O uso da Literatura como meio de reconstrução da memória da ditadura militar brasileira: uma análise à luz dos direitos humanos
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Resumo
A presente monografia analisa o papel da literatura como instrumento de reconstrução da memória da Ditadura Militar brasileira (1964–1985), à luz dos direitos humanos e do contexto pós-Comissão Nacional da Verdade (CNV). Partindo da compreensão histórica da afirmação dos direitos humanos e da importância da educação em direitos humanos, o estudo articula os campos do Direito e da Literatura para demonstrar como obras literárias contemporâneas desempenham função essencial na preservação da memória coletiva e na resistência ao esquecimento. A pesquisa destaca, especialmente, as produções de Bernardo Kucinski e Micheliny Verunschk, cujas narrativas ficcionais reconstroem experiências traumáticas, dão visibilidade às vítimas e expõem falhas estruturais do processo de justiça de transição no Brasil. A análise evidencia que a literatura atua como contra-arquivo da história oficial, iluminando silêncios, denunciando violências e contribuindo para a formação crítica de novas gerações. Conclui-se que a literatura não apenas registra e ressignifica o passado autoritário, mas também fortalece os valores democráticos, a dignidade humana e o compromisso ético com a verdade e a justiça.