Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado Acadêmico) em Letras (PPGL)

O Programa de Pós-Graduação em Letras / PPGL, vinculado ao Departamento de Educação – Campus X da Universidade do Estado da Bahia – DEDC X / UNEB, localizado em Teixeira de Freitas, Extremo Sul da Bahia, aprovado pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior, órgão da CAPES (192ª reunião, 04 a 06 de março, divulgação de resultado em 13 de março de 2020), foi implantado em 2020. O Programa oferece o Curso de Mestrado em Letras, área de concentração em Estudos Linguísticos e Literários, na modalidade acadêmico, com 26 vagas, preenchidas anualmente por meio de Processo de Seleção Pública para Aluno Regular, com Edital publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia.

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    Para além das palavras: as competências socioemocionais no ensino de língua inglesa sob à luz da BNCC e DCRB.
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-11-27) Inocêncio, Fernanda Aurelino; Caputo, Caroline Rezende; Lacerda, Vagno Vales; Silva, Eliseu Alves da
    O crescente debate em torno das competências socioemocionais na educação básica, especialmente a partir da década de 1990 (Goleman, 1995; Del Prette; Del Prette, 2017; Casel, 2020), tem impulsionado reflexões sobre a maneira como os documentos normativos as contemplam, orientando os professores na incorporação dessas competências à formação integral dos estudantes. Essas competências que abrangem habilidades como empatia, autocontrole, colaboração, resiliência e consciência social vêm sendo amplamente reconhecidas por sua contribuição ao desenvolvimento acadêmico, pessoal e social dos alunos. Sendo assim, são consideradas elementos essenciais para promover uma aprendizagem significativa e para formar cidadãos críticos, responsáveis e comprometidos com a sociedade. Nesse contexto, esta dissertação investiga a relação entre as competências socioemocionais e o ensino de Língua Inglesa, tomando como referência os principais documentos normativos que orientam a educação básica no Brasil. Ela objetiva analisar de que maneira a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Documento Curricular Referencial da Bahia (DCRB) contemplam as competências socioemocionais na disciplina de Língua Inglesa, identificando como as diretrizes curriculares apoiam os professores na condução do ensino dessa disciplina. Considerando a importância dos dois documentos para o currículo no ensino de Língua Inglesa, propomos: (i) identificar se e como as competências socioemocionais são mencionadas na BNCC e no DCRB nos anos finais do Ensino Fundamental; (ii) verificar como são apresentadas a existência de uma abordagem didática das competências socioemocionais nesses dois documentos; (iii) analisar como os documentos orientam os professores dos anos finais do Ensino Fundamental na aplicação dessas competências no ensino de Língua Inglesa; e (iv) refletir sobre as possíveis implicações dessa abordagem para a prática docente no referido componente curricular. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa (Minayo, 2001), pautada na análise documental (Cellard, 2008), uma vez que busca interpretar o processo de curricularização (ou documentação) do ensino de língua compreendendo as relações entre o ensino e o desenvolvimento das competências socioemocionais na sala de aula. Nessa pesquisa documental nos ancoramos nos estudos de Cavalcanti (2023), no que concerne à aprendizagem socioemocional e ao ensino por meio delas; bem como Leffa (1999; 2016), Rajagopalan (2003) e Almeida Filho (2007; 2012), para fundamentar a discussão sobre o ensino, identidade docente e a aprendizagem de Língua Inglesa; além dos documentos normativos mencionados. A análise documental evidenciou que as competências socioemocionais são tratadas de forma implícita nos documentos referentes ao ensino de Língua Inglesa nos anos finais do Ensino Fundamental, sendo identificáveis a partir da reflexão sobre seu conceito. Constatou-se também a existência de lacunas na articulação entre as competências socioemocionais e uma orientação prática ao docente.
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    Políticas de escrita, performance, escrevivências e resistências em Sobre(vivências), de Eliza Metzker.
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-10-16) Santana, Geisielle da Silva; Sales, Karina Lima; Santos, André Domingues; Nascimento, Aline Santos de Brito
    Este estudo voltou-se para a produção artística de Eliza Maria da Silva Metzker, com o propósito de contribuir para as discussões teóricas acerca da cena literária baiana, valorizando sua obra e refletindo sobre a arte literária como uma forma de ação política e resistência. Nesse sentido, a pesquisa teve como objetivo precípuo analisar textos poéticos do livro Sobre(vivências), de Eliza Maria da Silva Metzker. A obra reúne diversos poemas, mas este trabalho concentra-se naqueles que abordam o passado histórico e a presença do negro na sociedade – textos que, de maneira explícita ou implícita, dialogam com discussões teóricas sobre resistência, escrevivência, performance e a dimensão política da literatura. Ademais, no que diz respeito à metodologia, trata-se de uma pesquisa de abordagem bibliográfica e método qualitativo. Além disso, no que concerne à fundamentação teórica, deve-se citar que a pesquisa envolve estudos teórico-críticos de autores da Literatura Marginal-Periférica, tais como: Érica Nascimento (2006, 2011), Karina Sales (2022) e Faria et al. (2015); da performance: Paul Zumthor (2018), Graciela Ravetti (2006, 2011) e Denise Pedron (2006); bem como sobre a relação da arte e política: Jacques Rancière (2005, 2017); a respeito da Literatura Contemporânea: Giorgio Agamben (2009) e Célia Pedrosa (2018). Entende-se que os poemas analisados unem elementos estéticos e performáticos e, consequentemente, há a construção de uma poética da resistência e de escrevivência nos contextos da Literatura Marginal-Periférica.
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    Os becos da memória viva: o trauma da diáspora e a solidão-ridade na “escrevivência” evaristiana.
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-02-26) Cabral, Jânie Carla Martins Almeida; Prazeres, Lílian Lima Gonçalves dos; Nascimento, Juciene Silva de Sousa; Almeida, Liz Maria Teles de Sá
    O estudo fundamenta-se na análise do romance ficcional Becos da Memória (2018) da escritora negro-brasileira, Conceição Evaristo, explorando categorias como memória, solidão-ridade e “escrevivência”, com ênfase especial nas personagens femininas, Maria-Nova, Maria-Velha e Vó-Rita. Este estudo propõe como objetivo geral, analisar as narrativas memorialísticas individuais e coletivas, inseridas em um contexto sociocultural de trauma da diáspora e de solidão-ridade de mulheres negras na “escrevivência” evaristiana. Traz como objetivos específicos, apresentar a “escrevivência” como mote da narrativa em Becos da memória e como ferramenta de contribuição para o resgate histórico do negro e negra brasileiros, como conceito na busca do combate ao epistemicídio em uma perspectiva antirracista e de resistência; descrever a biografia de Conceição Evaristo alinhavando os fios da narrativa em sua autobiografia, evidenciando o romance memorialista Becos da memória; analisar as vozes que ecoam na favela inominada, através da junção da categoria memória e o discurso do lembrar, reverberando as vozes das personagens negras, que precisam “seguir segurando a vida”; evidenciar o trauma da dispersão e a solidão, apresentando a solidão-ridade como atenuante das dores e cesuras na narrativa de Conceição, como manifestações individuais e coletivas à comunidade diaspórica. O problema da pesquisa questiona: Como se estabelecem as narrativas memorialísticas individuais e coletivas, a partir da “escrevivência” evaristiana em Becos da memória, sob a influência do trauma da diáspora e da solidão-ridade na ambiência de um desfavelamento? No que se refere à metodologia, a pesquisa é bibliográfica, exploratória e de natureza qualitativa. Fundamenta-se na análise como Prática Social (Foucault, 2008), cujo método é o dedutivo. Traz uma escrita traçada sob o olhar de uma autora negra, protagonista da sua história, Conceição Evaristo, e a visão de uma mulher negra jovem, protagonista do romance, Maria-Nova, acerca das narrativas sobrepostas ocorridas em uma favela, tornando-a um espaço discursivo memorialístico. O estudo traz relatos de experiências diversas dos moradores da favela, transcritos através do discurso do lembrar, dimanando atos de resistência e questões sociorraciais e políticas. Discute como a “escrevivência” evaristiana permeia as suas memórias individuais, urbanas e coletivas. Apresenta nuances dicotômicas, que ora trazem aspectos relacionados à tradição, ora tecem escritos atemporais, em que os movimentos diaspóricos se entrecruzam com outras epistemologias (saberes próprios). O aporte teórico que fundamenta o estudo ancora-se no decolonialismo, na literatura negro-brasileira, “escrevivência” e estudos culturais, sustentada por autores como Quijano (2020), Cuti (2000), Seligmann-Silva (2003), Heidegger (2007), Halbwachs (2013), Silva, Saunders e Ohmer (2021). As análises realizadas revelaram que a autora por meio da memória ancestral e as experiências relacionadas ao trauma da diáspora, fortalece a identidade das mulheres negras unindo-as na solidão-ridade. Mesmo diante de relatos de cesuras, solidão e lutas, elas reverberam a sua re(existência), apresentando o protagonismo negro em suas trajetórias de vida, dando relevância à ancestralidade e à territorialidade. Por vezes, são invisibilizadas e estigmatizadas pelo racismo estrutural, que remonta aos traumas da dispersão e às marcas ancestrais. Entretanto, a "escrevivência" evaristiana prima por visibilizar a mulher negra em uma ótica de resistência, através da memória individual, urbana e coletiva.
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    Identidades negras femininas: o paradigma da sexualidade no romance Sula, de Toni Morrison
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-04-29) Sousa, Wanderson Brandão; Nascimento, Juciene Silva de Sousa; Acco, Cleideni Alves do Nascimento; Santos, Mariana Fernandes dos
    Esta dissertação realiza um estudo sobre o paradigma da identidade e da sexualidade da mulher negra, considerando aspectos de tempo e espaço sob diferentes perspectivas culturais, sociais e históricas. Buscou-se, assim, evidenciar essas categorias por meio do romance Sula, de Toni Morrison, autora cuja voz se destaca ao retratar personagens femininas como instrumentos de reflexão acerca da manutenção ou do rompimento dos modelos tradicionais. Além disso, procurou-se identificar as similaridades entre o tema e as personagens, a fim de compreender os parâmetros que essas mulheres seguiam em uma sociedade dominada pela supremacia branca, a qual estrutura uma cadeia de opressões na qual a mulher negra é sistematicamente subjugada. Observou-se que, por meio da literatura da autora norte-americana, é possível identificar os instrumentos que revelam as múltiplas tonalidades relacionadas às mulheres ao assumirem papéis que lhes foram historicamente impostos. O estudo investiga, portanto, personagens que rompem com essas estruturas patriarcais, assumindo lugares que outrora eram destinados apenas aos homens, desafiando a lógica do poder machista. Sula, enquanto persona literária, cede apenas aos seus próprios desejos — e não aos masculinos —, sendo compreendida como uma transgressora dos ditames sociais. Sua imagem, embora marginalizada, molda uma nova perspectiva do que é ser mulher. Diante da produção literária selecionada, o estudo fundamenta-se nas vozes de mulheres negras como Angela Davis, bell hooks, Anna Julia Cooper e Lélia Gonzalez. Além disso, autores como Stuart Hall, Homi Bhabha e W. E. B. Du Bois contribuíram para os aportes teóricos sobre identidade. Constatou-se que a personagem Sula se distancia dos moldes tradicionais da sociedade em que vive, rompendo com a imagem estereotipada da mulher negra em um contexto machista. Sua figura ressoa como símbolo de transgressão frente às normas sociais. Para as mulheres de seu meio — Nel Wright, Helene Wright, Eva Peace e Hannah Peace —, a percepção de quem Sula realmente era se apresenta de forma tanto sagaz quanto disruptiva. Assim, compreende-se que os parâmetros da identidade e da sexualidade são elementos entrelaçados na personagem, sendo indissociáveis de sua existência.
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    Registros de resistências dos povos indígenas em documentos literários coloniais do século XVI: Tratados da Terra do Brasil e o Tratado da História da Província Santa Cruz, de Pero Magalhães de Gândavo.
    (Universidade do Estado da Bahia, 2025-07-31) Jandre, Mônica Neves de Souza; Jaeckel, Volker Karl Lothar; Hue, Sheila Moura; Prazeres, Lilian Lima Gonçalves do
    O tema "Registros de resistências dos povos indígenas em documentos literários coloniais do século XVI: Tratados da terra do Brasil e o Tratado da história da província Santa Cruz, de Pero Magalhães de Gândavo’’ vem tratar da busca por respostas quanto às inquietações advindas do processo de colonização brasileiro tendo como arcabouço relatos escritos por cronistas para retratar o encontro entre indígenas e europeus. Sob esse enfoque, recomenda-se neste Trabalho de Conclusão de Curso (Dissertação), o estudo desse mote numa acepção mais específica: Os Tratados. Essa especificidade será convertida no eixo central da pesquisa, uma vez apresentados sinais de descaso no trato com a imagem do índio refletida no segmento literário/jornalístico expressa nos Tratados. O interesse se deu com o questionamento de que se os povos indígenas do período colonial foram resistentes às invasões e desapropriações de suas terras. Partindo dessa problemática vivida pelos indígenas desde a colonização até a atualidade, surge a necessidade de realização de pesquisas em como se deram a verdadeira relação dos povos habitantes da Costa Litorânea, principalmente, do Extremo Sul da Bahia, com os invasores europeus. Buscando compreender todo este processo de desocupação e desapropriação de terras indígenas, fez-se necessário ter como ponto de partida os primeiros registros do período colonial. Sendo as obras de Pero Magalhães de Gândavo, O Tratado da Terra do Brasil e o Tratado da História da província de Santa Cruz, escolhidas para este campo de questionamento e pesquisa documental e bibliográfica literária.