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Navegando Graduação por Assunto "Análise do Discurso"
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- ItemAs faces sígnicas de Lula em capas das revistas Veja e IstoÉ(Universidade do Estado da Bahia, 2018-02-02) Souza, Cléia Rosa de; Oliveira, Mirian Ribeiro de; Meira, Esmeralda Guimarães; Santos, Sidnay Fernandes dosO presente estudo busca o campo de saber denominado Análise do Discurso, de orientação francesa. Por uma questão metodológica, recortamos as três fases da vida pública de Luiz Inácio Lula da Silva: sindicalista, presidente e pós-presidente. Visando analisar as representações ideológicas das faces de Lula em capas das revistas Veja e IstoÉ e, de tal modo, entender a relação dos discursos midiáticos e políticos de forma entrelaçada, e como essa relação é importante na formação do sujeito. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, norteado pelo método teórico-analítico. Deste modo, dividimos este estudo da seguinte maneira: no primeiro capítulo, apresentamos uma contextualização sobre o histórico da Análise do Discurso com ênfase nas discussões de Pêcheux (2014). Acrescido a isso, discutimos o caráter do signo, partindo de Saussure (1975) até Pêcheux (2014). Para melhor compreensão das relações de poder nos discursos midiáticos e seus efeitos de sentido nos leitores, discutimos ideologia e sua relação com a cultura da mídia e da identidade dos sujeitos pós-modernos, conforme a ótica de Orlandi (2010), Kellner (2001) e Hall (2006). Por último, apresentamos as considerações finais. Nestas considerações, vimos que os discursos analisados, nas capas das revistas Veja e IstoÉ, tentam construir no sujeito um signo Lula estereotipado, ao gerar um discurso deturpado e empobrecido acerca da figura política, construída historicamente. Sob este aspecto, a relação entre ideologia, cultura da mídia e a identidade do sujeito pós-moderno está sempre ligada de forma estreita, exercendo grande influência sobre a identidade do sujeito pós-moderno. Percebemos, ainda, que as práticas discursivas atrelam os seus enunciados ao poder e à elite dominante, que privilegiam grupos de direita em detrimento de grupos opositores, como é o caso do ex-presidente.
- ItemConstruções discursivas do ethos em escritos de Pagu(Universidade do Estado da Bahia, 2022) Magalhães, Dayane Soares; Silva, Sidnay Fernandes dos SantosPagu é uma personalidade da história muito aclamada nos dias atuais, considerada símbolo de emancipação, resistência, irreverência, polêmica e subversão. Todavia, diante do contato com seus escritos, surgiu uma inquietação em relação ao que ela diz sobre si e o que os outros dizem sobre ela. Posto isso, o objetivo desta pesquisa é analisar as imagens que Pagu constrói sobre si, através do corpus que se constitui de textos da coluna A mulher do Povo (1931) e a obra Paixão Pagu: a autobiografia precoce de Patrícia Galvão (1940). A pesquisa se situa no campo da Análise do Discurso com ênfase na noção de ethos (MAINGUENEAU, 2008, 2020). O corpus foi agrupado por temas, tendo em vista, a noção de unidades não tópicas e atrelada a ela a de temas e chaves, desenvolvidas por Maingueneau (2015). Nessa perspectiva, apresentamos a análise discursiva a partir desses temas: a) O antagonismo entre o eu revolucionário e outras mulheres; b) A singularidade inerente; c) A vontade determinante contra todos os estabelecidos; d) A dissimulação e a dor do ser; e) A descoberta do corpo e do prazer sexual; f) Os conflitos nos sentimentos maternos; e g) A resignação e a desilusão com o Partido Comunista. Ao fim deste empreendimento, considera-se que a enunciadora nos textos de A mulher do Povo se apresenta a partir do ethos dito de mulher revolucionária, mas o ethos mostrado traz a luz uma mulher ansiosa por uma causa e inexperiente, por demonstrar falta de propriedade sobre as acusações feitas. Na carta autobiográfica, as imagens construídas são de mulher consciente de suas escolhas e que apresenta diversas facetas da Pagu do passado e do presente, complexa e múltipla e não são tão delimitadas quanto as que circulam no imaginário brasileiro.
- ItemUma análise discursiva do juridiquês e latinismo no impeachment de Dilma Rousseff(Universidade do Estado da Bahia, 2018-12-14) Jesus, Gilvan de; Oliveira, Mirian Ribeiro de; Silva, Sidnay Fernandes dos Santos; Brito, Rogério SoaresSob o título “Uma análise discursiva do Juridiquês e Latinismo no Impeachment de Dilma Rousseff”, este estudo de cunho bibliográfico e documental, objetiva analisar a utilização, ainda na atualidade, de uma linguagem conservadora, inclusive crivada de termos latinos, fenômeno presente no universo jurídico pátrio. Contextualizado no recente processo de impeachment contra a Presidente da República, Dilma Vana Rousseff, examina as relações intrínsecas de poder, existentes nos atos da comunicação jurídica. As análises fundamentam-se nos pressupostos da corrente teórica Análise do Discurso francesa, principalmente nos conceitos elaborados por Michel Pêcheux (1996,1997) e Michel Foucault (1979, 1996, 1999a, 1999b, 2002, 2003, 2008, 2009), notadamente nas noções relativas ao discurso, linguagem, verdade, poder, saber. Ainda se apoiam nas reflexões sobre a AD elaboradas por Eni Orlandi (2010), Maria do Rosário Gregolin e (2006) Denise Maldidier (1997). Quanto à linguagem e as implicações entre escrita e poder, foi consultado o autor Maurizio Gnerre (2009), bem como diversos outros na área do Direito e da linguagem jurídica. O corpus compõe-se da petição de anulação do referido processo de Impeachment, encaminhada ao presidente do Supremo Tribunal Federal e ao Senado Federal, assinada por um grupo de cidadãos, como Fernando de Moraes, dentre outros, da qual são extraídos e analisados fragmentos, bem como as expressões e termos escritos na língua latina. Parte da hipótese de que o Juridiquês, inserido nele, o latinismo, constitui-se de um discurso caracterizado por uma linguagem rebuscada e terminologia técnica excessiva. Esse conservadorismo exerce o papel de exclusão e cerceamento dos „não-iniciados‟ nesta cultura jurídica conservadora, o que leva a uma discriminação e à criação de uma espécie de reserva de mercado intelectual, formatado pelas relações de poder. Conclui-se pela necessidade de simplificação da linguagem jurídica para permitir uma maior comunicabilidade e acessibilidade das pessoas à esfera jurídica, consequentemente, exercendo o direito ao exercício pleno da cidadania.