A empatia na formação do pedagogo: um olhar a partir de fundamentos da educação crítico-reflexiva
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Resumo
A formação do pedagogo deve ir além da apropriação de conhecimentos técnicos e conteúdos pedagógicos; precisa, também, contemplar o desenvolvimento de competências socioemocionais, entre as quais se destaca a empatia. Esta pesquisa investiga como a empatia tem sido recomendada na formação do pedagogo, refletindo sobre sua relevância na construção de práticas educativas humanizadas e comprometidas com a transformação social. A escolha da temática se justifica pela crescente complexidade dos contextos educacionais contemporâneos, marcados por diversidade cultural, social e subjetiva, o que exige do professor não apenas preparo técnico, mas também sensibilidade para compreender o outro em sua integralidade. A pesquisa questionou: Qual o conceito e importância da empatia na formação do pedagogo, segundo teóricos da educação humanista e crítico-reflexiva? O objetivo foi investigar o conceito e importância da empatia na formação do pedagogo, à luz dos teóricos da educação humanista e crítico-reflexiva, como Paulo Freire (1996) e Carl Rogers (1973) — que reconhecem a importância do diálogo, da escuta e da afetividade na prática educativa. Rogers, por sua vez, insere a empatia como um dos pilares da relação pedagógica genuína. A metodologia utilizada foi uma pesquisa qualitativa, do tipo bibliográfica e descritiva, além de análise das Resoluções CNE/CP nº 1/2006 e nº 2/2019. Os resultados indicam que a empatia, entendida como competência relacional, deve ser intencionalmente desenvolvida durante a formação docente, fortalecendo vínculos pedagógicos positivos, inclusivos e éticos. Ressalta-se que, embora o conceito de competência receba críticas por sua possível associação a uma lógica tecnicista, sua ressignificação pode favorecer uma prática docente mais dialógica e comprometida com a transformação social.