Licenciatura em Teatro - DEDC7
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Submissões Recentes
Agora exibindo 1 - 5 de 11
- ItemEnsino de arte no quilombo: relato de experiência de um estágio em espaços não formais de educação(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-12) D'Avila, Samuel Marinho; Silva, Reginaldo Carvalho da; Faria, Karina Andrea da Silva; Dias, Maicon Vinicius PereiraA experiência com o estágio “Quilombandando” realizado no Alto da Maravilha, considerado um quilombo urbano da cidade de Senhor do Bonfim-BA, constituiu-se em um processo de profunda transformação e autoafirmação. Como homem negro e candomblecista, minha trajetória na educação, quando criança, foi eurocentrada, o que me causava medo em relação à religião e à cultura negra. Estudar em um curso de Licenciatura em Teatro auxiliou na decolonização do meu pensamento. Com a ajuda de professores, pude, neste trabalho, encontrar caminhos que me levaram às questões étnico-raciais, validando potências negrorreferenciadas (Soares, 2022; Ferreira, 2021). Escolher um terreiro de Candomblé e uma Associação comunitária como espaços não formais para o estágio foi a materialização dessa certeza. Através da contação de mitos dos Orixás (Prandi, 2001, com referência em Verger, [s.d.]), oficinas de atabaque, confecção de fantoches e oferta de comidas ancestrais, pude proporcionar uma vivência lúdica e sensorial para as crianças da comunidade quilombola. Com o apoio de lideranças locais, a importância desse projeto tornou possível o desvio das crianças dos perigos da rua, por meio da simples utilização de ferramentas lúdicas no combate à marginalidade. Portanto, este estágio se tornou mais que uma obrigação acadêmica; foi uma forma de acolhimento e resistência cultural que uniu as crianças ao pertencimento. Isso foi alcançado através de uma prática pedagógica que utilizou saberes ancestrais para construir um futuro melhor, trabalhando com fantoches no Teatro de Formas Animadas (Araújo, 2023; Amaral, 2007), musicalidade e a culinária.
- ItemUm voo entre vida e cena: a representação da mulher negra na dramaturgia de Cidinha da Silva(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-02) Silva, Agda Elen da; Oliveira, Érica de Souza; Bezerra, Cristiane Crispim; Faria, Karina Andréa da SilvaO presente trabalho tem como objetivo analisar a representação da mulher negra dentro da dramaturgia de Cidinha da Silva (2018), intitulada Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas. A peça conta a história de cinco mulheres negras que compartilham a vida, as tentativas de viver e sobreviver em uma sociedade que as rejeitam e as excluem. A obra foi escrita pela autora juntamente com a Cia. Os Crespos, companhia de São Paulo-SP que encena a obra, a partir de entrevistas com mulheres da capital paulista. Trabalhar com a obra de Cidinha da Silva se faz importante porque ela nos mostra em uma mesma obra várias realidades de mulheres negras da nossa sociedade, ela denuncia e expõe a violência e a negligência cometida contra essas mulheres. Para isto, a pesquisa será realizada a partir das leituras de autoras negras como Lélia Gonzalez (1984), que traz em sua obra arquétipos da mulher negra colocados pela sociedade, como a mucama, a mãe preta e a doméstica, estereótipos que em sua peça a Cidinha da Silva desconstrói, e enfatiza a importância de criar uma identidade negra positiva saindo da lógica eurocêntrica estereotipada sobre nossos corpos, tal como salienta Sueli Carneiro (2011). Para a pesquisa que se apresenta, ainda utilizo os pressupostos teóricos de bell hooks (2019), Conceição Evaristo (2020), Grada Kilomba (2019), Leda Martins (2023), entre outras intelectuais. Conclui-se que está pesquisa é necessária para ecoar vozes e histórias de mulheres negras, para que não mais sejam esquecidas ou contadas de formas estereotipadas.
- ItemOralidade e ancestralidade no processo criativo do espetáculo Contando Causos: narrativas do Imaginário Popular.(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-02) Silva, Lavínia Fabiana Santos, Lavínia; Silva, Reginaldo Carvalho da, Reginaldo; Oliveira, Érica de Souza; Bezerra, Cristiane Crispim, CristianeO presente relato narra o percurso de criação, montagem e encenação do espetáculo Contando Causos: Narrativas do Imaginário Popular, dramaturgia de Edcarlos Batista, dramaturgo de Alagoinhas – BA, dirigido por Lavínia Fabiana Santos Silva, desenvolvido no componente curricular Teatro Negro, da Licenciatura em Teatro da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus VII, no semestre de 2023.2, com a participação de quatro jovens negros: Edson Damasceno, Kauã Senna, Sérgio Barbosa e Valter Ferreira. A pesquisa, de caráter qualitativo e baseado em relato de experiência, investiga como a oralidade e a ancestralidade atravessam o fazer artístico, articulando vivências pessoais e elementos da cultura popular à criação cênica. Para dar corpo ao referido trabalho, dialogarei com Hampaté Bâ (2010), que compreende a oralidade como fonte de sabedoria e conhecimento para os povos africanos; com Leda Maria Martins (2021), que propõe a noção de tempo espiralar na cena negra, em que passado, presente e futuro se entrelaçam no corpo; e com Evani Tavares Lima (2002; 2015), que investiga o corpo negro no Teatro Negro e o conceito do mesmo, e que compreende a Capoeira Angola, para além de manifestação cultural, como um potente forma de preparação de atores. Os resultados indicam que a valorização da oralidade e das memórias ancestrais potencializa a expressividade e fortalece a presença do corpo preto em cena, reafirmando o teatro como espaço de preservação cultural e identitária.
- ItemComicidades negras: palhaçarias negras bonfinenses do século XX(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-01) Silva Filho, Valtenir Ferreira da; Silva, Reginaldo Carvalho da; Dias, Maicon Vinicius Pereira; Silva, Aina Andrade daEste Trabalho de Conclusão de Curso investiga a formação artística de um homem negro oriundo do quilombo urbano Alto da Maravilha, localizado em Senhor do Bonfim, Centro-Norte da Bahia, e analisa como suas vivências familiares, comunitárias e ancestrais influenciaram a construção de sua comicidade negra. A justificativa da pesquisa reside na necessidade de valorizar e registrar trajetórias de artistas negros historicamente apagados, e reforça a importância das referências quilombolas e populares na construção das comicidades negras. A metodologia adotada é qualitativa, incluindo relatos autobiográficos, entrevistas, revisão bibliográfica, observação de processos criativos e pesquisas de campo sobre figuras cômicas negras de Senhor do Bonfim, semiárido baiano, como João Palhaço, Edmar Dias e artisras cômicos do grupo Mutart. O referencial teórico dialoga com autores como Silva (2010; 2024), Moreira (2023), Dias (2024), Pequenino (2024) e Rosa (2023), além de mestres vivos das comicidades negras. Os resultados apontam que a comicidade negra emerge como prática de resistência e memória, mostrando caminhos estéticos que desafiam modelos eurocêntricos de produção artística. Os resultados indicam que reconhecer essas experiências contribui para ampliar o debate sobre representatividade, ancestralidade e diversidade nas artes cênicas contemporâneas.
- ItemTeatro, Lembrança e Educação: A Memória Afetiva como Criadora de Novas Realidades em Andorinha(Universidade do Estado da Bahia, 2024-12-19) Silva, Odson Herick Reis da; Oliveira, Érica; Oliveira, ÉricaO processo de memórias coletivas e individuais pode servir de suporte para construções e manutenções de processos, artísticos e educacionais. Essas memórias, movidas pelos campos da afetividade, impulsionam novas histórias, nomes e movimentos artísticos, eexplicam contextos históricos de um lugar, de pessoas. E essas mesmas experiências, atreladas a educação, constroem potencialidades teatrais. Estudar e registrar essa conjuntura, ajuda em novos olhares mais ricos sobre o tema desejado, - O presente artigo analisará essas construções movidas pela memória na cidade de Andorinha, localizada no centro-norte da Bahia, no semiárido baiano, usando como referência lembranças pessoais e coletivas andorinhenses, numa linha temporal, que parte do surgimento da cidade em 1989, até o meu ingresso na Licenciatura em Teatro da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), em 2019, e os frutos dessas lembranças em meu processo de formação teatral. Com base nas leituras teóricas deFreire (1987), Fischer (2002), Halbwachs (2006), Ki-Zerbo (2010), Ferraz (2014), e Martins (2021), e por meio de entrevistas e informações da oralidade repassadas entre as gerações, para estudar os grupos e resultados cênicos e educacionais criados a partir dessas memórias.
- «
- 1 (current)
- 2
- 3
- »