Violência obstétricia em mulheres negras: um olhar a partir da psicologia
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Resumo
Esta pesquisa visa examinar a violência obstétrica e as dimensões de vulnerabilidade a partir da raça/cor em uma revisão de literatura integrativa no campo da Psicologia. A metodologia adotada nesta investigação é de natureza qualitativa, com o método de análise de conteúdo, que pretende agregar os resultados de achados em pesquisas publicadas, de forma a apresentar seus resultados a partir de uma questão de pesquisa. Utilizando os seguintes critérios de inclusão: pesquisa original, relatos de experiência, estudos de caso e de revisão, de abordagem quantitativa ou qualitativa, publicados no período de 2014 a 2023, em periódico indexado, no formato de artigo, dissertação e tese, nos idiomas português e inglês, e que abordassem a violência obstétrica e as dimensões de vulnerabilidade a partir da raça/cor a partir do campo da Psicologia, foram encontrados ao todo 3 publicações, sendo estas, dois artigos e uma tese. O primeiro artigo relata, a partir da experiência de estágio de estudantes de psicologia, como a violência obstétrica ocorre em mulheres negras dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). O segundo artigo traz reflexões de uma psicóloga acerca de cenas que vivenciou desde a graduação até a docência, em relação a temática de Psicologia, saúde sexual e saúde reprodutiva. E a tese tem como principal objetivo analisar os efeitos que a violência obstétrica opera na vida das mulheres que foram violadas, através de suas narrativas. Evidencia-se o fato de serem as mulheres pretas as que mais sofrem esse tipo de violência, uma vez que o racismo científico sempre operou sobre esses corpos. Além de que muitas vezes a violência obstétrica é medida apenas como algo impactante fisicamente, entretanto pouco medido como isso reverbera e afeta o bem-estar e a saúde mental dessas mulheres, ficando o debate no campo da Psicologia carente em relação a violência obstétrica. Em vista disso, este trabalho traz engajamento e compromisso social, algo prezado na Psicologia.