Idealização do amor na poesia em língua portuguesa e no cancioneiro popular brasileiro: tradição, rupturas, descontinuidades
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Resumo
Na cultura ocidental, desde os gregos, trata-se do amor, sobretudo nas artes, como um sentimento que ultrapassa o tempo de vida dos próprios amantes; portanto, como um sentimento eterno. Em língua portuguesa, esse é um tema recorrente desde pelo menos, o Renascimento, sendo cultivado em diversos gêneros poéticos ou prosaicos, bem como no cancioneiro popular. As poesias que representam da melhor forma o amor são dos escritores Luís de Camões com “Alma minha gentil, que te partiste” e “Amor é fogo que arde sem se ver”; Vinícius de Moraes com “Soneto de amor total”, “verbo no infinito”, “Eu sei que vou te amar” e “soneto de felicidade”; Antônio Feliciano de Castilho” o acalentar da neta- Xácara”, Soares de Passos “O noivado do sepulcro-Balada” Renato Russo em “Monte Castelo” de. Todos os textos apresentados retratam o amor romântico idealizado, que ultrapassa a lei da vida para continuar amando. Nas canções “Romance de uma caveira” de Alvarenga, Ranchinho, Chiquinho Sales e “Coveiro Raimundo” de Naldinho, essa representação vem com Viés humorístico, o amor eterno é abordado de forma descontraído e engraçado, os amantes vivem o romance após a morte, como defuntos.