Processo civilizador e contra processo civilizatório na educação: análise das representações dos povos indígenas nos livros didáticos de história do ensino médio triênio (2018–2020)

dc.contributor.advisorBrito, Gilmário Moreira
dc.contributor.authorPereira, Renan Torres da Silva
dc.contributor.refereeCruz, Felipe Sotto Maior
dc.contributor.refereeMesseder, Marcos Luciano Lopes
dc.contributor.refereeCosta, Lívia Alessandea Fialho da
dc.date.accessioned2026-03-31T19:00:26Z
dc.date.available2026-03-31T19:00:26Z
dc.date.issued2025-08-29
dc.description.abstractEssa dissertação se concentra em explorar como os povos indígenas brasileiros são representados em livros didáticos de História direcionados ao segmento do ensino Médio, a partir da análise da coleção História: das cavernas ao terceiro milênio (2016), aprovada no Guia do PNLD/2018. Os referenciais teóricos articulam autores centrais para a discussão: Norbert Elias (1994, 2011, 2020), para compreender a lógica do processo civilizador e seus efeitos na educação escolar; Stuart Hall (2016) e Edward Said (2007), para discutir o conceito de representação. O estudo segue a determinação das leis 10.639 e 11.645 e prioriza as epistemologias de autoria indígena, afro-brasileira e africana. Assim, mobilizo os insumos epistemológicos alinhados ao debate pós-colonial, como: Oyèrónkẹ Oyěwùmí (2023), Fanon (2018, 2022), Bento (2002), Nêgo Bispo (2019), Felipe Tuxá (2021, 2023, 2024), Ailton Krenak (1992, 2019, 2020, 2022) e Daniel Munduruku (2015). A pesquisa, que utiliza uma abordagem qualitativa e quantitativa combinando a Análise de Conteúdo e a Análise de Discurso, argumenta que, mesmo com a obrigatoriedade da legislação, esses materiais escolares cristalizam o silenciamento e a invisibilidade dos povos originários, confinando-os a um passado distante e a um paradigma da contribuição. O trabalho conclui que os livros didáticos reproduzem a lógica colonial na educação e propõe um contra-processo-civilizatório, através do universo das cartografias plurais de mundo, que busca priorizar as epistemologias indígenas nos processos educativos.
dc.description.abstract2Esta tesis se centra en explorar cómo se representa a los pueblos indígenas brasileños en los libros de texto de Historia dirigidos al segmento de la enseñanza secundaria, a partir del análisis de la colección Historia: das cavernas ao terceiro milênio (2016), aprobada en la Guía del PNLD/2018. Las referencias teóricas articulan autores fundamentales para la discusión: Norbert Elias (1994, 2011, 2020), para comprender la lógica del proceso civilizador y sus efectos en la educación escolar; Stuart Hall (2016) y Edward Said (2007), para discutir el concepto de representación. El estudio sigue la determinación de las leyes 10.639 y 11.645 y prioriza las epistemologías de autoría indígena, afrobrasileña y africana. Así, movilizo los insumos epistemológicos alineados con el debate poscolonial, como: Oyèrónkẹ Oyěwùmí (2023), Fanon (2018, 2022), Bento (2002), Nêgo Bispo (2019), Felipe Tuxá (2021, 2023, 2024), Ailton Krenak (1992, 2019, 2020, 2022), y Daniel Munduruku (2015). La investigación, que utiliza un enfoque cualitativo y cuantitativo combinando el análisis de contenido y el análisis del discurso, sostiene que, a pesar de la obligatoriedad de la legislación, estos materiales escolares cristalizan el silenciamiento y la invisibilidad de los pueblos originarios, confinándolos a un pasado lejano y a un paradigma de contribución. El trabajo concluye que los libros de texto reproducen la lógica colonial en la educación y propone un contraproceso civilizatorio, a través del universo de las cartografías plurales del mundo, que busca priorizar las epistemologías indígenas en los procesos educativos.
dc.format.mimetypeapplication/pdf
dc.identifier.citationPEREIRA, Renan Torres da Silva. Processo civilizador e contra processo civilizatório na educação: análise das representações dos povos indígenas nos livros didáticos de história do ensino médio triênio (2018–2020). Orientador: Gilmário Moreira Brito. 2025. 172f. Tese (Doutorado em Educação e Contemporaneidade). Departamento de Educação Campus I, Universidade do Estado da Bahia, Salvador, BA, 2025.
dc.identifier.urihttps://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/11264
dc.identifier2.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9315088115178915
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade do Estado da Bahia
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.rights2Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.subject.keywordsLivros didáticos
dc.subject.keywordsProcesso Civilizador
dc.subject.keywordsHistória
dc.subject.keywordsRepresentação
dc.subject.keywordsPovos Indígenas
dc.titleProcesso civilizador e contra processo civilizatório na educação: análise das representações dos povos indígenas nos livros didáticos de história do ensino médio triênio (2018–2020)
dc.title.alternativeProceso civilizador y contraproceso civilizatorio en la educación: análisis de las representaciones de los pueblos indígenas en los libros de texto de Historia de la enseñanza media (trienio 2018–2020)
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/masterThesis
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