Ensino de gramática normativa nas aulas de língua portuguesa: Uma proposta de inovação e aprendizagem
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Resumo
Esta monografia apresenta o resultado de uma pesquisa de campo sobre a gramática normativa nas aulas de língua portuguesa, atentando para verificar como a gramática é ensinada pelos professores, e, se as variedades linguísticas são trabalhadas em sala enfatizando a sua importância e o combate ao preconceito linguístico. Aborda também, qual perspectiva é aplicada ao ensino de língua padrão: tradicionalista (T) ou contextualizada (C) de uma instituição de educação básica. O trabalho defende o ensino de gramática contextualizada, visto que os alunos conseguem aprender com inovação e significado. O tipo de pesquisa adotado é a pesquisa de campo com abordagem qualitativa; tem como método o estudo de caso e o instrumento de coleta de dados utilizado é a entrevista narrativa. Além disso, tem como suporte teórico os autores Antunes (2003, 2007, 2014), que aponta sobre o ensino o ensino de gramática normativa, as cinco acepções existentes da gramática, as diferenças entre as regras de gramática e as não regras de gramática e explica a concepção da gramática contextualizada (GC), sua importância e formas de como o professor de português pode trabalhar com esta perspectiva com os alunos; Araújo (2023), que descreve acerca do ensino da gramática contextualizada; Bagno (2001, 2007, 2009), que aborda os dois conceitos de norma: culta e padrão, enfatiza o combate ao preconceito linguístico, a importância das variedades linguísticas e a abordagem destas na sala de aula; Base Nacional Comum Curricular – BNCC (2017) que os PCNs orientam a BNCC, estabelece competências, habilidades e aprendizagens essenciais; Bortoni-Ricardo (2004, 2005, 2014), que caracteriza que as variedades linguísticas não são consideradas um erro, as principais condutas que o docente deve tomar em sala de aula em questão as variedades não padrão da língua e os diferentes contextos que as variedades podem estar inseridas no âmbito social tanto na escrita quanto na oralidade; Mendonça (2005, 2007) define o que é a análise linguística, os objetivos, a integração com os eixos de língua e a necessidade de reformulação da forma de ensinar a gramática e Travaglia (1998) aborda o conceito de gramática e as três concepções deste termo. O suporte metodológico tem Gerhardt e Silveira (2020), que explica o que é pesquisa qualitativa e estudo de caso; Marconi (2003, 2010) conceitua a pesquisa de campo e a entrevista e Pachá e Moreira (2022) esclarecem sobre a entrevista narrativa. Os resultados desta pesquisa apontam que os professores da escola escolhida para estudo ensinam a gramática normativa de forma contextualizada (C), os alunos conseguem aprender os conteúdos gramaticais de acordo com as suas realidades e inovação, as variedades linguísticas são trabalhadas, é ensinado o combate ao preconceito linguístico e o respeito à diversidade linguística.