Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH6
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Navegando Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas - DCH6 por Assunto "Alto Sertão Baiano"
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- ItemO falar de descendentes portugueses do alto sertão baiano(Universidade do Estado da Bahia, 2018-07-16) Silva , Jéssica Neves; Ivo, Ivana Pereira; Ramos , Ricardo Tupiniquim; Neves, Denise Marques CarneiroEste trabalho tem como objetivo apresentar dados de fala de uma comunidade relativamente isolada, de descendentes portugueses que habitam o Alto Sertão da Bahia, a comunidade Mato-Grosso/Rio de Contas - BA, verificando possíveis dados de conservação linguística do português antigo e/ou inovações, resultantes do contato da língua portuguesa com línguas indígenas e africanas. A pesquisa insere-se na grande proposta de refletir aspectos relacionados à formação do português falado no Brasil, pesquisando, especificamente, processos de variação e mudança linguística nos dialetos regionais brasileiros. Para desenvolver tal estudo, fundamentamo-nos, teoricamente, em Basso & Gonçalves (2014), Castilho (2007 e 2010), Pagotto (2005) e Silva (2004 e 2008), para refletir sobre as propostas relacionadas à formação do português falado no Brasil. Em Labov (2008), Weinreich, Labov e Herzog (2006) e Martelotta (2012), para a compreensão dos pressupostos teóricos da Sociolinguística Variacionista, e em Lucchesi (2009), para discutir questões relacionadas ao contato linguístico. Com o intuito de registrar o falar dos descendentes portugueses, precisamente o vernáculo, foram realizadas entrevistas semiestruturadas, junto a 08 moradores, homens e mulheres da comunidade, sendo quatro de 30 a 60 anos, a fim de verificarmos dados de inovação linguística e quatro acima de 70 anos, com o menor grau de escolaridade possível, com o intuito de obter dados de possível conservação linguística. Os dados analisados apresentaram alguns dados de conservação linguísticos e outros que podem ser interpretados como dados de inovação, resultado do intenso contato da língua portuguesa com as línguas indígenas e africanas.
- ItemO falar sertanejo: a linguagem das narrativas orais e do canto de Terno de Reis em Lagoa Real/BA(Universidade do Estado da Bahia, 2018) Teixeira, Alana Rodrigues; Ivo, Ivana Pereira; Ramos, Ricardo Tupiniquim; Neves, Denise Marques CarneiroConsiderando as três principais matrizes – a indígena, a africana e a europeia – que constituíram de início o Brasil e do português brasileiro, é possível, assim, explicar muitas das diferenças entre o português europeu (PE) e o português falado no Brasil (PB). Para explicar a formação do PB, ao longo dos anos, algumas propostas têm sido apresentadas, com divergências entre si, como a proposta de crioulização e posterior descrioulização, a transmissão linguística irregular, a ancianidade do português brasileiro e a tese da emergência de uma nova gramática para o português falado no Brasil. Além dessas, estudiosos sugerem que algumas respostas podem ser encontradas nas variedades faladas regionalmente, uma vez que preservam, principalmente nas gerações mais velhas, marcas de conservadorismo linguístico, fornecendo pistas sobre o falar do português nos anos anteriores, possibilitando compreender mais sobre a mudança e a variação linguística. Há também propostas fora do âmbito linguístico, como a do antropólogo Darcy Ribeiro (1995), que apresenta o Brasil em protocélulas neo-brasileiras, as ―ilhas-Brasil‖, dentre elas, a do Brasil Sertanejo. A partir dessa proposta, esta pesquisa objetivou pesquisar dados de fala desta protocélula particular, a Sertaneja, do Alto Sertão Baiano, na comunidade rural de São Francisco, no município de Lagoa Real – BA, onde foram encontradas predominantemente características fonéticas e fonológicas do português antigo nas falas dos mais idosos da comunidade e com baixa ou nenhuma escolaridade, e no canto do Terno de Reis, uma tradição local, de origem portuguesa. Respaldados em Castilho (2010) e Ilari (1999), alguns dados foram interpretados como conservação e/ou inovação linguística.