de Língua Inglesa sobre o processo de aprendizagem de alunos dentro do espectro autista
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-29) Santiago, Adenilton de Jesus; Teixeira, Aline Alves; Santos, Keila Mendes dos; Caires, Zelinda Almeida Souza
    Esta pesquisa tem como objetivo investigar as percepções de professores de Língua Inglesa da educação básica acerca dos desafios e das práticas pedagógicas voltadas ao ensino de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O estudo busca compreender como esses profissionais percebem as necessidades específicas dos estudantes autistas e de que forma adaptam suas metodologias, recursos e estratégias de ensino, a fim de promover uma aprendizagem mais inclusiva e significativa. A investigação é de natureza qualitativa, baseada em experiências e relatos docentes obtidas por meio de questionário e entrevistas, priorizando a compreensão das experiências vividas pelos professores em sala de aula. O aporte teórico deste trabalho fundamenta-se em autores como Paulo Freire (1996), Lev Vygotsky (1984), Dominique (2016), entre outros, que discutem a relação entre inclusão, práticas pedagógicas e desenvolvimento cognitivo. A relevância desta pesquisa reside na possibilidade de oferecer subsídios para reflexões sobre a formação de professores, as adaptações metodológicas e a construção de ambientes educacionais mais inclusivos, capazes de respeitar as demandas cognitivas, sociais e comunicativas de alunos com TEA. Os resultados revelaram que a inclusão se encontra em um estágio inicial e fragilizado, sendo majoritariamente sustentada pela resiliência dos docentes. Constatou-se que aproximadamente 80% dos professores se percebem despreparados para atuar nesse contexto devido à fragilidade da formação e à ausência de suporte estrutural. No que se refere às práticas pedagógicas, identificou-se que estas se fundamentam na personalização do ensino e no uso de recursos multimodais, com destaque para o hiperfoco dos estudantes. Concluiu-se que há uma necessidade de maior articulação entre as diretrizes do Projeto Político Pedagógico (PPP) e a realidade escolar, visando transformar esforços individuais em uma rede de apoio institucionalizada e sustentável.
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    A sociedade norte-americana do século XIX sob a ótica de Edgar Allan Poe: uma (re)leitura de a queda da casa Usher
    (Universidade so Estado da Bahia, 2025-12-22) Rodrigues, Ione Lima dos Santos; Magalhães, Sigrid Rochele Gusmão Paranhos; Alves , Aline Teixeira; Santos , Luiz Roberto Resende
    Este trabalho analisa o conto A Queda da Casa de Usher (2021), de Edgar Allan Poe, sob uma perspectiva crítica, social e simbólica, buscando compreender de que modo a narrativa expressa as tensões culturais, econômicas e morais da sociedade norte-americana do século XIX. A justificativa do estudo reside na pertinência da literatura gótica como instrumento de reflexão sobre dilemas históricos e sociais que ultrapassam seu tempo de produção. O objetivo consiste em interpretar o conto como alegoria da decadência moral e da alienação resultantes das transformações estruturais da modernidade emergente. A análise fundamenta-se nas perspectivas teóricas de Antônio Cândido (2006), Karl Marx (2014) e Max Weber (2003), que permitem compreender a mansão Usher e seus habitantes como símbolos da crise das estruturas sociais, econômicas e culturais da época. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem qualitativa e interpretativa, com análise literária, sociológica e simbólica da obra, relacionando seus elementos góticos e fantásticos ao contexto histórico do século XIX. Os resultados indicam que Poe não apenas constrói uma narrativa marcada pelo horror e pela atmosfera de ruína, mas também denuncia, de forma alegórica, a desintegração subjetiva e social de uma época em transição. Assim, o estudo reforça que a literatura gótica ultrapassa o entretenimento estético e constitui importante ferramenta crítica para compreender fragilidades e contradições presentes tanto no século XIX quanto na contemporaneidade.
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    A crítica social na Era Vitoriana representada no romance O Médico e o Monstro
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Silva , Vanessa Oliveira; Magalhães, Sigrid Rochele Gusmão Paranhos; Silva, Reinaldo Ferreira da; Santos, Luís Roberto Resende dos
    Este trabalho tem como objetivo investigar como os temas da ciência, da religião e da dualidade humana são explorados no romance O Médico e o Monstro (1996), de Robert Louis Stevenson, analisando de que maneira esses elementos refletem as características e contradições da sociedade vitoriana. A obra emerge diretamente do contexto histórico, social e cultural do período, marcado pelos avanços científicos e pelas tensões religiosas que coexistiam com um moralismo rígido voltado à preservação das aparências de virtudes. A sociedade vitoriana vivia profundas transformações, nas quais o progresso científico frequentemente colidia com os valores religiosos dominantes. No romance, o protagonista Dr. Jekyll encarna o cientista vitoriano que busca transcender os limites impostos pela moralidade, utilizando a ciência como ferramenta para explorar a natureza humana. No entanto, ao criar Mr. Hyde, ele revela o lado reprimido e instintivo do ser humano, expondo como a tentativa de separar o bem e o mal é inevitavelmente fadada ao fracasso. Desse modo, este estudo adota uma abordagem bibliográfica, com ênfase na análise de conteúdo da obra literária. Autores como Hermes e Decarli (2016), Vasconcelos e Melo (2019), Souza e Rossi (2016), entre outros, servem como base teórica para fundamentar este trabalho. Conclui-se que Stevenson (1996) utiliza a dualidade entre Jekyll e Hyde para evidenciar as tensões entre ciência, moralidade e repressão que permeavam a sociedade vitoriana, revelando como tais contradições continuam relevantes para reflexões contemporâneas sobre ciência, ética, identidade e a complexidade da condição humana.
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    O uso da abordagem intercultural nas aulas de LI do Ensino Fundamental II: um estudo de caso.
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-18) Moura, Meirianny Azevêdo; Silva, Reinaldo Ferreira; Alves , Polyanna Castro Rocha; Dias, Romar Souza
    Esta pesquisa tencionou explorar o uso da abordagem intercultural dentro das aulas de língua inglesa, com vistas a compreender a atuação do professor diante das diferenças culturais advindas da colocação do inglês como língua franca, ou seja, como língua de contato entre povos com diferentes línguas maternas. Localizando a inclusão da cultura dentro da esfera do ensino de línguas como importante meio para conscientização do respeito à diferença. Isto posto, este estudo objetivou primordialmente observar o uso da abordagem intercultural nas aulas de LI de uma escola pública de Ensino Fundamental II na cidade de Caetité, Bahia, visando à compreensão e à valorização dos aspectos culturais no uso da língua. E, mais especificamente, (I) analisar os métodos e abordagens de ensino da LI, visando compreender a prática docente do tratamento das identidades dos falantes; (II) compreender o status da língua inglesa como Língua Franca no contexto da globalização; (III) refletir sobre o uso da abordagem intercultural nas aulas de LI, considerando a influência do ensino de cultura nas aulas de inglês. Para tanto se sustenta a partir de conceitos e ideias de autores com tópicos semelhantes, como Siqueira (2012), Silva (2016), Lima (2008; 2009), Tosta (2004), entre outros. Este trabalho se caracteriza como pesquisa qualitativa, e contou ainda com um estudo de campo que teve como locus central uma escola municipal de ensino fundamental II da cidade de Caetité, Ba. A partir desse estudo, foi possível perceber que o uso da abordagem intercultural se faz presente nas aulas de língua inglesa, mas ainda de maneira tímida, pouco aprofundada. Contudo, é importante salientar também que o professor lida com várias questões dentro de sala, que muitas vezes o impede de trabalhar a abordagem de forma detalhada, deste modo, é preciso que haja um equilíbrio entre o trabalho com as questões gramaticais e as questões culturais em sala, para que possa ser possível desenvolver uma aula de inglês mais completa e diversificada para os estudantes.