Eventos advesos no uso de antihipertensivos na pediatria : uma revisão integrativa
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Introdução: A hipertensão arterial na população pediátrica é um problema de saúde pública emergente, muitas vezes exigindo tratamento farmacológico. No entanto, a prescrição de antihipertensivos para crianças ocorre frequentemente off-label, extrapolando dados de segurança de adultos, o que gera incertezas sobre potenciais eventos adversos neste grupo específico. Objetivo: Analisar as evidências científicas disponíveis sobre os eventos adversos associados ao uso de fármacos anti-hipertensivos em crianças e adolescentes. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus e CAPES, abrangendo o período de 2005 a 2025. Foram selecionados sete estudos, incluindo ensaios clínicos e revisões sistemáticas. Resultados: A análise dos dados revelou que betabloqueadores (metoprolol) e bloqueadores dos receptores da angiotensina (valsartana, azilsartana) apresentam geralmente um perfil de segurança favorável, com eventos adversos leves como cefaleia e tontura. Contudo, inibidores da enzima conversora de angiotensina (enalapril) mostraram baixa tolerabilidade em subgrupos específicos, como pacientes com fisiologia cardíaca univentricular, levando a comprometimento hemodinâmico significativo. Além disso, formulações orais pediátricas específicas demonstraram bioequivalência e segurança. Conclusão: O tratamento farmacológico da hipertensão pediátrica parece ser seguro para uso a curto prazo em pacientes com hipertensão primária. No entanto, o monitoramento contínuo é crucial, especialmente em crianças com condições subjacentes complexas, como doenças cardíacas ou renais, onde o risco de eventos adversos graves é maior.