Licenciatura em Matematica - DCET2
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- ItemA divisão de frações para além do algoritmo: uma proposta didática com origami(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Farias, Ronald Lima; Leal , Maria de Fátima Costa; Ferreira, Maridete Brito Cunha; Santos, Daniela BatistaEste trabalho teve como objetivo analisar uma proposta de intervenção ancorada no uso do origami, e seu potencial na ressignificação da divisão de frações, superando uma abordagem estritamente algorítmica e favorecendo a compreensão dos significados matemáticos envolvidos. Inicialmente foi feita uma investigação sobre o ensino da divisão de frações no âmbito da Educação Matemática, considerando as dificuldades conceituais historicamente associadas à aprendizagem dessa operação e sua abordagem baseada na aplicação mecânica de algoritmos. Estudos provenientes de avaliações oficiais, como o SAEB e o PISA, indicam o baixo desempenho dos estudantes em tarefas que envolvem operações com números racionais na forma fracionária, reforçando a necessidade de propostas didáticas que favoreçam a construção de significados conceituais. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter exploratório, fundamentada na análise teórica dos significados matemáticos da divisão de frações, bem como na análise a priori de uma proposta de intervenção pedagógica fundamentada no uso do origami. A proposta de intervenção analisada neste estudo foi um aprimoramento de uma proposta didática que utilizava o origami na abordagem da divisão de frações, de modo que relacionasse a área do retângulo, o princípio da contagem e os diferentes algoritmos da divisão entre frações. As dobras do origami, em contextos educacionais, apresentam potencial para atribuir significado a procedimentos algébricos e geométricos, ao favorecer a compreensão das relações parte–todo e da unidade de medida fracionária. Os resultados indicaram que o algoritmo de inverter e multiplicar não constitui um princípio conceitual, mas uma consequência algébrica das relações de equivalência e razão, permitindo compreender a divisão de frações como a razão entre áreas, em que o divisor define a unidade de referência, e evidenciou que o uso do origami favorece a visualização das relações parte–todo, da equivalência de frações e da partição de áreas, além de revelar procedimentos matematicamente válidos pouco explorados no ensino tradicional, que emergiram das representações construídas. A articulação entre representações figurais, manipulação das dobras e questionamentos orientados pode contribui para a formalização e internalização dos conceitos matemáticos abordados.
- ItemOs alunos cegos e a geometria: mapeando dissertações e teses no período de 2015 a 2020(2022-09-01) Silva, Felipe Henrique da Santana; Ferreira, Maridete Brito Cunha; Queiroz, José Carlos; Silva, Maria Eliana Santana da CruzEsta pesquisa, de cunho qualitativo, caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica, que segundo Fiorentini e Lorenzato (2006) também é chamada de estudo documental, e do tipo estado-da-arte. Teve como objetivo fazer um levantamento das contribuições de autores de dissertações e teses defendidas no período de 2015 a 2020, cadastradas no sítio da CAPES, sobre ensino e aprendizagem de geometria para estudantes cegos. A busca se restringiu aos trabalhos cadastrados no sítio da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Após aplicação de filtros relacionados ao objetivo desta pesquisa constituímos o corpus com três teses de doutorado e 5 dissertações de mestrado. Após análise dos oito trabalhos, estes foram agrupados, de acordo com seus objetivos, em duas categorias: na primeira categoria estão os trabalhos que focam na compreensão de aspectos relacionados ao desenvolvimento do pensamento geométrico por parte de estudantes cegos e na segunda estão os trabalhos que visam analisar, testar ou desenvolver recursos didáticos para facilitar a compreensão de alunos cegos com relação aos conteúdos geométricos. Constatamos que a maioria dos trabalhos analisados focam na compreensão de aspectos relacionados à aprendizagem em geometria como a visualização geométrica, as representações dos conceitos geométricos, e argumentação por parte de alunos com cegueira total. Quantos aos trabalhos que testam recursos didáticos, estes concluíram que são facilitadores da aprendizagem e sugerem que mais materiais deveriam ser desenvolvidos para auxiliar o ensino aprendizagem, especialmente envolvendo o estudante na construção e aplicação do material. Todos os autores dos trabalhos selecionados sinalizam a importância de aprofundar as pesquisas na área e apontam que ainda há muito a ser estudado, pesquisado e desenvolvido.
- ItemAnálise das estratégias utilizadas pelos alunos nas resoluções de problemas quando abordadas como metodologia de ensino da matemática(2022-08-01) Mançur, Adriele Lima da Silva; Bispo, Jaíra de Souza Gomes; Baqueiro, Grace Dórea Santos; Santos, Viviane Mendonça dosResolver Problemas vai muito além que saber algoritmos, a construção do conhecimento é o foco principal e para isto é necessário que o aluno saiba o que está fazendo sem reproduzir o que lhes foi dito. Esta pesquisa teve como objetivo geral, analisar as estratégias utilizadas pelos alunos nas Resoluções de Problemas, sendo assim, a pesquisa foi realizada em uma turma do 9º ano dos anos finais do Ensino Fundamental para resolver problemas quando esses são lhes dado como Metodologia de Ensino da Matemática. Para embasar nossas discussões, escolhemos alguns teóricos que discutem sobre a Resolução de Problemas, como Onuchic e Allevato (2005; 2014), Smole e Diniz (2001), Dante (1988; 1997; 2010) e Pozo (1998). A metodologia adotada foi de natureza qualitativa e os instrumentos utilizados para coleta de dados foram a observação e documentos. Analisamos os dados com base nos referenciais teóricos e as experiências vivenciadas do pesquisador. A partir da análise, observamos que algumas duplas tiveram dificuldades em resolver os problemas por não possuírem habilidades necessárias e por falta de interpretação do problema, mas muitas duplas conseguiram resolver utilizando Estratégias Aritméticas Convencionais e Não - Convencionais. Acreditamos que os educadores poderiam refletir mais sobre essa Metodologia, já que podemos perceber que a partir de um problema pode-se dar possibilidade de trabalhar com o aluno aquilo que se deseja antes de aplicar um conteúdo. Dessa forma instigando com que o aluno utilize suas estratégias, tendo como foco o processo de resolução, e não a solução, desenvolvendo assim o seu conhecimento e suas habilidades, tornandoos seres críticos para atuar na sociedade.
- ItemAréa dos quadriláteros notáveis com uso de materias manipulátivos: uma proposta fundamentada na etnomatemática(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-17) Silva, Samuel Brito da; Ferreira, Maridete Brito Cunha; Leal, Maria de Fátima Costa; Baqueiro, Grace DóreaA presente pesquisa tem como objetivo elaborar uma sequência didática, fundamentada nos princípios da etnomatemática e no uso de materiais manipuláveis, a fim de investigar seu potencial para o ensino de área dos quadriláteros notáveis para alunos do 8º ano do ensino fundamental de uma comunidade agrícola. Para esse fim, traçamos um estudo sobre o objeto matemático área, com o intuito de saber o seu desenvolvimento histórico e como está sendo abordado em documentos oficiais e no livro didático do 8º ano do Ensino Fundamental. Posteriormente, foi feito um estudo de trabalhos que apontam de que forma o material concreto pode ser utilizado de modo significativo. Como referencial teórico utilizamos os princípios da Teoria das Situações Didáticas (TSD) que terá o seu papel na construção e análise da sequência e adotamos elementos da Engenharia didática como metodologia de pesquisa. Planejamos esta sequência para uma turma do 8º ano de uma escola localizada na zona urbana em um município do interior da Bahia, cujos estudantes, em sua maioria, são de zona rural. Ao final da pesquisa, concluímos que a sequência tem um potencial para abordar área dos quadriláteros notáveis de forma significativa na medida em que foi elaborada contemplando os princípios da TSD e a utilização de material concreto de modo a proporcionar aos alunos um ambiente de investigação, respeitando e valorizando a cultura da comunidade.
- ItemCapoeira: um potencial didático para o ensino de geometria(2021-02-01) Santos, Josenildo dos; Santos, Daniela Batista; Queiroz, José Carlos Santana; Bispo, Jaíra de Souza GomesHistoricamente, observamos que a Geometria é vista como uma parte isolada da Matemática e consequentemente os conteúdos geométricos, na maioria das vezes, são pouco trabalhados na escola e, quando são abordados, geralmente são ensinados de forma muito técnica, de maneira descontextualizada e sem significado. Assim, advogamos pela necessidade de desenvolver atividades que promovam um ensino e aprendizagem dos conceitos geométricos de forma mais significativa, com potencial lúdico e que aproximem os/as estudantes do cotidiano. Nesta senda, salientamos acerca da Capoeira, expressão cultural afro-brasileira, como uma possibilidade de trabalhar o pensamento geométrico na sala de aula, embasado através da Etnomatemática. Nessa perspectiva, objetivamos com esta pesquisa qualitativa, analisar as potencialidades didáticas da Capoeira para o ensino de conceitos geométricos, estabelecendo diálogo entre a cultura da Capoeira e o ensino de Geometria. Para isto, tivemos como sujeitos/as da pesquisa, estudantes da licenciatura em Matemática e egressos/as deste curso, que atuam em projetos da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), campus II, na cidade de Alagoinhas, Bahia. Para a produção dos dados, utilizamos dois questionários, que foram aplicados via Google Forms e o desenvolvimento de um minicurso. Para a análise dos dados, utilizamos os pressupostosda Análise de Conteúdo a partir da categorização em conformidade com Bardin (2011). Como suporte teórico, utilizamos autores como: D’Ambrosio (1996), Freire (1987), Aidar (2020), Esteves (2003), Brasil (1998), dentre outros. Através do primeiro questionário foi possível conhecer o perfil dos/as participantes, bem como, a concepção dos/as mesmos/as sobre Capoeira e se tinham conhecimento com relação as suas potencialidades didáticas para o ensino de conceitos geométricos. Os resultados demonstraram que os participantes conheciam um pouco sobre capoeira, tendo em vista que na Bahia esta é uma prática cultural e bem difundida, contudo a maioria destes, afirmaram que nunca tinha pensado sobre a possibilidade da utilização da capoeira como alternativas para aprender Matemática. Com o minicurso trabalhamos algumas questões teóricas sobre a capoeira e suas potencialidades para a aprendizagem de conceitos geométricos. Podemos inferir a partir da interação e dos comentários dos participantes, bem como com a análise do segundo questionário, que atingimos os objetivos propostos e que todos os participantes conseguiram perceber e estabelecer relação entre a Capoeira e a geometria, assim como sobre sua importância como uma expressão cultural e de resistência para a população negra, principalmente no período da escravidão. Assim, creditamos que é fundamental trabalhar com atividades culturais, como a Capoeira, nas aulas de Matemática, de maneira a aproximar os/as estudantes dos conceitos matemáticos de forma significativa e interdisciplinar, de modo a evidenciar o respeito às diversas formas de conhecimento, de matemáticas e de cultura.
- ItemConceitos matemáticos em pessoas, não (plenamente) escolarizadas da feira livre de Entre Rios – BA(2022-09-01) Menezes, Natália Freire de; Bispo, Jaíra de Souza Gomes; Santos, Viviane Mendonça dos; Santana, Erivelton Nonato deHistoricamente, percebemos que a Matemática não escolar é vista como uma parte pouco explorada da Matemática, e por consequência, ela não é trabalhada dentro da sala de aula. Além disso, quando se abordam questões cotidianas por meio de soluções problemas, as mesmas são passadas de forma superficial, deixando de lado a importância de trabalhar esses elementos e assim não dando significado para eles. Dessa maneira, salientamos a importância de se discutir sobre a matemática dos feirantes que não tiveram oportunidade de terminar seus estudos, defendendo a necessidade de valorizar as suas atividades realizadas no dia a dia. Para alcançarmos tal objetivo realizamos uma pesquisa qualitativa para analisar quais conceitos matemáticos foram adquiridos por pessoas não (plenamente) escolarizadas da Feira Livre de Entre Rios – Ba. A partir desses conhecimentos, estabelecemos uma relação entre conhecimentos matemáticos não escolares com a Matemática Escolar. Para isso, tivemos como sujeitos de pesquisa feirantes, que atuam na Feira Livre de Entre Rios – BA, que nunca frequentaram ou que já frequentaram uma escola irregularmente. Assim, realizamos em um primeiro momento uma entrevista para conhecer o perfil socioeconômico dos/as feirantes, bem como as suas concepções pertinentes à matemática não escolar; em um segundo momento observou a relação entre feirantes e clientes no intuito de perceber conceitos matemáticos implícitos nos diálogos, que provavelmente foram aprendidos na escola. Finalizamos essa pesquisa com a análise dos dados coletados em campo, de modo que os conhecimentos matemáticos implícitos nas operações realizadas pelos feirantes foram compreendidos com base na matemática formal. E por fim, como apoio teórico, utilizamos autores como: D’ Ambrósio (1996), Freire (1987), Fonseca (2007), Nunes; Carraher; Schliemann (2011), dentre outros. Portanto, através desta pesquisa pudemos perceber a presença, ou não, de conceitos ou conhecimentos matemáticos em pessoas, não (plenamente) escolarizados, da Feira Livre de Entre Rios – BA, de modo que foram valorizadas as diversas formas de conhecimentos matemáticos não formais presentes no cotidiano dessas pessoas.
- ItemConcepções de estudantes da licenciatura em matemática sobre o significado do símbolo “=” em contextos aritméticos e algébricos(2022-09-01) Oliveira, Gleiciane da Silva Pereira de; Leal, Maria de Fatima Costa; Silva, Maria Eliana Santana da Cruz; Bispo, Jaíra de Souza GomesEsta pesquisa tem por objetivo, investigar quais são as concepções de estudantes da licenciatura em matemática sobre o significado do símbolo “=” em contextos aritméticos e algébricos. Para isso foi desenvolvida uma pesquisa com os alunos do terceiro semestre de licenciatura em Matemática, do Campus da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, com uma abordagem qualitativa para analisar as concepções dos estudantes e uma abordagem descritiva também, por se tratar de uma modalidade que descreve ou categoriza uma situação. E o método utilizado para nossa pesquisa foi a análise do conteúdo que, trata-se de um estudo minucioso de conteúdo, palavras, frases onde captamos as intenções e descartamos o que não será útil. Vale salientar que o questionário aplicado é um recorte feito do que foi construído por Cavalcante (2008), em sua pesquisa, sendo ele voltado para o contexto aritmético e algébrico, onde elegemos apenas três categorias para serem analisadas a priori, sendo elas: igualdade relacional, equivalência em igualdade condicional e igualdade funcional, mesmo sabendo que posteriormente outras categorias poderiam surgir. Todos os estudantes receberam as mesmas questões, e foram usados os mesmos critérios para análise. Os resultados dessa pesquisa foram de suma importância, pois, não só revelam concepções a respeito do símbolo “=”, mas também a falta de entendimento acerca do mesmo e conhecimentos básicos demonstrando que mesmo enquanto estudantes universitários existem lacunas acerca entendimentos que são de fundamental importância para componentes curriculares dentro do curso de Licenciatura em Matemática. Salientamos a importância de contribuições referente a objetos matemáticos no qual passam desapercebido suas potencialidades e significados na maioria das vezes e que podem influir direta ou indiretamente em conteúdos trabalhados constantemente.
- ItemConcepções do lúdico e suas contribuições para o ensino na perspectiva de supervisoras do PIBID de matemática: um olhar para além dos jogos(2021-02-01) Souza, Daiana Lima Soriano de Oliveira; Santos, Daniela Batista; Conceição, Jefferson Correia da; Ferreira, Maridete Brito CunhaO ensino de Matemática ainda é marcado por um alto índice de reprovação e evasão, procedente muitas vezes das dificuldades dos alunos em compreender e relacionar seus conceitos a realidade cotidiana. Surge então, a necessidade de trabalhar os conceitos matemáticos em um ambiente que favoreça a aprendizagem para além da reprodução e memorização. Assim, a partir da experiência como bolsista no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, percebi que o lúdico em sala de aula pode oportunizar um ambiente de investigação, favorecendo a autonomia dos estudantes e a aprendizagem em Matemática. Deste modo, objetivamos compreender que concepções professoras da Rede Pública de Ensino que atuaram como supervisoras do PIBID têm sobre o lúdico e suas contribuições para o ensino de Matemática. Visando atender este objetivo, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa do tipo exploratória com professoras de Matemática que atuaram como supervisoras no PIBID no período de 2018-2019 na cidade de Alagoinhas-BA. Para a produção dos dados, utilizamos um questionário construído na plataforma do Google Formulário e uma entrevista semiestruturada aplicada através da plataforma do Google Meet. Essa pesquisa está embasada em teóricos como: Freire (1996; 1987), Lara (2003), Andrade (2013), Luckesi (2000; 2005; 2014), Rodrigues (2019), dentre outros. Para análise dos dados, utilizamos a análise de conteúdo a partir da categorização, na perspectiva de Bardin (1977). O caminhar na análise de conteúdo nos guiou a quatro categorias, sendo elas: Concepçõesde lúdico das professoras, possibilidades e desafios do lúdico no Ensino de Matemática, contribuições do PIBID de Matemática para o ensino a partir das potencialidades do lúdico e o lúdico na formação docente. A análise interpretativa das categorias mostrou que as professoras compreendem o lúdico como recursos didáticos-pedagógicos que no contexto da sala de aula favorece a autonomia do aluno, bem como a aprendizagem significativa, configurando-se como um fator de motivação que pode contribuir para despertar o interesse do aluno pela aprendizagem Matemática. Percebemos aindaque, o PIBID constitui-se em um espaço de formação inicial e continuada no qual a presença do Lúdico contribui para uma apropriação da prática lúdica pelo professor, refletindo positivamente na práxis. Assim, a prática lúdica no contexto educacional possibilita superar a dicotomia existente entre teoria e prática, ultrapassando a concepção tradicional de ensino e contribuindo para um ensino de matemática com mais significado e criativo, em que o educando atua como protagonista na construção de seu conhecimento.
- ItemCondição suficiente para a existência de um grupo finito gerado por dois elementos satisfazendo as relações aⁿ = e, bᵐ = aᵘ e b a = aˢ b(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-16) Reis Filho, Vilemar Fragas dos; Jesus, Luís Roque Rodrigues de; Ferreira, Maridete Brito Cunha; Mendonça, Glaene Santos SantiagoEste trabalho apresenta uma demonstração construtiva e didática para a existência de grupos finitos da forma G = ⟨a, b⟩ definidos pelas relações aⁿ = e, bᵐ = aᵘ e b a = aˢ b. O objetivo principal é provar a suficiência das condições de congruências sᵐ ≡ 1 (mod n) e u(s − 1) ≡ 0 (mod n), as quais, como se sabe, são também necessárias para a existência de tais grupos (os quais são únicos, a menos de isomorfismos). A abordagem inicia-se com uma motivação detalhada que torna explícitas as ideias que conduzem naturalmente à escolha do grupo candidato e da sua operação binária. Em seguida, a construção é realizada explicitamente sobre um conjunto de pares ordenados, utilizando apenas ferramentas elementares da Teoria de Grupos e Teoria dos números, aritmética modular, indução e propriedades elementares de homomorfismos. Como consequência, obtém-se a garantia da existência dos grupos dos quatérnions generalizados Qn e dos grupos diedrais Dn, além da classificação completa dos grupos de ordem 2p, com p primo ímpar. Como desdobramento natural, aponta-se para a possibilidade de estender o método construtivo aqui desenvolvido ao caso de grupos gerados por três elementos, conforme sugerido, mas não demonstrado, na literatura consultada. O trabalho destaca-se, portanto, por oferecer uma prova completa, pedagogicamente orientada e motivada desde as escolhas construtivas iniciais, preenchendo uma lacuna expositiva na literatura.
- ItemConexões entre história da matemática e rotação por estações: o potencial da produção de materiais didáticos para o ensino de matemática(Universidade do Estado da Bahia, 2025-12-16) Santos, Igor Nicolas Aquino de Sena; Nascimento, Gustavo Pereira; Silva, Maria Eliana Santana da Cruz; Lima, Luiz Henrique Menezes deEsse trabalho investiga o potencial da produção de materiais didáticos para o ensino de matemática na Educação Básica através da História da Matemática associada à metodologia ativa de Rotação por Estações. Os materiais produzidos exploram o Teorema de Pitágoras, estruturado em quatro estações de aprendizagem — curiosidades históricas, manipulação geométrica, recurso audiovisual e leitura de poemas — permitindo explorar aspectos históricos, culturais, geométricos e interdisciplinares do conceito. A fundamentação teórica apoia-se na BNCC (Base Nacional Curricular Comum), na História da Matemática como tendência em Educação Matemática (D’Ambrosio, 1993; Miguel e Miorim, 2004), nas metodologias ativas centradas no protagonismo discente (Moran, 2015; Oliveira e Pesce, 2017). e nos pressupostos da Engenharia Didática proposta por Artigue (1988) e sistematizada por Almouloud (2007), utilizada como metodologia deste estudo. A análise a priori evidenciou que tais materiais possuem potencial para favorecer a compreensão conceitual do teorema, promover o protagonismo discente, estimular a criatividade e aproximar a matemática de seu contexto histórico e cultural. Embora não tenha sido realizada a experimentação, o estudo indica que a integração entre História da Matemática e metodologias ativas pode constituir uma estratégia pedagógica significativa, contribuindo para práticas inovadoras que superam o ensino tradicional e ampliam as possibilidades de aprendizagem na Educação Básica.
- ItemContextualizando potenciais de ambientes informatizados digitais para processos educacionais em matemática(0025-04-11) Santos, Anna Cecília Perônio Bacelar dos; Freitas, Danton de Oliveira; Queiroz, José Carlos Santana; Santos, Valdirene de SouzaDurante o transitar do Século XX, principalmente com o advento da internet, os processos tecnológicos no contexto dos ambientes informatizados digitais despontam como uma das forças informacionais e comunicacionais potencializadoras para cada ciclo vivenciado e experienciado pelos sujeitos em seus diferentes contextos sociais. Entre essas forças, destacamos os ambientes das plataformas digitais e dos Softwares, em particular o Kahoot objeto desse estudo, onde os sujeitos podem explorar para agir/pensar matematicamente com dados relacionados a aspectos sociais. O estudo está organizado a partir de reflexões apresentadas por teóricos como Minayo Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.4, p. 01-23, 2025 2 jan. 2021 (2001), Lima Junior (2005), Freitas (2021), Bacich, Tanzi Neto e Trevisani (2015) possui como objetivo potencializar os processos educacionais de matemática envolvendo ambientes informatizados digitais e, para tanto, aborda-se aspectos da história da matemática e de sistema de numeração explorando interfaces do Software Kahoot através da Metodologia Ativa com a técnica de rotação onde as reflexões estão nos indicadores da abordagem qualitativa. Entre as contribuições oportunizadas pelo estudo podemos sinalizar a importância de contribuir para os sujeitos desenvolverem o agir/pensar matematicamente a partir dos diferentes ambientes informatizados digitais, em particular o Software Kahoot, como contra partida aos processos educacionais restritos ao reprodutivismo, à memorização e à axiomatização, presentes nos livros didáticos de matemática e durante os processos educacionais.
- ItemContribuições da teoria dos campos conceituais para a compreensão dos conceitos de multiplicação numa perspectiva lúdica e do letramento matemático(2022-09-01) Oliveira, Rafael Florêncio de; Santos, Daniela Batista; Kistemann Júnior, Marco Aurélio; Cavalcante, José LuizGeralmente a multiplicação é vista entre os/as estudantes como uma operação difícil de ser aprendida, principalmente por relacioná-la somente com a memorização da tabuada e exercícios usando apenas o algoritmo. A participação em projetos de extensão, pesquisa e ensino possibilitaram experienciar diferentes metodologias e teorias que oportunizaram trabalhar os conceitos de multiplicação, para além da soma de parcelas iguais. Assim, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa, em que objetivamos analisar as contribuições da Teoria dos Campos Conceituais (TCC) para a compreensão dos conceitos de multiplicação numa perspectiva lúdica e do letramento matemático. Tivemos, como participantes, 26 licenciandos/as e egressos/as do curso de Licenciatura em Matemática da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus II, Alagoinhas – Bahia. Para a produção dos dados, fizemos: um questionário para sondagem dos conceitos de multiplicação; uma oficina com duração de 9 horas, trabalhando atividades diversificadas na perspectiva lúdica e do letramento matemático, com aporte na Teoria das Situações Didáticas (TSD); narrativas sobre a oficina e um questionário avaliativo. Para a avaliar os dados, utilizamos a Análise de Conteúdo de Bardin (2015), a partir da categorização. Tivemos como aporte teórico desta pesquisa autores como: Vergnaud (1996), Soares (2004), Brousseau (2008), Gitirana et al. (2014), dentre outros. Na análise dos dados, construímos três categorias: 1. Concepções sobre a multiplicação: não é soma de parcelas iguais?; 2. (Re)Olhares acerca da multiplicação na formação docente à luz da TCC e 3. Ensinar para multiplicar e multiplicar para ensinar, numa perspectiva lúdica e do letramento matemático. Os dados evidenciaram que, mesmo definindo inicialmente a multiplicação como soma de parcelas iguais, os/as participantes conseguiram perceber os outros conceitos desta operação (combinação, comparação e configuração retangular), a partir da TCC, ressaltando-se a importância desta teoria como construto para a formação docente. Além disso, relataram o quanto as atividades com potencialidade lúdica e com viés no letramento matemático aproximam os/as estudantes da realidade e colaboram para torná-los/las protagonistas na construção do seu conhecimento matemático de maneira prazerosa. Assim, podemos inferir que é necessário trabalhar os diferentes conceitos de Multiplicação, sendo a TCC um aporte teórico que oportuniza essa possibilidade, bem como evidenciamos, também, a importância de propor situações diferenciadas numa perspectiva lúdica e do letramento matemático.
- ItemDemonstrações geométricas e o aluno cego: construindo uma sequência didática envolvendo a soma dos ângulos internos do triângulo(2022-09-01) Santos, Elise Ane Silva; Ferreira, Maridete Brito CunhaEste trabalho, de cunho qualitativo, tem como tema demonstrações em geometria e objetivou construir uma sequência didática, bem como os materiais de apoio, e analisar seu potencial para conduzir o aluno cego à realização da demonstração da soma dos ângulos internos do triângulo. Para a construção da sequência este trabalho se baseou em Lorenzato (2006) acerca da utilização de materiais didáticos manipuláveis para conduzir o aluno no processo de abstração. Também apresentamos como referencial teórico a Taxonomia de Balacheff (1987) e a Defectologia de Vygotsky (1983), no que diz respeito aos níveis de prova e a aprendizagem do aluno cego, respectivamente. Além das teorias que fundamentaram este trabalho, também apresentamos a Lei nº 13.146, que fala sobre a inclusão de pessoas com deficiência e descreve o papel das escolas em relação a esses alunos, e o que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) considera como habilidades a serem desenvolvidas pelos alunos referentes ao conteúdo abordado neste trabalho. A construção da sequência foi realizada e as atividades da parte inicial foram aplicadas num estudo piloto que teve como participante um professor cego que trabalha com o ensino de crianças com deficiência visual. A construção e análise da sequência nos permitiu afirmar que a sequência, bem como os materiais de apoio, associados à mediação do professor, têm potencial para conduzir um aluno cego à realização da demonstração da soma dos ângulos internos do triângulo. Os resultados do estudo piloto nos possibilitaram ter um panorama geral da efetividade das atividades iniciais, dos materiais didáticos de apoio e da importância da mediação nesse processo. Salientamos a importância de mais contribuições no campo científico referentes à construção de atividades que estimulem o desenvolvimento do processo argumentativo do aluno e de mecanismos para o ensino de matemática para pessoas com deficiência visual.
- ItemEducação matemática e ambientes informatizados digitais: contribuições do Google Earth para processos educacaionais de geometria(Universidade do Estado da Bahia, 2025-08-05) Costa, Emily Fabiane Silva; Freitas, Danton de Oliveira; Conceição, Jefferson Correia da; Lopes, Paulo HenriqueO avanço das tecnologias digitais em diversos contextos da nossa sociedade, onde os sujeitos operam, influenciam, modificam as interações humanas relaciona-se diretamente às necessidades culturais, políticas e econômicas da humanidade. O espaço educacional é um desses contextos em que essas tecnologias estão sendo inseridas, ampliando sua zona de popularização. Este trabalho tem como objetivo refletir sobre as contribuições possibilitadas pelo uso do Google Earth nos processos educacionais em geometria. Nessa perspectiva, considera-se relevante compreender a importância da utilização de tecnologias digitais nesses processos dentro dos espaços escolares e propor uma atividade que utilize o Google Earth como ferramenta de apoio aos processos educacionais em geometria. Considerando o potencial que emerge do uso das tecnologias digitais em nosso cotidia no, devemos refletir sobre sua relevância na melhoria dos processos educacionais. No entanto, não podemos depositar nessas ferramentas a solução completa para todos os processos educacionais em geometria. Embora o Google Earth não seja um recurso criado pa ra fins educacionais, seu uso pode contribuir para a contextualização dos processos educacionais em geometria, aproximando a realidade dos alunos do conhecimento geométrico, possibilitando situações mais concretas que estimulam a reflexão sobre questões re lacionadas à sociedade, criatividade, autonomia, noções espaciais e a construção efetiva do conhecimento geométrico.
- ItemEmpreendedorismo como contexto para o ensino de matemática básica e porcentagem: uma sequência didática focada na resolução de problemas(Universidade do Estado da Bahia, 2026-12-17) Santos, Cristiano Bispo dos; Nascimento, Gustavo Pereira; Silva , Maria Eliana S. da C.; Lima, Luiz Henrique Menezes deEste Trabalho de Conclusão de Curso investigou o potencial do Empreendedorismo como um contexto gerador de significado para o ensino de Matemática Básica e Porcentagem, propondo uma Sequência Didática fundamentada na Resolução de Problemas . A pesquisa surge da necessidade de superar a divergência entre a Matemática ensinada nas escolas e a Matemática vivida no cotidiano das pessoas, alinhando-se às diretrizes da BNCC sobre Educação Financeira. Metodologicamente, o trabalho utilizou a Engenharia Didática, com foco nas fases de Análises Preliminares e na rigorosa Análise A Priori da Sequência Didática. O referencial teórico estabeleceu um paralelo entre a BNCC, a Resolução de Problema e a Teoria das Situações Didáticas para garantir que o material didático proposto fosse planejada para promover a autonomia do aluno. A Análise a Priori das atividades (que simulam cálculos de investimento, margem de lucro, reinvestimento e descontos) demonstrou o elevado potencial da proposta para transformar a Porcentagem em uma ferramenta de gestão funcional, estimulando o raciocínio lógico e o pensamento crítico. O contexto do mundo empreendedor torna a aprendizagem da Matemática relevante e transferível para a vida. Recomenda-se, como perspectiva futura, a validação empírica da Sequência Didática (Experimentação e Análise A Posteriori) para mensurar o impacto efetivo dessa abordagem no desempenho dos estudantes.
- ItemEnsino de geometria para estudantes com deficiência visual: uma proposta para o ensino de polígonos(2022-09-01) Avelino, Ana Paula Silva; Ferreira, Maridete Brito Cunha; Conceição, Jefferson Correia da; Leal, Maria de Fatima CostaO presente trabalho trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, e teve como objetivo construir e analisar uma sequência didática, e os materiais adaptados para apoiá-la, com potencial para construção do conceito de polígonos para alunos cegos ou de baixa visão. Para a construção dos materiais utilizamos alguns recursos para facilitar a visão tátil do aluno e cores fortes para ajudar os alunos que têm baixa visão e alguns materiais didáticos de apoio foram adaptados do trabalho vendo com as Mãos, Olhos e Mente: Recursos didáticos para laboratório e museu de educação matemática inclusiva do aluno com deficiência visual de Kalef (2016). Tivemos como embasamento teórico a Defectologia de Vigotski que visou o esclarecimento sobre a relação entre cegueira e o potencial cognitivo do indivíduo cego e a teoria de Van Hiele, que apresenta os níveis de pensamento geométrico do aluno, que fundamentou a construção da sequência e nossas análises. Concluímos que a sequência construída tem potencial para a construção do conceito de polígono por um estudante cego desde que apoiada por recursos didáticos validados por uma pessoa cega e associados à mediação do professor vidente.
- ItemEnsino e aprendizagem da álgebra para alunos cegos: garimpando e analisando dissertações e teses nacionais no período de 2015 a 2018(Universidade do Estado da Bahia, 2025-08-05) Lima, Rodrigo Santos de; Baqueiro, Grace Dórea Santos; Silva, Maria Eliana Santana da cruz; Ferreira, Maridete Brito CunhaEste estudo, de natureza bibliográfica e do tipo “estado da arte”, tem como objetivo investigar e analisar as contribuições de autores que desenvolveram dissertações nacionais, defendidas entre os anos de 2015 a 2018, sobre o tema “Desenvolvimento do pensamento algébrico de alunos cegos”. A escolha desse recorte temporal e temático se deu pela necessidade de compreender como o ensino de álgebra vem sendo trabalhado em produções acadêmicas voltadas para a inclusão de estudantes com deficiência visual, especialmente considerando os desafios impostos por conteúdos de natureza abstrata, como a álgebra. Por meio do mapeamento das produções acadêmicas, buscou-se responder à seguinte questão de pesquisa: qual é o potencial dos materiais didáticos manipuláveis, presentes nas pesquisas analisadas, para o desenvolvimento do pensamento algébrico de alunos cegos? Para isso, foi realizada uma busca no banco de teses e dissertações da CAPES, da qual resultou a seleção de (4) quatro trabalhos que compuseram o corpus da pesquisa. Todas as produções analisadas são dissertações de mestrado profissional. A análise do material foi orientada nas ideias teórica-metodológicas de Bardin, e pelos procedimentos metodológicos de Baqueiro. As dissertações selecionadas foram agrupadas em uma única categoria de análise: pesquisas que tratam do ensino de álgebra voltado para alunos cegos, com o uso de materiais táteis. Encerramos a análise com a seguinte inferência: que os materiais presentes nas dissertações analisadas são relevantes e possuem potencial para desenvolver o pensamento algébrico dos alunos cegos, desde que o professor que porventura queira aplicá-los, tenha essa intencionalidade, principalmente no que diz respeito à condição da analiticidade.
- ItemEquações diferenciais ordinárias e aplicações a biossistemas(2022-09-01) Santos, Poliano Fagundes dos; Nascimento, Antonio Teófilo Ataíde deEntendo que a importância das Equações Diferenciais está no fato de que mesmo as equações mais simples podem ser úteis na modelagem de vários problemas. O conhecimento de sistemas naturais complexos e em geral, conseguido através da combinação ou do refinamento de modelos mais simples. O estudo das Equações Diferencias é suporte matemático para várias áreas da ciência e das engenharias, o presente trabalho faz no primeiro capítulo uma revisão de alguns m´todos de resolução das Equações Diferenciais Ordinárias – EDO´s o segundo capítulo tem como meta demostrar os teoremas de Picard-Lindel¨of e Cauchy-Peano os quais tratam da existência e unicidade das soluções das EDO´s para alcançar esse intento foi necessário fazer uma revisão de espaços méticos completos. Finalizamos o trabalho com as aplicações das EDO´s a modelos Biológicos, tais como, espécies em competições, modelo predador-presa e a serrapilheira.
- ItemEstatística no ensino médio: abordagem da estatística no livro didático de matemática(2022-09-01) Dias, Jesiane CerqueiraNa busca de compreender como ficou a abordagem da estatística no livro didático do Ensino Médio após a implementação da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), este estudo objetivou analisar a abordagem, e possíveis mudanças, na abordagem da Estatística nos livros didáticos de Matemática do Ensino Médio atualmente com a implementação da BNCC. Assim, essa pesquisa busca responder o seguinte questionamento: Quais mudanças ocorreram no livro didático acerca da abordagem da estatística no Ensino Médio após a BNCC? Utilizou-se a metodologia do estudo documental qualitativo. A amostra foi intencional composta por duas coleções do ensino médio recomendados pelo PNLD 2018 – 2020 e duas coleções com as recomendações da BNCC. Ao término da análise, constatou-se que houve significativas mudanças no livro didático do ensino em sua abordagem da Estatística no Ensino Médio mediante as diretrizes da BNCC. A Base trouxe para o currículo do Ensino Médio competências necessárias para desenvolver no aluno a capacidade de coletar, analisar, mensurar e avaliar os dados de forma crítica, possibilitando discernimento com questões socioeconômicas do seu cotidiano.
- ItemA evasão acadêmica no curso de licenciatura em matemática na UNEB/CAMPUS II(2022-09-01) Soares, Arisson Silva de Souza; Santana, Erivelton Nonato de; Ferreira, Mário de Jesus; Paixão, Alexsandro Figueiredo daA evasão no sistema de Ensino Superior tornou-se um problema na educação brasileira, principalmente na área das Ciências Exatas. Como consequência atinge as áreas de atuação no mercado de trabalho, pela falta de profissionais devidamente qualificados, e carência de projetos de pesquisa, que têm por finalidade contribuir para o desenvolvimento social. Vários fatores podem acarretar a evasão nas Instituições de ensino superior como: a falta de assistência estudantil de qualidade, fatores psicológicos e pedagógicos estão presentes na literatura como fatores cruciais no aumento de egressos nas universidades. Diante dessa realidade, o presente trabalho busca entender as razões que impulsionam a evasão, mais especificamente no Curso de Licenciatura em Matemática do Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET), da UNEB Campus II/Alagoinhas, bem como contribuir para a comunidade acadêmica refletir sobre a compreensão desse fenômeno. Destacamos a evasão acadêmica no curso de Licenciatura em Matemática do Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET), Campus II/Alagoinhas, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), visando refletir sobre as causas desse fenômeno e discutir possíveis alternativas para amenizar a ocorrência desse fenômeno na comunidade acadêmica em destaque. Para isso foi feita pesquisa bibliografia e documental, com dados fornecidos pelo MEC/INEP, além de coleta de dados junto à secretaria acadêmica do curso para diagnosticar o fenômeno. Foi feita também a aplicação de um questionário para traçar o perfil desses estudantes e investigar as possíveis causas da evasão. Os resultados dos dados mostram que o fenômeno ocorre em índices elevados na UNEB campus II, confirmando as análises feitas na pesquisa documental e bibliográfica. Chegamos à conclusão que é importante discutir, refletir e tentar solucionar o problema de maneira urgente na instituição efetivando assim os investimentos dos recursos públicos para uma educação de qualidade e o desenvolvimento do país.