Licenciatura em Teatro - DEDC7
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Navegando Licenciatura em Teatro - DEDC7 por Título
Agora exibindo 1 - 14 de 14
Resultados por página
Opções de Ordenação
- ItemA Dimensão Terapêutica dos Jogos Dramáticos e Teatrais no Ensino do Teatro(Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-19) Lima, Rodrigo Santos de; Soares, Taína Assis; Mota, Jones Oliveira; Lemos, TaianaEste artigo pretende apresentar os Jogos Teatrais e Dramáticos enquanto possibilidades para a promoção do bem – estar, destacando seu potencial pedagógico, estético e terapêutico. Pedagogicamente, promovem habilidades sociais, criatividade e pensamento crítico. Esteticamente, incentivamos a expressividade artística e a percepção sensível. Terapêuticamente, criar um espaço seguro para a expressão emocional, o autoconhecimento e o fortalecimento da autoestima, além de promoverem o bem-estar por meio da interação em grupo e da ressignificação de experiências pessoais. Essas práticas permitem a expressão emocional, o autoconhecimento e a melhoria nas relações interpessoais, que se caracterizam enquanto aspectos essenciais para o bem-estar. Essa afirmação tem lugar justamente nas práticas docentes vivenciadas durante o processo de graduação na Licenciatura em Teatro, trazidas ao texto em momentos pontuais sob a forma de exemplos. A pesquisa adota uma abordagem bibliográfica e qualitativa, reunindo as contribuições de três autores centrais: Augusto Boal (1996), Viola Spolin (2010) e Jacob Levy Moreno (2014). Os resultados presentes aqui apontam que essas práticas criam um ambiente seguro e criativo para a exploração de emoções e conflitos internos, favorecendo o autoconhecimento e a construção de vínculos interpessoais. Além disso, os Jogos Teatrais e Dramáticos se mostraram eficazes na promoção do bem-estar, revelando-se abordagens inclusivas e acessíveis para diversos públicos. Este estudo reafirma a relevância do Teatro como um campo interdisciplinar que une arte, educação e saúde, contribuindo para o desenvolvimento humano e para a reflexão sobre novas possibilidades de autocuidado.
- ItemA Mala Pandora Apresenta: Mugiganga, Uma Esperança!(Universidade do Estado da Bahia, 2023) Rocha, Luana Coelho; Silva, Reginaldo Carvalho daO trabalho reflete o desenvolvimento do processo criativo do espetáculo A mala Pandora apresenta: Mugiganga, uma esperança! Através da análise do Diário de Bordo, busco elucidar como se deu o desenvolvimento e a construção da concepção textual e cênica, que a cada apresentação foi se tornando mais complexa. Essa complexidade é lida como sinônimo de diversidade, e esta, vem a partir do diálogo com a travestilidade, com a negritude, com a palhaçada, com as artes do circo, com o ritual, com a magia, com a dança e com a música. Seu roteiro, todo musicado, traz as vozes de Renata Rosa (2008), Liniker (2019) (2021), Linn da Quebrada (2019), Santina (2018), Urias (2022) e Gloria Groove (2022). Resultando assim na produção e criação de uma personagem Palhaça e Drag Queen Mugiganga, que acompanhada da mala Pandora, apresenta um espetáculo que fala sobre a vivência Travestigenere e Preta em relação ao afeto e aos sonhos, evocando autores como Barbosa (2016), Bolognesi (2003) e Nascimento (2021).
- ItemA Palhaçaria Feminina no Semiárido Baiano(Universidade do Estado da Bahia, 2022) Oliveira, Vitória Alice da Silva; Assis, Taína deEste trabalho apresenta o resultado de uma pesquisa sobre palhaças do semiárido baiano que buscam ter um olhar do feminino na cena circense e protagonizar a mulher na palhaçaria. Trata se de uma pesquisa bibliográfica com abordagem qualitativa. É uma pesquisa exploratória por meio de estudo de caso, para tanto foram selecionadas algumas palhaças da cidade de Senhor do Bonfim, Bahia, e a partir de entrevistas realizadas com elas, desenvolvo discussões sobre a estética sertaneja, a valorização da cultura da região e reflexões sobre o papel da mulher na palhaçaria. Para tal, faço um panorama da história da palhaçaria e como a presença da mulher surge nesse contexto. O texto ainda discorre sobre a dramaturgia feminina na palhaçaria e atividades artísticas na cidade do Senhor do Bonfim, e por fim, as mulheres atuantes na palhaçaria do território e sua forma própria de ser palhaça. Para a contextualização desses temas, utilizei como referências bibliográficas Silva (2018), Silva (2010), Silva (2007), Silva (2008), Burke (1989), Castro (2005), Bolognesi (2003), Castro (2019), Rémy (2016), Reis (2013), Bahktin (1987), Cardoso (2018), Saavedra (2011), Nascimento (2014), Santos (2014), Dias (2022) e Laborda (2010). Como resultado, podemos notar a importância de protagonizar mulheres na cena circense, assim como ocupar feiras, praças, trazendo um diferencial à arte. É um incentivo para que homens e mulheres encontrem em suas artes um espaço para preservar suas raízes histórico-cultural.
- ItemComicidades negras: palhaçarias negras bonfinenses do século XX(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-01) Silva Filho, Valtenir Ferreira da; Silva, Reginaldo Carvalho da; Dias, Maicon Vinicius Pereira; Silva, Aina Andrade daEste Trabalho de Conclusão de Curso investiga a formação artística de um homem negro oriundo do quilombo urbano Alto da Maravilha, localizado em Senhor do Bonfim, Centro-Norte da Bahia, e analisa como suas vivências familiares, comunitárias e ancestrais influenciaram a construção de sua comicidade negra. A justificativa da pesquisa reside na necessidade de valorizar e registrar trajetórias de artistas negros historicamente apagados, e reforça a importância das referências quilombolas e populares na construção das comicidades negras. A metodologia adotada é qualitativa, incluindo relatos autobiográficos, entrevistas, revisão bibliográfica, observação de processos criativos e pesquisas de campo sobre figuras cômicas negras de Senhor do Bonfim, semiárido baiano, como João Palhaço, Edmar Dias e artisras cômicos do grupo Mutart. O referencial teórico dialoga com autores como Silva (2010; 2024), Moreira (2023), Dias (2024), Pequenino (2024) e Rosa (2023), além de mestres vivos das comicidades negras. Os resultados apontam que a comicidade negra emerge como prática de resistência e memória, mostrando caminhos estéticos que desafiam modelos eurocêntricos de produção artística. Os resultados indicam que reconhecer essas experiências contribui para ampliar o debate sobre representatividade, ancestralidade e diversidade nas artes cênicas contemporâneas.
- ItemEnsino de arte no quilombo: relato de experiência de um estágio em espaços não formais de educação(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-12) D'Avila, Samuel Marinho; Silva, Reginaldo Carvalho da; Faria, Karina Andrea da Silva; Dias, Maicon Vinicius PereiraA experiência com o estágio “Quilombandando” realizado no Alto da Maravilha, considerado um quilombo urbano da cidade de Senhor do Bonfim-BA, constituiu-se em um processo de profunda transformação e autoafirmação. Como homem negro e candomblecista, minha trajetória na educação, quando criança, foi eurocentrada, o que me causava medo em relação à religião e à cultura negra. Estudar em um curso de Licenciatura em Teatro auxiliou na decolonização do meu pensamento. Com a ajuda de professores, pude, neste trabalho, encontrar caminhos que me levaram às questões étnico-raciais, validando potências negrorreferenciadas (Soares, 2022; Ferreira, 2021). Escolher um terreiro de Candomblé e uma Associação comunitária como espaços não formais para o estágio foi a materialização dessa certeza. Através da contação de mitos dos Orixás (Prandi, 2001, com referência em Verger, [s.d.]), oficinas de atabaque, confecção de fantoches e oferta de comidas ancestrais, pude proporcionar uma vivência lúdica e sensorial para as crianças da comunidade quilombola. Com o apoio de lideranças locais, a importância desse projeto tornou possível o desvio das crianças dos perigos da rua, por meio da simples utilização de ferramentas lúdicas no combate à marginalidade. Portanto, este estágio se tornou mais que uma obrigação acadêmica; foi uma forma de acolhimento e resistência cultural que uniu as crianças ao pertencimento. Isso foi alcançado através de uma prática pedagógica que utilizou saberes ancestrais para construir um futuro melhor, trabalhando com fantoches no Teatro de Formas Animadas (Araújo, 2023; Amaral, 2007), musicalidade e a culinária.
- ItemMemorial: Entrelaçando Narrativas, Experiências com o Teatro e as Transformações de Si(Universidade do Estado da Bahia, 2024) Souza, Fabiano Silva; Oliveira , Érica de SouzaEste Trabalho de Conclusão de Curso é uma escrita memorialística de meu percurso e trajetória enquanto sujeito nordestino graduando no curso de Licenciatura em Teatro. Esta pesquisa memorialística que ora apresento, é um mistério de nostalgias que tem como objetivo principal responder a uma questão que me intrigou desde o início da minha trajetória de vida, até a formação acadêmica: Quais motivos que levam um homem do interior da Bahia no Território de Identidade Piemonte Norte do Itapicuru na Cidade de Ponto Novo - Ba, escolher ser um Artista e Professor de Teatro a partir de um Curso Universitário em Licenciatura em Teatro? A partir da minha trajetória pessoal e acadêmica, foi possível perceber a importância do processo transformador da Arte Educação. Para fazer alguns anexos e responder à pergunta que me impulsionou cada dia mais querer ser Professor de Teatro e Artista. A metodologia da pesquisa será autobibliográfica e tomarei por base o arcabouço teórico, Halbwachs (2002), Josso (2007), Barbosa (2014), Paulo Freire (2018), dentre outros autores pertinentes ao tema que dão a sustentação teórica para a pesquisa memorialística e que colaboram para repensar o meu processo formativo.
- ItemOralidade e ancestralidade no processo criativo do espetáculo Contando Causos: narrativas do Imaginário Popular.(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-02) Silva, Lavínia Fabiana Santos, Lavínia; Silva, Reginaldo Carvalho da, Reginaldo; Oliveira, Érica de Souza; Bezerra, Cristiane Crispim, CristianeO presente relato narra o percurso de criação, montagem e encenação do espetáculo Contando Causos: Narrativas do Imaginário Popular, dramaturgia de Edcarlos Batista, dramaturgo de Alagoinhas – BA, dirigido por Lavínia Fabiana Santos Silva, desenvolvido no componente curricular Teatro Negro, da Licenciatura em Teatro da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus VII, no semestre de 2023.2, com a participação de quatro jovens negros: Edson Damasceno, Kauã Senna, Sérgio Barbosa e Valter Ferreira. A pesquisa, de caráter qualitativo e baseado em relato de experiência, investiga como a oralidade e a ancestralidade atravessam o fazer artístico, articulando vivências pessoais e elementos da cultura popular à criação cênica. Para dar corpo ao referido trabalho, dialogarei com Hampaté Bâ (2010), que compreende a oralidade como fonte de sabedoria e conhecimento para os povos africanos; com Leda Maria Martins (2021), que propõe a noção de tempo espiralar na cena negra, em que passado, presente e futuro se entrelaçam no corpo; e com Evani Tavares Lima (2002; 2015), que investiga o corpo negro no Teatro Negro e o conceito do mesmo, e que compreende a Capoeira Angola, para além de manifestação cultural, como um potente forma de preparação de atores. Os resultados indicam que a valorização da oralidade e das memórias ancestrais potencializa a expressividade e fortalece a presença do corpo preto em cena, reafirmando o teatro como espaço de preservação cultural e identitária.
- ItemProjeto Quebra-Cabeça, práticas teatrais com crianças com autismo pela perspectiva do sensível: uma experiência de ensino não formal em Petrolina – PE(Universidade do Estado da Bahia, 0026-12-22) Oliveira, Natália Agla Angelim de; Mota, Jones Oliveira; Silva, Carlos Alberto Ferreira da; Tavie, Gonzales; Souza, PascoalEste artigo apresenta um relato de experiência sobre práticas teatrais desenvolvidas com crianças com Transtorno do Espectro Autista - TEA no contexto do ensino não formal e orientadas pela perspectiva do sensível. Metodologicamente, o estudo se fundamenta na perspectiva do sensível em práticas teatrais, valorizando a experiência corporal, a escuta e os processos de afetação como modos de investigação. O objetivo é analisar de que maneira os jogos teatrais, mediados pela perspectiva do sensível, pelo corpo e pela experiência, podem favorecer processos expressivos, socioafetivos e de pertencimento. A pesquisa caracteriza-se como um relato de experiência fundamentado nas sistematizações dos jogos teatrais e nos estudos sobre o sensível, tendo por matéria-prima a observação prática das crianças, os diários de bordo destas, os registros audiovisuais e os relatos das mães. Os resultados indicam avanços significativos na atenção, na interação social, na autoconfiança e na ampliação das formas de comunicação e expressão das crianças. Portanto, conclui-se que o sensível é uma metodologia pedagógica potente no ensino de Teatro, pois contribui para práticas artísticas acessíveis e para o fortalecimento dos debates sobre neurodiversidade, educação artística e acessibilidade cultural.
- ItemTeatro de Serrolândia-Bahia na Missão da Terra: Cala Boca Já Morreu!(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-11) Betânia Borges Bezerra, Maria; Faria, Karina Andréa da Silva; Silva, Reginaldo Carvalho da; Oliveira, José Benedito Andrade deEste trabalho propõe o conhecimento e uma reflexão sobre o teatro apresentado pelo grupo Cala Boca Já Morreu, da cidade de Serrolândia na Bahia situada no norte baiano, com o espetáculo: Tome Fome Morre o Homem, alcançando o primeiro lugar no Festival de música, teatro e poesia, organizado pela Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), e reapresentado na 16ª Missão, da Terra da Diocese de Bonfim na Bahia, coordenada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1994, na cidade de Capim Grosso, Bahia. A formação e mística dos jovens desse período, se dá diante de um contexto histórico, político, social do Brasil e da Igreja Católica com a Teologia da Libertação. Busco registros nos arquivos da CPT e da PJMP (cartazes, fotografias, entrevistas e documentos escritos, relatórios), e referência ao Teatro do Oprimido de Augusto Boal (1931-2019). A ação pastoral revela a importância da formação para assumir o compromisso coletivo com as causas sociais por meio da arte e, nesse sentido o teatro é um grande aliado.
- ItemTeatro em Araci: Narrativas e Trajetória dos Grupos Locais(Universidade do Estado da Bahia, 2024) Santos , Adson Cleisson Nascimento; Faria , Karina Andréa da SilvaEste artigo analisa a trajetória do teatro em Araci, cidade localizada no semiárido baiano, desde a década de 1940 até os dias atuais. A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas e referências bibliográficas, destacando os grupos teatrais locais e iniciativas que contribuíram para o desenvolvimento dessa expressão artística na cidade. O estudo evidencia o papel desses grupos como por exemplo: Gruta, Raízes, Esquadrão Jovem e Companhia Icaraso de teatro, da presença de Maria de Ascenção Itaparica e da Pastoral da juventude na preservação da identidade local, na promoção do diálogo intercultural e na formação artística e cidadã. Para realizar essa pesquisa eu uso as referências de Sofiati (2004), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (2007), Hansted (2013), Garcez (2014), Lima (2014), Carreira, Silva (2019) Nery, Carvalho, Pinheiro, (2023).
- ItemTeatro, Lembrança e Educação: A Memória Afetiva como Criadora de Novas Realidades em Andorinha(Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-19) Silva, Odson Herick Reis da; Oliveira, Érica; Oliveira, ÉricaO processo de memórias coletivas e individuais pode servir de suporte para construções e manutenções de processos, artísticos e educacionais. Essas memórias, movidas pelos campos da afetividade, impulsionam novas histórias, nomes e movimentos artísticos, eexplicam contextos históricos de um lugar, de pessoas. E essas mesmas experiências, atreladas a educação, constroem potencialidades teatrais. Estudar e registrar essa conjuntura, ajuda em novos olhares mais ricos sobre o tema desejado, - O presente artigo analisará essas construções movidas pela memória na cidade de Andorinha, localizada no centro-norte da Bahia, no semiárido baiano, usando como referência lembranças pessoais e coletivas andorinhenses, numa linha temporal, que parte do surgimento da cidade em 1989, até o meu ingresso na Licenciatura em Teatro da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), em 2019, e os frutos dessas lembranças em meu processo de formação teatral. Com base nas leituras teóricas deFreire (1987), Fischer (2002), Halbwachs (2006), Ki-Zerbo (2010), Ferraz (2014), e Martins (2021), e por meio de entrevistas e informações da oralidade repassadas entre as gerações, para estudar os grupos e resultados cênicos e educacionais criados a partir dessas memórias.
- ItemTecendo vivências, alinhavando memórias : narrativas do processo formativo enquanto professora de teatro(Universidade do Estado da Bahia, 2024) Santos, Bianca Batista dos; Soares, Taína AssisO presente memorial tem como objetivo descrever, de forma objetiva e sucinta, minha trajetória acadêmica e os desafios enfrentados durante o Curso de Licenciatura em Teatro. Seguindo uma linha de pesquisa de caráter autobiográfico, o trabalho visa compreender como minha experiência enquanto corpo afrodiaspórico contribui para a formação de minha identidade como professora de teatro. Partindo do princípio de que o teatro foi a minha válvula de escape para não sucumbir a uma realidade sem perspectivas, baseio minhas reflexões na obra de Freire (1996), Passeggi (2011) e Ribeiro (2019), que oferecem subsídios teóricos importantes para esta escrita
- ItemUm voo entre vida e cena: a representação da mulher negra na dramaturgia de Cidinha da Silva(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-02) Silva, Agda Elen da; Oliveira, Érica de Souza; Bezerra, Cristiane Crispim; Faria, Karina Andréa da SilvaO presente trabalho tem como objetivo analisar a representação da mulher negra dentro da dramaturgia de Cidinha da Silva (2018), intitulada Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas. A peça conta a história de cinco mulheres negras que compartilham a vida, as tentativas de viver e sobreviver em uma sociedade que as rejeitam e as excluem. A obra foi escrita pela autora juntamente com a Cia. Os Crespos, companhia de São Paulo-SP que encena a obra, a partir de entrevistas com mulheres da capital paulista. Trabalhar com a obra de Cidinha da Silva se faz importante porque ela nos mostra em uma mesma obra várias realidades de mulheres negras da nossa sociedade, ela denuncia e expõe a violência e a negligência cometida contra essas mulheres. Para isto, a pesquisa será realizada a partir das leituras de autoras negras como Lélia Gonzalez (1984), que traz em sua obra arquétipos da mulher negra colocados pela sociedade, como a mucama, a mãe preta e a doméstica, estereótipos que em sua peça a Cidinha da Silva desconstrói, e enfatiza a importância de criar uma identidade negra positiva saindo da lógica eurocêntrica estereotipada sobre nossos corpos, tal como salienta Sueli Carneiro (2011). Para a pesquisa que se apresenta, ainda utilizo os pressupostos teóricos de bell hooks (2019), Conceição Evaristo (2020), Grada Kilomba (2019), Leda Martins (2023), entre outras intelectuais. Conclui-se que está pesquisa é necessária para ecoar vozes e histórias de mulheres negras, para que não mais sejam esquecidas ou contadas de formas estereotipadas.
- ItemUPT para quê? Narrativa autobiográfica de um homem negro para a entrada na Universidade do Estado da Bahia - UNEB(Universidade do Estado da Bahia, 2025-11-12) Silva, Jocielio Cardoso da; Santos, Viviane Brás dos; Mota, Jones de Oliveira; Matos, Dandara SilvaO presente Trabalho de Conclusão de Curso apresenta uma narrativa com perspectiva autobiográfica de um homem negro e sua caminhada para entrada na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), adepto da religião de matriz africana Candomblé, trabalhador rural e morador de um território periférico, pertencente à ramificação familiar da Comunidade Quilombola dos Paus Pretos. Por meio de relatos autobiográficos inspirado nas escrevivências, a pesquisa reconstruiu minha trajetória de vida, evidenciando os deslocamentos físicos, subjetivos e simbólicos que marcam o caminho até minha inserção no Curso de Licenciatura em Teatro, mediada pelo curso pré-vestibular Universidade para Todos (UPT). A narrativa contempla os desafios enfrentados por jovens negros na busca pelo ensino superior público, destacando processos de exclusão estrutural, como o racismo, a precarização das condições de trabalho, as limitações educacionais, a gentrificação e a imposição de papéis sociais subalternos aos corpos negros, ao mesmo tempo em que revela estratégias de resistência, pertencimento e reinvenção que emergem na convivência comunitária e familiar. A análise é construída por um narrador-personagem que compreende sua própria vida como território de aprendizagem, interligando suas vivências às produções literárias presentes em seu livro Um Conto e 40 Poemas: Mainha Vivências e Poesia (Cardoso, 2023). A escrita, nesse contexto, assume um papel político e epistêmico: torna-se ferramenta de elaboração identitária e de denúncia das violências estruturais que modulam a existência negra no Brasil. O trabalho também se ancora no conceito de escrevivências formulado por Evaristo (2004), articulando-o às reflexões culturais de Laraia (1986), às discussões sobre identidade e diferença propostas por Silva (2000), às análises de subjetividade negra de Nogueira (2021) e às contribuições de Pinto (2025) sobre território, raça e pertencimento. Dialoga-se também com as Pedagogias das Encruzilhadas (Rufino, 2019), que iluminam os caminhos formativos que emergem dos rituais, corporalidades e saberes do Candomblé, bem como, com a educação crítica de Freire (1983), que compreende a escolarização como prática libertadora, e com a literatura insurgente de Evaristo (2004), que textualiza a dor, a memória e a resistência dos povos negros. Os aportes da antropologia da performance (Turner, 1982; Schechner, 2013) e dos estudos teatrais colaboram para compreender como o corpo do autor — corpo negro, espiritualizado, político e cênico — se torna espaço de aprendizagem e enunciação de saberes que não cabem nos moldes tradicionais da academia. O estudo dedica especial atenção ao Programa Universidade para Todos (UPT) enquanto política pública de acesso, permanência e reconfiguração das possibilidades educativas para jovens historicamente subalternizados. O UPT surge na narrativa como encruzilhada e instrumento de democratização do ensino superior, abrindo brechas de esperança e projetando novos horizontes para aqueles que, como o autor, enfrentaram legados de desigualdade, silenciamento e negação de oportunidades. Assim, o TCC analisa a educação como força emancipadora capaz de reconfigurar destinos que, por séculos, foram impostos aos corpos negros, sobretudo no contexto quilombola, rural e periférico. Entre a memória ancestral, o trabalho árduo, a literatura, o teatro, o Candomblé, o UPT e a universidade, este trabalho narra uma trajetória que não se encerra no indivíduo, mas que ecoa a experiência coletiva de muitos homens e mulheres negros que, diariamente, reinventam seus lugares no mundo. Dessa forma, este estudo celebra e denuncia, simultaneamente, as nuances e contradições que compõem a vivência e a formação de um homem negro, quilombola e periférico, cuja escrevivência insurgente se apresenta como testemunho e afirmação de existência em um país marcado por desigualdades históricas. Ao inscrever-se e ao escrever-se, o autor reivindica o direito de ser, formar-se e permanecer.