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Esta pesquisa busca compreender como a valorização da diversidade linguística dos estudantes da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) contribui para a construção de uma autonomia linguística e social desses sujeitos. A pesquisa considera que a língua não é homogênea, mas marcada por diferentes formas de uso, que estão diretamente ligadas às experiências sociais dos sujeitos (Bechara, 2004; Bortoni-Ricardo, 2004, 2005, 2021, 2025; Luchesi, 2004, 2015; Bagno, 2007; Weinreich; Labov; Herzog, 2006; Cyranka, 2015, 2016; Zilles; Faraco, 2015; Larruscahim, 2022). Nesse contexto, a pesquisa discute o ensino de Língua Portuguesa na EJAI, especialmente quando esse se limita à norma padrão e desconsidera os saberes linguísticos que os estudantes já possuem, compreendendo que essa desvalorização pode gerar insegurança, silenciamento (Bortoni-Ricardo, 2005; Bagno, 2007; Lucchesi, 2015) e até o afastamento desses sujeitos do espaço escolar, uma vez que muitos não se reconhecem nas práticas desenvolvidas em sala de aula. A pesquisa, de caráter bibliográfico, evidencia que os alunos da EJAI não chegam à escola sem conhecimento, mas carregam consigo repertórios linguísticos construídos ao longo de suas trajetórias de vida. No entanto, muitas vezes, esses saberes não são legitimados, o que reforça a ideia de “certo” e “errado” e contribui para o sentimento de insegurança em relação à própria língua (Bortoni-Ricardo, 2005; Bagno, 2007; Lucchesi, 2015; Zilles; Faraco, 2015). Diante disso, a discussão aponta que a valorização das variedades linguísticas no contexto escolar, como preconiza os estudos sociolinguísticos (Bortoni-Ricardo, 2004, 2005, 2025; Luchesi, 2004, 2015; Bagno, 2007; Weinreich; Labov; Herzog, 2006; Cyranka, 2015, 2016; Zilles; Faraco, 2015; Larruscahim, 2022), pode fortalecer a confiança, a participação social e a autonomia dos estudantes. Assim, defende-se a necessidade de práticas pedagógicas mais inclusivas, que reconheçam a diversidade linguística como elemento fundamental no processo de ensino e aprendizagem, contribuindo para a formação de sujeitos mais atuantes na sociedade (Bortoni-Ricardo, 2004, 2005, 2025; Luchesi, 2015; Bagno, 2007; Cyranka, 2015, 2016; Zilles; Faraco, 2015; Larruscahim, 2022).