Licenciatura em Letras - Língua Inglesa e Literaturas - DCH6
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Navegando Licenciatura em Letras - Língua Inglesa e Literaturas - DCH6 por Orientador "Magalhães, Sigrid Rochele Gusmão Paranhos"
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- ItemA crítica social na Era Vitoriana representada no romance O Médico e o Monstro(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Silva , Vanessa Oliveira; Magalhães, Sigrid Rochele Gusmão Paranhos; Silva, Reinaldo Ferreira da; Santos, Luís Roberto Resende dosEste trabalho tem como objetivo investigar como os temas da ciência, da religião e da dualidade humana são explorados no romance O Médico e o Monstro (1996), de Robert Louis Stevenson, analisando de que maneira esses elementos refletem as características e contradições da sociedade vitoriana. A obra emerge diretamente do contexto histórico, social e cultural do período, marcado pelos avanços científicos e pelas tensões religiosas que coexistiam com um moralismo rígido voltado à preservação das aparências de virtudes. A sociedade vitoriana vivia profundas transformações, nas quais o progresso científico frequentemente colidia com os valores religiosos dominantes. No romance, o protagonista Dr. Jekyll encarna o cientista vitoriano que busca transcender os limites impostos pela moralidade, utilizando a ciência como ferramenta para explorar a natureza humana. No entanto, ao criar Mr. Hyde, ele revela o lado reprimido e instintivo do ser humano, expondo como a tentativa de separar o bem e o mal é inevitavelmente fadada ao fracasso. Desse modo, este estudo adota uma abordagem bibliográfica, com ênfase na análise de conteúdo da obra literária. Autores como Hermes e Decarli (2016), Vasconcelos e Melo (2019), Souza e Rossi (2016), entre outros, servem como base teórica para fundamentar este trabalho. Conclui-se que Stevenson (1996) utiliza a dualidade entre Jekyll e Hyde para evidenciar as tensões entre ciência, moralidade e repressão que permeavam a sociedade vitoriana, revelando como tais contradições continuam relevantes para reflexões contemporâneas sobre ciência, ética, identidade e a complexidade da condição humana.
- ItemA sociedade norte-americana do século XIX sob a ótica de Edgar Allan Poe: uma (re)leitura de a queda da casa Usher(Universidade so Estado da Bahia, 2025-12-22) Rodrigues, Ione Lima dos Santos; Magalhães, Sigrid Rochele Gusmão Paranhos; Alves , Aline Teixeira; Santos , Luiz Roberto ResendeEste trabalho analisa o conto A Queda da Casa de Usher (2021), de Edgar Allan Poe, sob uma perspectiva crítica, social e simbólica, buscando compreender de que modo a narrativa expressa as tensões culturais, econômicas e morais da sociedade norte-americana do século XIX. A justificativa do estudo reside na pertinência da literatura gótica como instrumento de reflexão sobre dilemas históricos e sociais que ultrapassam seu tempo de produção. O objetivo consiste em interpretar o conto como alegoria da decadência moral e da alienação resultantes das transformações estruturais da modernidade emergente. A análise fundamenta-se nas perspectivas teóricas de Antônio Cândido (2006), Karl Marx (2014) e Max Weber (2003), que permitem compreender a mansão Usher e seus habitantes como símbolos da crise das estruturas sociais, econômicas e culturais da época. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem qualitativa e interpretativa, com análise literária, sociológica e simbólica da obra, relacionando seus elementos góticos e fantásticos ao contexto histórico do século XIX. Os resultados indicam que Poe não apenas constrói uma narrativa marcada pelo horror e pela atmosfera de ruína, mas também denuncia, de forma alegórica, a desintegração subjetiva e social de uma época em transição. Assim, o estudo reforça que a literatura gótica ultrapassa o entretenimento estético e constitui importante ferramenta crítica para compreender fragilidades e contradições presentes tanto no século XIX quanto na contemporaneidade.
- ItemCisne Negro: uma leitura das camadas identitárias e da sexualidade feminina(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-18) Farias, Lorena Pereira; Magalhães, Sigrid Rochele Gusmão Paranhos; Dias, Romar Sousa; Caires, Zelinda AlmeidaO objetivo deste estudo é examinar as complexas representações da identidade e da sexualidade feminina no filme Cisne Negro (2010), dirigido por Darren Aronofsky. A análise é conduzida por meio de uma abordagem interdisciplinar que mescla o pensamento feminista, as teorias psicanalíticas e as perspectivas queer. A escolha do objeto é justificada pela necessidade de examinar como as normas de gênero rígidas e as expectativas patriarcais, especialmente em contextos de disciplina corporal intensa como o balé clássico, contribuem para limitar, patologizar e fragmentar a experiência da subjetividade feminina. Este estudo tem como objetivo examinar de forma aprofundada a representação da identidade, sexualidade e performatividade, explorando como a antítese simbólica entre o cisne branco (pureza, controle) e o cisne negro (desejo, autonomia) evidencia os conflitos centrais de Nina entre repressão e desejo. A fundamentação teórica engloba o feminismo (crítica ao olhar masculino e à condição de "outro"), a psicanálise (alienação do ego, abjeção e dinâmica materna) e a teoria queer (performatividade de gênero e estética da resistência). Metodologicamente, utiliza-se uma abordagem qualitativa fundamentada em análises textuais, simbólicas e estilísticas para investigar diálogos, símbolos recorrentes (como espelhos e cores) e decisões estéticas que levam o espectador à perspectiva subjetiva da protagonista. Os resultados sugerem que a trajetória de Nina ilustra um processo trágico de desintegração psicológica causado pela pressão para alcançar um ideal de perfeição inatingível. Contudo, a crise culmina em momentos de resistência performática, nos quais o desejo e os afetos queer desafiam as convenções binárias e patriarcais. Cisne Negro oferece uma análise crítica dos custos psicológicos da conformidade e da força subversiva do autoconhecimento feminino.
- ItemGênero em quadrinhos: práticas de resistência nas aulas de Inglês(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-16) Maia, Luisa Argolo; Magalhães, Sigrid Rochele Gusmão Paranhos; Carvalho, Eliana Márcia Santos; Alves, Polyanna Castro RochaEste trabalho tem como tema o uso de histórias em quadrinhos (HQs) como ferramenta didática na Educação Básica para abordar questões de gênero, justificando-se pela necessidade de práticas pedagógicas que contribuam para a formação crítica dos estudantes e para o enfrentamento das desigualdades ainda presentes no ambiente escolar. O objetivo central é analisar como as HQs podem ser utilizadas para problematizar a temática de gênero e favorecer processos reflexivos que ampliem a compreensão dos estudantes sobre identidade, performatividade e relações de poder. Fundamentado na Linguística Aplicada, a pesquisa mobiliza os aportes teóricos de Michel Foucault (2022; 2008; 1996; 1987), Judith Butler (2014; 2003), Pierre Bourdieu (2018; 2012) e Will Eisner (2010), cujas contribuições permitem compreender tanto os mecanismos de produção e manutenção das normas de gênero quanto o potencial estético e pedagógico das HQs no contexto escolar. Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem qualitativa e utiliza a Pesquisa Baseada em Artes (PBA), que integra teoria e prática ao propor a criação de um material didático em formato de HQ. Essa perspectiva possibilita articular reflexão crítica e produção artística, favorecendo um olhar interdisciplinar sobre linguagem, visualidade e educação. A análise do material produzido considera aspectos discursivos, visuais e pedagógicos, buscando identificar de que modo as HQs podem tensionar representações hegemônicas e abrir espaço para perspectivas mais plurais. Os resultados apontam que as HQs se mostram um recurso eficaz para promover discussões sensíveis e contextualizadas sobre gênero, estimulando a participação estudantil e contribuindo para práticas educativas mais inclusivas, democráticas e alinhadas a uma formação cidadã, crítica e transformadora.