O processo de inclusão de pessoas com deficiência na Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) no Brasil, entre os anos de 2020 a 2024
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Resumo
O presente trabalho aborda a Educação Inclusiva na Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI), buscando compreender o processo de inclusão educacional de pessoas com deficiência nessa modalidade no Brasil, com foco na análise das políticas públicas e desafios enfrentados entre os anos de 2020 a 2024. Para orientar a pesquisa formulou-se a seguinte questão: No Brasil, como se deu o processo de inclusão de pessoas com deficiência na modalidade EJAI no período de 2020 a 2024? Desenvolveu-se um estudo bibliográfico e documental, de natureza descritiva e abordagem qualitativa, com um caráter fenomenológico, tendo como método de análise a análise de dados. Os resultados da pesquisa revelam lacunas significativas na inclusão de pessoas com deficiência na EJAI nesse período, como a falta de acessibilidade, segregação, precariedade de investimento na educação e escassez de formação continuada. Tais dificuldades foram agravadas devido a pandemia de Covid-19 em 2020. O estudo também evidencia a ausência de legislação específica para a inclusão de pessoas com deficiência na EJAI, verificando que, o que acontece na prática é uma articulação entre as legislações que orientam a educação e as normas de promoção de acessibilidade. Conclui-se que ainda há um longo caminho a ser percorrido para a garantia dos direitos educacionais de pessoas com deficiência que não puderam concluir seus estudos na idade regular, sendo necessária ainda a efetivação das legislações existentes e a criação de uma política que articule, de forma integrada, a Educação Inclusiva na EJAI. O estudo contribui ao sistematizar a trajetória histórica da EJAI e analisar sua articulação com a Educação Inclusiva, ampliando o debate acadêmico ao evidenciar a distância entre a legislação e a prática escolar. A relevância do estudo decorre da necessidade de garantir o direito à educação a um público historicamente excluído, e de dar visibilidade a demandas que ainda são pouco exploradas pela produção científica.